27.02.09
Entrou no alfarrabista num misto de alegria e alergia. Adora livros, velhos ou novos, ´tijolos` ou ´calços` de mesas, romances ou livros mais específicos.
Olhou à sua volta. Por onde começar? Espirrou uma primeira vez, ao pegar numa edição do início do século do seu romance português favorito - Os Maias.
Demorou imenso tempo na primeira estante. O dono, ali não havia empregados, pergunta-lhe se o pode ajudar, se procura algo específico.
"Nem sim, nem não." - responde. "Quero um livro, não sei qual. Acho que é ele que me vai escolher."
O alfarrabista sorri, está habituado a excêntricos, lunáticos, estudiosos, professores universitários, a leitores, a profissionais da escrita e aos amantes do livro.
Percebendo que cada um é como é, e que a relação com os livros é pessoal, sui generis, como uma relação entre marido e mulher, deixa-o só, após mais um espirro.
O homem vai vendo os títulos, as lombadas, os autores. Demora tempo com alguns livros, pesando-os, pensando no título, procurando entre as páginas algo que o prenda.
De repente, pega num volume amarelado pelo tempo. Espirra uma e duas vezes. O título fascina-o, não conseguindo perceber qual será o assunto. "Míriades ausentes". Desfolheia o livro. Fascinado com a tipologia do mesmo, sente que foi escolhido. Imagens, gravuras, poemas, crónicas, contos, tudo cabe dentro daquelas páginas.
Pergunta ao alfarrabista, que já o observava há algum tempo, o preço. Este sorri-lhe, diz que é uma oferta. O homem tenta perceber a razão.
O alfarrabista sorri-lhe, diz-lhe que fica para outra ocasião. "Leia-o primeiro, se quiser falar depois disso, venha até cá. De qualquer modo, acho que o livro o escolheu, realmente."
Ainda mais curioso, agradece ao velho dono, e avança a passos largos para casa.
publicado por wherewego às 14:57

Entrou no campo de mão dada. Benzeu-se. No centro do campo, sorriu para os fotógrafos. As equipas começaram a preparar-se finalmente para o campo. Ele, juntamente com as outras crianças, saiu do retângulo de jogo.
Mas, uma vez na vida, entrou em campo. Não consegue perceber é porque é que se benzeu. Ele que nunca entrou numa igreja.
publicado por wherewego às 14:49

26.02.09
...e não o ter.
O que mais me tem incomodado é a necessidade da leitura e a impossibilidade de o poder fazer à velocidade e com a voracidade que o fazia até agora.
Este congelamento traduz-se, paradoxalmente, na profusão de livros começados a ler, mais do que o costume. De memória, tenho a páginas meias Worsship Matters de Bob Kauflin, Exit Music de Ian Rankin, Um dia de Cólera (é assim que se chama?) de Arturo Perez Reverte, A Invenção de Lisboa- As Chegadas de António Sarmento de Matos, um livro de reportagens de Robert Fisk, e mais uma mão cheia de outros de que não me lembro agora do nome.
Na ânsia de ler, acabo por não ler grande coisa.
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, já diz o povo.
publicado por wherewego às 20:52

A descansar dos trabalhos e testes, encarreguei-me de voltar a dar trabalho aos meus olhos e ler um "tijolo".
A capa é lindíssima, e a ideia de ler um thriller histórico convenceu-me.
No final, a reacção foi morna, podia ter sido melhor, mas não me convenceu totalmente.
No site da Porto Editora podemos ler:
Alemanha, ano 799. Carlos Magno, em vésperas de ser coroado imperador do Ocidente, encarrega Gorgias, um ilustre escriba bizantino, da tradução de um documento de vital importância para o futuro da Cristandade. O trabalho deverá ser executado no mais absoluto segredo. Entretanto, Theresa, filha de Gorgias e aprendiz de escriba, é falsamente acusada de um crime e procura refúgio na cidade alemã de Fulda, perdendo o contacto com o pai. Aí, conhecerá Alcuino de York, um frade britânico que investiga uma terrível epidemia que assola a população. Quando Theresa é informada do desaparecimento misterioso de Gorgias, ela e Alcuino embarcam numa aventura inquietante para o encontrar e infiltram-se numa teia conspirativa de ambição, poder e morte, em que nada nem ninguém é o que parece e da qual depende o futuro do mundo ocidental.Combinando o rigor histórico com uma prosa de ritmo trepidante, este romance de Antonio Garrido conduz o leitor por cidades, claustros e abadias medievais, num "thriller" apaixonante inspirado em factos reais.
O que é que não me convenceu? Nunca me senti totalmente envolvido na trama. A ideia de seguirmos uma personagem ao longo dum determinado período de tempo (aqui, cerca de 5 meses) pode surtir efeito (veja-se o caso do magnífico A Catedral do Mar), mas aqui as coisas acontecem demasiado rápidas (no tempo), as episódios são variados mas parece que o tema (Três impérios. Dois Manuscritos. Um segredo) é esquecido e polvilhado aqui e ali no texto. A verdade é que o suposto tema do livro é mais do que secundário e o que interessa é "A Escriba". Mais do que o mistério, é a condição da mulher, a mulher como heroína, o que de si não é mau, mas não foi por isso que comprei o romance.
A história tem alguns pontos altos, mas se, por vezes, interessa, em outras alturas adormece-nos o interesse.
Enfim... um livro bem escrito, com algumas personagens interessantes, mas muito aquém das expectativas.
Dos romances espanhóis que li nos últimos tempos prefiro, de longe , o já citado A Catedral do Mar e a Sombra do Vento.
publicado por wherewego às 20:42

Finalmente saíram todas as notas das Cadeiras do Mestrado. No total, em seis cadeiras tive três 17, dois 16 e um 12.
Bem melhor do que estava à espera, ainda que o 12 manche a média final.
De qualquer modo, o esforço, o cansaço e as agruras do semestre foram a bom porto.
E o 2º começa já na 2ª Feira.
Keep Calm and Carry On...:p
publicado por wherewego às 20:39

17.02.09
O 1º Semestre acabou. Quase.
Do mestrado tenho quase duas semanas de férias, as aulas começam na primeira semana de Março, enquanto professor começo as aulinhas para a semana.
Entretanto, reuniões preparatórias de semestre, lançamento de notas, e relatórios do semestre para a veia.

Pode ser que apareça mais por aqui.
publicado por wherewego às 14:42

11.02.09
Scolari aguentou mais do que eu esperava. Achava que não passava do Natal.
Mesmo assim, tendo feito um trabalho so-so (como ele se descrevia enquanto treinador, para fazer a diferença com o Special One) Scolari ainda leva uma excelente prenda de Natal atrasada.
São quantos milhões mesmo?

O Porto conseguiu o empate com um penálti inventado. Verdade! Ainda que o árbitro tenha feito vista grossa a um penálti sobre Lucho. Um erro paga-se com outro erro? Não. Mas isto prova duas coisas. Os nossos árbitros são maus. Marcam o que não existe e ignoram o que existe.
E o Porto continua a não jogar nada! Esperando que Jesualdo vá para outros ares no final da época, quem poderia treinar os azuis e brancos na próxima época? Paulo Bento e Jorge Jesus têm sido nomes apontados, não se sabe muito bem por quem. A ver vamos...
publicado por wherewego às 11:06

Conhecendo alguns professores de primeiro ciclo, e coabitando com uma, admiro-me sempre do alto número de alunos hiper activos.
Não conhecendo os casos, mas admirando-me com o aumento exponencial destes casos tenho para mim que, numa grande percentagem, o número de alunos hiper activos tem a ver com a passividade dos pais. Mas que los hay, hay.
publicado por wherewego às 10:55

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, veio dar como razão para o adiamento da discussão sobre a eutanásia, com a qual discordo (sem cuidados paliativos é mais fácil optar por esta solução. Empenhem-se nos cuidados paliativos e depois falamos) a maturidade.
Isto vindo de um senhor que "gosta é de malhar na direita".
Maturidade? Give me a break.
publicado por wherewego às 10:50

05.02.09







Imprevisível, eu?
Caminhos diferentes para casa?
A Sara deve estar a cantar o Deixa-me rir...
publicado por wherewego às 15:14

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