07.01.11

Entro na escola. Em frente do edifício há uma espaço verde, que teima em, durante o inverno, afogar-se em água e lama. A Dona N. anda com um pau de vassoura, ou algo semelhante, a fazer não sei bem o quê. O vento insiste em correrias pouco comuns. De repente vejo uns papéis voarem dum dos bolsos de Dona N, que atirara antes algumas palavras para o ar, como sempre faz comigo e com outros. O vento levou as palavras para longe e teima em repetir a proeza com os papéis. São três, os papéis que voam, um fica a navegar numa poça de água, os outros dois a passear pela relva enlameada. Assim que vê os papéis voar, a Dona N. diz-me "lá se vai a minha riqueza". Intuo, Dona N. imediatamente confirma, que se tratam de três boletins do Euro Milhões. Dou três passos na lama para a ajudar, a consciência de afundamento e o aviso de Dona N. aparecem ao mesmo tempo. "Não vá por aí, eu apanho".

Entro no edifício da Escola, com lama nos ténis, Dona N. fica a observar o boletim náufrago.

publicado por wherewego às 13:49

06.01.11

A cada dia o seu mal.

Penso que é mais fácil viver o dia-a-dia sem conhecer o futuro, do que sabendo o que vai acontecer aqui e acolá, que (des)venturas nos esperam. Quando isso acontece é-me difícil não retirar alguns medos da cabeça, não pensar em algumas situações.

Este ano está a começar duramente. A ver como continua.

publicado por wherewego às 10:42

05.01.11

Torna-se interessante ler Tempo Contado de Rentes de Carvalho passo a passo com Diário Volúvel de Vila-Matas, as semelhanças são menores que as dissimelhanças, mas a verdade é que já por duas vezes os "apanhei" a falar de casos parecidos, por exemplo, da morte e da sua banalização/utilização mediático-popular e torna-se prazeiroso ver não só as diferenças de opinião, mas de carácter que existem entre ambos.

publicado por wherewego às 14:50

04.01.11

Tenho muitas, quiçá demasiadas, leituras em mão. De um lado puxa-me o Tony Judt, do outro o Vila-Matas, além é o de Lillo, mas há sempre um que, por uma ou outra razão, toma a dianteira. Desta vez é Rentes de Carvalho, com Tempo Contado.

Comecei-o a ler ontem, como quem não quer a coisa, envergonhado, que isto de ler as vivências e os pensamentos pessoais de outrém cria alguma retinência na minha pessoa.

Rentes de Carvalho é sincero, por vezes, talvez, demasiado sincero. Não há aqui a tentativa, pode haver, mas não o aparenta, de esconder ou precaver-se de alguma coisa. Os pensamentos sobre o relacionamento com a mãe, a exasperação que ela que provoca são desconcertantes, talvez porque desconcertante é a diferença de caracteres e espírito, mas também diferente a atitude e hábitos diários. Vejo-me a criticá-lo, como não compreender a pobre anciã, só durante meses a fio? E depois penso nas minhas atitudes, em como sou, e compreendo-o bem. O que choca é a clarividência e coragem de o escrever/transpôr como ele o faz.

Sorrio com a surpresa, quase vergonha como descreve a suite enorme em que o colocam no Estoril. Sorrio com o fado meteriológico, que chova quando ele quer trabalhar, mas que a chuva fuja quando chega à sua aldeia, ali as chuvas serão de outra ordem.

Mas Tempo Contado tem outro dom, parece que leio e vou lendo, talvez mais lentamente do que o normal e as páginas teimam em passar devagarinho. E atenção, não é crítica, é benesse literária.

publicado por wherewego às 11:37

03.01.11

Lembro-me dos westerns serem uma presença assídua na tv enquanto crescia. Lembro-me de algumas cenas de alguns desses filmes, as caravanas em círculo para se defenderem dos índios,  os índios em cima das rochas, várias vezes preparando a emboscada, os irmãos da família Bonanza, o Lone Ranger e o seu companheiro índio, os duelos ao pôr do Sol.

Na colecção de DVDs há alguns westerns, , mas dois deles são dos meus preferidos, são de um italiano, Sergio Leone, um dos meus realizadores preferidos, há-de passar muita água debaixo da ponte para me esquecer de O Bom, o mau e o vilão e de Era uma vez no Oeste.

No primeiro dia do ano, deitei-me no sofá e vi dois outros westerns, El Dorado e The Man who shot Liberty Valance. Começou bem o ano, relembrando outras estrelas, outra forma de fazer cinema, outra linguagem cinematográfica.

 

 Wayne e Mitchum

 

El Dorado, de Howard Hawks, de 1966, conta com John Wayne, Robert Mitchum e um jovem James Caan no elenco.

Houve duas razões fortes para ver este filme, (re)ver John Wayne, agora com um pouco mais de siso em cima, e observar como Hawks conta quase sempre a mesma história, em filmes e géneros diferentes. Uma das coisas que mais me agrada em Hawks é a temática da camaradagem masculina, ao ver este filme lembrei-me de Only Angels have Wings (lá por casa em DVD), com Cary Grant, e que tenho de rever brevemente. (Hawks é um dos meus relizadores favoritos, aconselho Bringing Up Baby, uma comédia brilhante com Cary Grant e Katherine Hepburn e The Big Sleep com Humphrey Bogart e Lauren Bacall). 

Cole Thornton (Wayne) é um pistoleiro a soldo, contratado por um rancheiro rico, Bart Jason, para resolver uma disputa com a família McDonald.

Quando chega a El Dorado, Cole encontra o sheriff local, J.P. (Mitchum), amigo de longa data, que lhe diz que se aceitar o trabalho estará contra ele. Cole desiste do trabalho, depois de levar um tiro de um membro da família McDonald.

Meses depois, Cole voltará a El Dorado, com Mississipi (Caan), depois de descobrir que outro pistoleiro foi contratado em seu lugar e que J.P. sucumbiu ao álcool. Cole volta para proteger J.P.

Hawks descreveu El Dorado como "No story, just characters". Mas entre a  descrição do realizador e a noção de que não há uma história vai um longo caminho, maior ainda se o compararmos com alguns filmes actuais. O argumento é parecido com Rio Bravo, as personagens estão lá todas, mas por alguma razão gosto mais de Mitchum do que de Dean Martin, e Ricky Nelson também não entra neste. Hawks achava que podia melhorar nesta segunda versão, eu prefiro o elenco deste El Dorado, ajudará que o papel feminino seja menos definido, menos forte, em El Dorado são os homens que dominam, é neles que a câmara e a história focam.

Comecei bem o ano, mas ia continuar melhor.

 

Uma das críticas que se fazem aos filmes de cowboys é que são todos iguais. Por acaso, acho que há dois tipos de filmes, os que têm índios e os que não têm, mas por vezes essa crítica tem razão de ser.

Daí que The Man who shot Liberty Valance seja um bom ponto de como a crítica pode ser injusta.

 

 

 The Man who shot Liberty Valance data de 1962 e é realizado por John Ford. Sergio Leone dizia que dos filmes de Ford era o seu preferido porque era o filme em que Ford aprendia alguma coisa sobre o pessimismo. Confesso que o tom acre em que o filme termina foi o que me desconcertou.

Os westerns sempre cantaram o heroísmo dos homens rodeados de índios, era a tentativa de criar a civilização no meio de nada com inimigos por perto, ou tentando manter essa civilização de pé face a bandidos e foras da lei. Com Leone, aparece o pistoleiro cínico, quase amoral, como herói.

Em Liberty Valance temos um fora da lei (Lee Marvin) abjecto que domina quase por completo uma cidade. Tom Doniphon (Wayne) é o garante da estabilidade, um velho cowboy de moral forte, que sonha casar com Hallie, mas antes de a pedir em casamento, vai construindo a casa que ela merece, um quarto e uma varanda. Um dia aparece Ransom Stoddard (Stewart), atacado no caminho por Valance, um jovem advogado que acredita que a lei é mais forte que as armas e que sonha derrotar Valance através dos conhecimentos adquiridos.

O filme começa com o regresso de Stoddard à cidade de Shinbone, no final do século XIX, para o funeral de um amigo, pouco já resta do oeste que iremos ver daí a pouco. Stoddard, agora Senador, conta a história a 3 jornalistas, sobre o que aconteceu quando chegou à cidade, conta a história do Homem que matou Liberty Valance.

O mundo que Stoddard relembra tem pouco a ver com o mundo dos filmes de Ford. O sheriff é um acagaçado de todo o tamanho, bem como o resto da cidade. O mau da fita faz o que quer, quando quer e ninguém se atreve a contradizê-lo, Doniphon é o pequeno foco de luz, o único entre Shinbone e o caos. Quando Stoddard chega, a esperança instaura-se, já não através do poder do fogo das armas, mas da palavra, dos argumentos, da lei escrita.

No final, Valance morre e a ordem pode ser então inaugurada, mas como ele morre e a forma como ela é inaugurada é o que faz deste filme um clássico.

Ao vê-lo, relembrava-me de Era uma vez no Oeste, de formas diferentes são dois adeus ao western, homenagens ao género. Um canta o final daquele mundo, triste com o passado que já lá foi, o outro abandona o oeste e as histórias contadas, olhando para o futuro, mas reconhecendo que vai ser diferente do passado.

 

Já vos disse que comecei bem o ano?

 

Mais não digo, vejam-no.

publicado por wherewego às 20:54

21.12.10

Ontem, terminei o Mestrado, defendendo a tese. Contente, claro, acima de tudo, aliviado. Não prometo vir aqui nos próximos tempos, o Natal traz algumas limpezas, visitas e viagens.

Vamo-nos vendo, por aqui.

publicado por wherewego às 11:57

17.12.10

A literatura tem um poder enorme, ou, se quisermos ser mais objectivos, tem vários poderes. Faz-nos sonhar, perder a conta ao tempo que passa, ensina-nos, deseduca-nos, aprende-se palavras e expressões e hábitos e muitas outras coisas novas, aprende-se o poder de uma história.

O papel do escritor é por vezes dúbio, pelo menos na mente de alguns. Não me considero escritor, mas em tempos de novas tecnologias, em que muitos nos lêem por vezes há a dificuldade de dividir as fronteiras.

Tenho o cuidado de colocar em alguns textos a expresssão breves narrativas, partindo do princípio de que todos saberão identificar a natureza ficcional do texto.

E fico surpreendido, vez após vez, com um ou outro comentário, que indica que a ficção foi tida como biográfica ou práxis.

Não sei se os que me lêem, e os que me conhecem, me encaram como um personagem, não sei se o que escrevo é demasiado verosímil ou familiar, ou se simplesmente as pessoas acreditam em tudo o que lêem.

 

publicado por wherewego às 10:51

16.12.10

"Até que a morte nos separe." Lembra-se de olhar para Carla, de sorriso aberto, vestida de branco e dizer esta frase (batida).

Até que a morte nos separe, namoraram durante cinco anos, casaram quando ela engravidou. Teria sido uma menina, mas uma complicação no quinto mês de gravidez levou ao aborto. Terá sido esse acontecimento a abortar também o seu casamento, o amor deles? Não sabe afirmar com certeza. A verdade é que o sexo se tornou mais ocasional, o prazer transformou-se em enfado e, pouco a pouco, o ressentimento passou a ocupar o lugar do amor que cada um sentia um pelo outro.

Não sabe explicar porque é que continuam juntos. Já nada os aproxima, falam pouco um com o outro. Vivem juntos, mas na realidade longe um do outro.

Quando descobriu que Carla o traía com um colega do trabalho não estranhou, ainda que a descoberta o tenha magoado. "Não foi com isto que sonhei." Como é que passamos dos sonhos à triste realidade? "Porque não nos divorciamos?" Durante as primeiras semanas, após a descoberta do caso, esperou que ela lhe pedisse o divórcio, que lhe dissesse que tudo tinha terminado, que encontrara outra pessoa. Esperou... Ainda que nada a prendesse a ele, ainda que o traísse, ela nada disse, ele esperou, sem nada dizer, também.

Enfureceu-se, quando percebeu que alguns amigos sabiam do caso. Pensou em confrontá-la. Três meses depois da descoberta, começou a fazer planos para que a morte realmente os separasse. Passou algumas horas na internet, pesquisou casos reais, tentando perceber o que correra mal em alguns crimes que terminaram com a prisão do marido assassino.

Elaborou um plano.

Um dia confrontou a mulher com o arrefecimento do casamento, chorou, "foi com isto que sonhaste"? Pediu-lhe uma segunda chance, não mereceriam uma segunda hipótese? Queria ser feliz com ela.

Marcaram três dias de férias, mais o fim-de-semana, cinco dias só para eles. Escolheram uma ilha, no meio do Atlântico, longe de conhecidos, uma outra língua, preços especiais de época baixa, clima temperado.

A escolha, que partira dele, era um sonho antigo dela. Ele já estudara percursos, caminhos, locais a conhecer, perigos possíveis. A ilha era conhecida pela sua beleza natural, mas ao longo dos últimos anos alguns turistas mais afoitos tinham conhecido a morte. Planeara três ou quatro hipóteses de a matar. Era uma questão de tempo.

Chegaram ao aeroporto pelas 11h. Ao meio-dia entravam no Hotel, só teriam carro no dia seguinte.

Carla parecia querer dar uma oportunidade ao casamento, nos dias que antecederam a viagem, passaram algum tempo falando do aborto, nunca tinham falado muito sobre o assunto, de como ela se afastara, dos porquês, de como podiam tentar recomeçar.

No quarto de hotel, arrumaram a roupa. Ele deitou-se na cama, esperando que ela acabasse de se arranjar para saírem. Ela saíu da casa de banho, com um conjunto de lingerie novo. Fizeram amor. Tomaram banho juntos e voltaram para a cama. Jantaram no quarto. Depois, ela contou-lhe, a medo, do caso com o colega de trabalho. Fê-lo com sinceridade, mostrou-se arrependida e disse-lhe que fora a conversa que tinham tido e a posterior decisão conjunta de lutar pelo casamento que a tinham feito mudado de ideias. Sem essa conversa, teria saído de casa na semana seguinte.

Ele ficou ali, embasbacado, não com as novidades, mas com o volte-face. Ela parecia genuinamente incomodada com a sua atitude, reconheceu, pela primeira vez em meses, a mulher por que se apaixonara e com que casara.

Disse-lhe que a perdoava, escondeu-lhe que sabia, e prometeu-lhe que juntos dariam a volta por cima.

No dia seguinte, passearam pela ilha, ele ia pensando no planeado, envergonhado, mas indeciso.

O terceiro dia acordou enevoado, fizeram um pequeno passeio de barco, até umas ilhotas ao largo da ilha mãe.

O cansaço físico não os impedia de voltar a encontrar-se, à noite, nos braços um do outro. Era a lua de mel que nunca tinham tido.

No quarto dia, foram até à montanha mais alta da ilha. A estrada era íngreme, a vista deslumbrante. Quando chegaram ao cume, o nevoeiro impedia-os de ver o que estava abaixo, chovia e não se via vivalma. Eram oito da manhã, tinham saído cedíssimo do hotel, num dos miradouros, João pensou no planeado, era um local perfeito, que colocara de parte pela presença habitual de turistas e vendedores. Ela estava em cima do muro, ele chegou-se por trás e colocou os braços à sua cintura. "Cuidado, não caias."

Desceram a montanha, visitaram duas ou três terreolas, no vale, e partiram em direcção a uma praias desertas, promessa do gerente do hotel.

A praia era lindíssima, o tempo melhorara e ele aventurou-se na água. Passaram o resto da tarde ali. Lancharam perto da praia.

No caminho para o hotel, ela pediu-lhe para pararem junto à estrada. Anoitecia, o sol punha-se lentamente, lá ao fundo, no mar alto.

Sentaram-se, com cuidado, na parede que limitava a estrada da escarpa. Abaixo deles, uma vertigem escarpada. Olharam juntos o anoitecer, ele apertava-a, beijou-lhe a testa.

"Voltamos?", perguntou-lhe já quase na penumbra. Andando já na direcção do carro, ela dera por falta da mala, colocara-a do outro lado do muro, encostada a este. Voltaram, ele apanhou a mala e colocou-se em cima do muro, de costas para ela, "não se vê nada".

 

Os últimos dias tinham sido difíceis para ela. Voltara a sentir prazer em estar com o marido. Ainda o amava? Começava a acreditar novamente que sim. Aceitara a viagem como uma dupla oportunidade,poderiam tentar reatar o casamento, algo em que não tinha muita esperança, mas planeara a sua morte. Contara-lhe do seu caso, esperando fúria, dor, algum tipo de reacção, não antecipara o perdão. Pouco a pouco, fora-se habituando à ideia de continuarem juntos. Mas, no seu inconsciente tinha medo, de voltar tudo à normalidade abjecta do passado recente. Tinha medo dos silêncios que habitaram a sua casa durante quase todo o seu casamento, tinha medo de que esta promessa fosse outra vez ultrapassada. A felicidade entre eles tinha sido uma promessa vã.

"não se vê nada" Ela via, mas era como se não visse. O futuro era uma bifurcação e ela temia que as escolhas fossem novamente as erradas. Num ataque de fúria, empurrou-o, escarpa abaixo.

 

 

publicado por wherewego às 11:50

15.12.10

Andamos por aqui e por ali,

 sem saber bem porquê.

Somos levados pela melancolia,

pelo desespero,

toldados pela tristeza.

Encontraste-me ali,

quieto e só,

parado e cinzento.

Talvez tenhas pulado, falado muito,

talvez,

talvez tenhas dançado, gritado,

talvez,

mas foi o teu sorriso que me fez sair

da rua da amargura.

 

publicado por wherewego às 12:59

Ora, bem, este blog quer-se acima de tudo actualizado. Sendo assim, ainda que não tenha sequer uma semana de vida, já tem arquivos que remontam a 2004. Como? Comecei com o CoisasInsignificantes, passei para o Palavreando ao Acaso, entre outras aventuras inconsistentes, pelo menos as individuais.

Agora, mora tudo aqui neste local, menos o blog dos contos e textos ficcionais, por enquanto, pelo menos.

publicado por wherewego às 11:35

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