28.04.05

Yogi Pijama

Buscando sem saber bem o quê
Perdido como quem não vê
Calado como quem não tem resposta para quem o chama
Desesperado, como quem por ter medo da desilusão não ama
Yogi Pijama
Se deixas apagar a chama, estás virado para o desastre
Como uma vela sem mastro
Ou um barco sem leme
Condenado a andar à toa conforme o vento lhe dá
Ao sabor da corrente
Yogi Pijama
Olha que andar ao deus dará nunca foi coisa boa
Yogi Pijama
Quebrando os seus ossos na rua
Fugindo da verdade nua
Como se abrir as portas ao
Mundo fosse uma coisa obscena
Desencontrado como quem por ter medo da foz o rio condena
Yogi Pijama
Se deixas apagar a chama, estás virado para o desastre
Como uma vela sem mastro
Ou um barco sem leme
Condenado a andar à toa conforme o vento lhe dá
Ao sabor da corrente
Yogi Pijama
Olha que andar ao deus dará nunca foi coisa boa
Yogi Pijama
E já que nós nunca estamos sós
Vamos lá desatar os nós
E vamos lá chegar inteiros, onde quer que a vida nos leve
E enquanto é tempo
Deixa ver esse sorriso, que isso torna a pena mais leve
Yogi Pijama
Se deixas apagar a chama, estás virado para o desastre
Como uma vela sem mastro
Ou um barco sem leme
Condenado a andar à toa conforme o vento lhe dá
Ao sabor da corrente
Yogi Pijama
Olha que andar ao deus dará nunca foi coisa boa
Yogi Pijama
publicado por wherewego às 23:04

Existem livros que me marcaram positiva e negativamente. Abro aqui um pequeno espaço apara falar deles, de alguns, positiva e negativamente.
A MISSÃO, de Ferreira de Castro. Não sei como o livro chegou às minhas mãos. Sei que fiz um trabalho na Faculdade que consistia na comparação entre este livro e o filme de Rolland Joffé A Missão. Embora o título seja o mesmo, as histórias são diferentes. Se encontrar o trabalho até o publico por aqui.
Enfim, penso que foi por essa razão que descobri este conto de Ferreira de Castro. É uma pequena história que já li duas ou três vezes e a que vou regressando de vez em quando.
A história passa-se durante a 2ª Guerra Mundial, numa aldeia. Essa aldeia tem um convento e uma fábrica, ora os edifícios onde ambos estão localizados são iguais, e é desta realidade que toda a história nasce. Os frades vão discutir sobre a necessidade ou possibilidade de marcar o convento de forma a que os bombardeiros saibam que ali é um convento e desse modo se abstenham de destruí-lo, como dizem as leis de guerra. E o conto trata disto, da discussão entre eles, dos temores de cada um, da obrigatoriedade da nomeação do convento como tal mostrando aos inimigos onde é a fábrica, assinando a sentença de morte dos trabalhadores, destruindo toda a aldeia que os acolheu. Discute-se aqui também a noção de religioso, a ideia de vocação e de emprego, foram porque se sentiram chamados ou porque dava dinheiro? Em momentos de água a ferver saltam para dentro dela ou atiram-na para cima dos outros?
É disto que este livro trata e fá-lo, na minha opinião, magistralmente. Põe a nú a falibilidade humana, a pequenez e grandeza do espírito humano, e acaba cinicamente com uma lição de moral.
Procurem-no, peçam emprestado. Vale a pena e é um conto com somente 80 páginas, lê-se de uma penada.
publicado por wherewego às 10:01

Com um livro, é outra coisa. Sendo bom, prende-nos mais tempo do que os braços de uma mulher e só desejamos interromper a sua leitura no final de um capítulo ou em parágrafo onde possamos retomá-la facilmente.
publicado por wherewego às 09:58

Vendo A Intérprete fico a saber que a maior causa de morte entre os castores é a queda de árvores!
E eu a pensar que os bichos tinham algum 6ªsentido ou conhecimento extra que os impedisse de levar com a árvore na tola!!!
publicado por wherewego às 09:56

Dou por mim a olhar para trás e a escrever demasiado sobre o que já passou. Deve ser por isso que chama os portugueses de saudosistas, deve ser por isto que usamos e abusamos da palavra saudade.
Mas a verdade é que tenho saudades…
…da minha escola primária, e passei por lá no fim de semana e embora ela continue na mesma (o que por si só não é um bom sinal) tudo há volta mudou, as quintas deram lugar a prédios feios, caros e com assoalhadas pequenas, enfim…
…da minha escola secundária. De tudo, dos colegas, de alguns dos professores, do local, dos intervalos, das brincadeiras, de tudo…
…dos acampamentos em que era miúdo e campista, em que a minha única tarefa era ser guiado e portar-me bem, não me portava muito mal, mas acho que era demasiado “Grafonola” para que os monitores fossem dormir sem uma dor de cabeça.
…de pessoas que já não vejo há muito ou pouco tempo e sei que a culpa é minha. Não me esforço demasiado por manter contacto e agradeço desde já aqueles que o fazem.
…dos verões que, estupidamente, não gostava no Alentejo.
…daqueles que morreram e que marcaram muito a minha vida. É giro como um jovem “morrido” aos 18 anos nos marca ainda hoje. É que daqueles 18 eu conheci-o durante 13, e andei com ele na escola desde sempre! Com o fim do Secundário a vida dele também chegou ao fim, e muitas vezes lembro-me dele.
Enfim, muitas vezes sinto que estou a olhar para trás, sabendo que deveria olhar mais vezes e com mais afinco para a frente. Mas olhar para trás também é bom, não é?
publicado por wherewego às 09:50

Ontem fiz um bocadinho de zapping e dei comigo a ver a Júlia Pinheiro a falar para uma meia!
É necessário fazer algum comentário?
publicado por wherewego às 09:49

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