03.05.05
daquele "e viveram felizes para sempre". Achei sempre demasiado redutor, e falso.

Por várias razões, ninguém vive feliz para sempre. Há momentos de luta e atritos, há o chorar a dois, há o gritar a dois ou em mono. Há o saber encontrar o nosso espaço comum num mundo até aí uno e indivisível.
Outra razão será a da verosimilidade. Normalmente as histórias que acabam com este apanágio (ou será adágio? Ou nenhum dos anteriores?) são construídas por aventuras e desventuras, crises e complicações várias, alguém acredita que vivendo uma vida tão atribulada até ao casamento, a partir deste se leve uma vida idílica? E a sogra não tem nada a dizer?

Acho que as melhores histórias que se podem contar são as que partem deste ponto. Depois do para sempre. Aí veríamos como o contador de histórias nos enganou. Talvez seja por isto que gosto tanto do final do Retrato de Ricardina. Prometo um dia destes colocá-lo aqui, para verem o que quero dizer.
publicado por wherewego às 11:35

Não gosto…

De favas. De livros de auto-ajuda. De filosofia. De psicanálise. De toucinho. De banha de cobra.
De música electrónica. De alguma ópera. Da maior parte da poesia contemporânea. Do sol a bater-me na nuca.
De atrasos. De café quente. De comida quente. De queimar a língua na sopa.
De maus árbitros. De redundâncias. Da redundância resultante das duas últimas “orações”
De ignorantes nomeados comentadores. Da eternidade do posto na sociedade portuguesa.
De maquilhagem. E não é só em mim. Não gosto dos defensores dos direitos dos animais.
De esperar. Dos postos de saúde. Dos empregados públicos.
Das perguntas ofensivas, estúpidas e ignorantes dos jornalistas.
Dos buracos nas estradas. Das estradas portuguesas.
Dos políticos portugueses. Do demagogismo. Da política como principal fonte de “tachos”.
De “boys” e “girls”.

(to be continued)
publicado por wherewego às 11:33

Não tenho razões óbvias para ser de alguma equipa em particular, e duvido que alguém as tenha.
Quando falo no plural, refiro-me a gostos particulares em relação a equipas de outros países e/ou de outras modalidades.
Equipas que gostamos de ver jogar ou pelas quais ganhámos, não sabendo muito bem porquê, um "carinho" especial.
Hoje parece que a equipa inglesa dos portugueses é a também "portuguesa" Chelsea. Eu, e não sei muito bem porquê, sempre puxei mais pelo grandioso Aston Villa. Tenho amigos que semanalmente ao referirem os resultados da Premier League, falam do Arsenal, do Liverpool, do Man Utd, eu falo do "meu" Aston Villa. Sabe-se lá porquê. Sou do contra e nem vale a pena procurar as razões de tão pouca fervorosa afeição.
Em Espanha sempre tive uma queda especial para o Deportivo, mesmo quando este se encontrava na 2ª divisão. Aqui sei explicar os porquês. Comecei a ver a equipa galega a jogar nos seus torneios Tereza Herrera, muitas vezes contra o meu FCP, muitas vezes contra outras equipas portuguesas.
Em Itália é-me indiferente.
Mas toda esta diarreia verbal sobre clubes decorre de a minha equipa da NBA, depois de estar a perder por 2-0 nos playoffs, já se encontrar a perder por 3-2 e portanto a um jogo de arrumar as botas. Falo dos Houston Rockets.
Ps. No futebol canarinho sempre gostei do Timão.
publicado por wherewego às 11:08

Acho que temos demasiados jornais (e revistas de informação) em Portugal. Ainda não fiz as contas, mas se tivermos em conta os diários, semanais e as referidas revistas acho o número demasiado alto.
Aparentemenete todos têm a sua quota parte do mercado bem definida. E não me parece que, de momento, algum passe por momentos mais periclitantes. Obviamente que hoje, ao ocntrário do passado, os jornais já não são autónomos, fazem parte de empresas e são mais um dentro de vários organismos informativos (ou de outra índole).
Tudo isto para dizer que comprei, aqui há umas semanas, pela primeira vez o 24Horas.
Tinha saído da faculdade, tinha combinado com o Nuno e com a Sara encontrarmo-nos na Expo, como de costume, mas quando lá cheguei o local estava apinhado de carros.
Recombinámos novo local de encontro e decidi comprar um jornal para ver se descobríamos a razão de tal lotação esgotada, se era a exposição da Fil, se havia concerto no Pavilhão.
Comprei, por essa razão, o 24 Horas. Tentei, em vão, dar de caras com alguma notícia, mas nada. É um exemplo de jornalismo tablóide no seu melhor (pior, na minha modesta opinião). E dou por mim a pensar no porquê de muitas pessoas comprarem este tipo de jornais.
O 24 Horas fez-me lembrar um funeral. Comprei-o com o intuito de ler alguma coisa (informação) e dei comigo a ler notícias anedóticas ou complots pseudo-informativos da vida alheia, tal como acontece num funeral. Aliás, o funeral é uma excelente ocasião para aprender as melhores anedotas e ouvir as últimas fofocas familiares, salvo raras excepções.
Enfim, aprendi com isto a nunca mais comprar este jornal, antes o popular Correio da Manhã. Se eu soubesse...
publicado por wherewego às 10:54

Carta da Liga de Futebol dirigida ao Benfica
Tendo V. Ex.as de se deslocar ao terreno de um adversário dentro de 1 semana, agradecemos o preenchimento do formulário em anexo, a fim de que possamos tomar as necessárias providências :
1. Em que Estádio desejam V.Ex.as jogar ?
- No estádio do adversário __
- Num estádio a mais de 100 Kms da terra do adversário __
- Num estádio de baisebol nos Estados Unidos __
- No estádio da Luz __

2. A partir de que minuto do primeiro tempo desejam V.Ex. as o primeiro cartão vermelho para um jogador adversário?
- Primeiro minuto __
- Vigésimo quarto minuto __
- 5 minutos antes do intervalo __
- Dependendo de como estiver a correr o jogo, informaremos o árbitro no local __

3. Pretendem V.Ex.as marcar o primeiro golo através :
- De um fora de jogo do senhor Mantorras __
- De um livre marcado por uma falta inexistente __
- De um penalty fantasma __
- Dependendo de como estiver a correr o jogo, informaremos o árbitro no local __

4. A fim de não dar muito nas vistas, sugerimos que osenhor Petit ou o senhor Simão sejam punidos com um cartão amarelo. Agradecemos que nos digam em que momento :
- Quando o senhor Petit fizer a octogésima terceira falta dura __
- Quando senhor Petit fizer a décima quarta tentativa de homicídio __
- Quando o Senhor Simão simular a sexagésima quinta falta __
- Nunca, era o que faltava, mostrarem cartões aos nossos jogadores __

5. A fim de não cometermos erros agradecemos nos indiquem a composição da equipa de arbitragem para o jogo em questão :

Com os nossos cumprimentos ao campeão nacional 2004/2005Liga Portuguesa de Futebol Profissional
* e-mail recebido num destes dias

In Coisas Breves
publicado por wherewego às 10:48

O nosso lado

Sou do Benfica. Sócio e tudo. Mas isso não impede que fique incomodado quando percebo que o Benfica é favorecido pelos árbitros. Eu quero que o Benfica ganhe, mas que ganhe porque merece, e não por causa de erros e trafulhices.Claro que os benfiquistas não admitem que se escreva isto. Um benfiquista que escreva isto, dizem, «não é realmente do Benfica».Conheço bem esse processo. Alguns católicos e direitistas também garantem que eu não sou realmente católico e que não sou realmente de direita. Porquê? Porque não me coíbo de criticar o nosso lado. Ora, segundo me explicam, nunca se deve criticar o nosso lado. [P.M.]
publicado por wherewego às 10:44

Ou, é assim, ou táj a ver, ou tão a ver...é assim que a maior parte das pessoas (incluindo os jovens, mas presente em todas as faixas etárias) começam as frases/orações (estamos no âmbito da gramática e não do religioso). É triste ou simplesmente normal? Já que deriva do nosso excelente ensino. A mim quer-me parecer que existem várias falácias e deficiências nos programas, métodos, fórmulas e que mais enunciados pelo Ministério da Educação e demais Governos.
A principal, pelo menos nesta questão, é a divisão do português a partir do 10º ano. Se o aluno decidir enveredar por Ciências, Matemática ou Artes deduz-se que não precisa do Português para nada. Ora, se isto, até é verdade com a Matemática no que diz respeito aos alunos de Português/Letras pelo menos em certa medida, estaremos a esquecer-nos de que todo e qualquer indivíduo fala e usa a sua língua.
Possivelmente deveríamos, afastar os alunos destes outros cursos de literatura "mais pesada" (se alguém souber o que isto é, diga-me), quiçá organizar um programa em torno do uso oral e escrito da língua mãe. É constrangedor ver alunos na faculdade (e aqui temos de dar o braço a torcer, acontece com alunos de Letras as well) que não sabem escrever ou falar.
Volto a uma questão que já mencionei aqui mais do que uma vez. Nem todos os que são professores o deviam ser. Há necessidades de ordem motivacional a serem tidas em conta, o professor deve alterar o conteúdo das aulas perante as diferentes turmas e o diferente percurso dos alunos.
Uma das coisas que mais me chocou, e atrasou, na faculdade foram as aulas de linguística. Para mim Linguística é difícil, o meu cérebro não aceita tudo aquilo como lógico, simplesmenta não entra cá dentro. E chateava-me os alunos de Estudos Portugueses serem avaliados pela mesma bitola (quando não mais severamente) que os alunos de Linguística propriamente ditos.
Deverá e terá de haver uma caracterização dos objectivos de cada curso/áream de cada currículo e futro possível de cada aluno e a partir destes parâmetros criar um programa que responda (não é agrade, é responda) às necessidades, presentes e futuras, dos alunos.
Claro que isto custa dinehiro e demora tempo, mas parece-me que poderia ser um caminho possível.
publicado por wherewego às 10:22

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