11.02.06
O barreira entre o privado e o público é por vezes aparente, ténue ou intransponível.
Trabalhando com o meu pai, no negócio da família estas noções cristalizaram-se.
Problemas familiares, simples discussões podem seguir o caminho até ao trabalho, e depois ou os clientes pagam ou pelo menos apercebem-se do que lhes devia estar mais ou menos vetado.
A discussão entre os donos do café trouxe-me isto à memória, sem qualquer frase batida. Ouvi os dois lados da moeda, e pensei se haveria razão para tal discussão. Depois chegou a filha e continuou a disparatar.
E eu saí, de mansinho...a pensar no que se podia ter evitado e como por vezes lá na loja acontece o mesmo.
publicado por wherewego às 14:41

Um ritual sabatino é sentar-me num café, a ler os jornais (o Expresso, o DN e/ou o Público). Confesso que o que me arrasta nesta aparente fome de notícias são os suplementos de cultura, o Actual, o 1000 Folhas e a revista do DN. Daí parto para as notícias e para as crónicas.
Hoje escolhi um café não muito visitado. É mais um daqueles da moda antiga, com ar de taberna de primeira, onde se pode almoçar ou somente beber o cafezinho. Escolhi-o de propósito, sei que não é assim tão frequentado, não tem tanto ruído de fundo como os que se encontram perto da minha casa, em que não me consigo concentrar, com o barulho dos miúdos a gritarem, chorar ou só a pedir à mão aquele bolo.
Ali são os velhotes, os que ainda trabalham ao sábado ou os que se levantam mais tarde e fogem de casa para beber um café ou fumar um cigarro longe da esposa.
À minha frente encontra-se uma anciã, já pediu há coisa de cinco minutos uma torrada e uma meia de leite. Enquanto espera olha no vazio. Não levanta os olhos, não observa o que está à sua volta, não se mete na discussão dos donos do café. Olha para baixo, para o fundo vazio, sem sorrir, num aparente coma.
Responde quando lhe perguntam o que acompanha com a torrada, assim desinteressada.
Come como se nada mais fosse natural, mas sem alegria, comer é somente uma acção do corpo, nenhum sentimento lhe está aliado.
Pede mais um café, bebe-o e pede a conta. Sempre que levantei os olhos do livro ou dos jornais a velha estava ali, como se não estivesse. Ausente na sua presença corporal.
Finalmente, toca o telefone. E o mundo entra no seu mundo, fala. Diz qualquer coisa. Despacha-se. E abala...
Eu? Eu volto ao livro, ou aos jornais...
publicado por wherewego às 14:26

Vão ao http://www.google.pt

escrevam na pesquisa : brasileiro estúpido

depois Páginas escritas em português e finalmente sinto-me com sorte.........


No Comments
publicado por wherewego às 14:15

mais sobre mim
Fevereiro 2006
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9

12
13

19
20
21
24

26
27
28


arquivos
2011:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2010:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2009:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2008:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2007:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2006:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2005:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2004:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


pesquisar
 
comentários recentes
"Pandev nao mentiu" "Pandev no mintió"
Jornalistas desportivos madrilenos desrespeitam DI...
Don Andrés Amorós Guardiola.....¿Mourinhista?
forcinha amigo :)
se calhar eles arrumam as coisas por secções: mass...
olha que tu também tens as tuas taras a arrumar co...
Já eu tenho no policial um dos meus géneros de ele...
Policiais nunca foi algo que me atraísse muito par...
Na minha opiniao, investir em gato fedorento é sem...
ah... a riqueza de descrever as coisas simples! go...
subscrever feeds
blogs SAPO