16.02.06


Eu gosto de filmes de terror. Não daqueles muito sangrentos e gore e sei lá mais o quê, mas daqueles em que quase ficamos sem unhas, daqueles em que pulamos da cadeira, daqueles que parecem ter sido escritos por pessoas inteligentes...

Depois gosto de filmes com monstros, The Mimic, Aliens, Titanic...por aí.

E adoro filmes passados no mar e com perigos marítimos, O Abismo, Tubarão, etc...

Daí que tenha ido ver este The Cave que em abono da verdade até tem uma premissa engraçada. Um grupo de investigadores, exploradores e mergulhadores vai até à Roménia onde vão tentar explorar uma caverna até aí desconhecida.

Ora com esta premissa o filme tem tudo para ser uma espécie de Abismo com twist mortal, mas a verdade é que o filme é banal, a realização fraquita, com excepção de dez minutitos lá para o meio em que realmente o filme parece descolar, mas depois...

Falta suspense, falta profundidade das personagens, falta dinheiro para os monstros aparecerem um pouco mais, falta encontrar o filme que estará dentro deste mas que se perdeu.


Acho que um outro realizador, com outro traquejo poderia ter feito um filme melhor, há muitas coisas que faltam aqui, mas os fade outs para passar o tempo são horríveis e já se descobriram novas formas e mais interessantes de o fazer do que simplesmente enegrecer o ecrã.

Já agora, a OST também não ajuda muito ao ambientamento.

Enfim...nada de especial, já viram este filme muitas vezes e até o melhor, que é o fim já foi filmado inúmeras vezes. Digamos que é o fim típico dum bom filme de terror. Pensem em Carpenter ou no 1º Pesadelo em Elm Street e ficarão com uma ideia.

Skip it!

publicado por wherewego às 14:09

15.02.06
Concordemos numa coisa, não deveríamos concordar coma mutilação do português que se faz por aí. Tanto a nível escrito, como oral.
Concordemos noutra, alguns livros em Portugal ainda estão demasiado caros. É pena não termos nem mercado nem cultura de livros de bolso. Há duas ou três ténues tentativas de começar a febre, mas não me parece que isso aconteça nos tempos mais próximos.
Já agora, as traduções e revisões andam pelas ruas da amargura.
Tudo isto para dizer duas coisas. Queria comprar a edição de Os Ditadores na nossa língua lusa, mas um artigo numa revista apontava para os erros e gralhas. A edição portuguesa custa cerca de 30 € (um pouco mais) e a inglesa, à venda na FNAC, pouco menos de 12€. Um livro de 30€ com erros? 30 euros deitados ao ar, para ler algo que não está bom para consumo?
Estão a ver o que é que eu escolhi, não estão?
A segunda coisa tem a ver com aulas. Em alguns cursos entregamos uma lista de livros para os alunos escolherem um e entregarem até final do semestre uma recensão crítica. Muitos dos que lemos estão fora da lista. Têm os mesmos (e às vezes novos) erros que tentamos debelar nos nossos alunos.
Não há ninguém que mude isto?
publicado por wherewego às 19:45

Ontem vi um trailler muito mau e com uma das piores premissas de sempre.
Na minha opinião claro!
Mas não posso deixar de partilhar convosco este filme.
The Nun
publicado por wherewego às 17:31

Ainda que o tamanho da barriga pudesse indicar um fim para breve, a impossibilidade dos homens terem filhos ( e neste mundo de trás para a frente ainda algum lunático se lembra de processar Deus por esta incapacidade!!!) explica que o enjôo não é interno, é externo!
Parece que temos mais casais de namorados do que aqueles que os nossos olhos vêem ao longo do ano. É no Dia de São Valentim que eles saem cá para fora, em todo o seu esplendor! É beijocas para aqui, abraços para ali e roupas a condizer para acolá. Por uma vez num ano, o rapazito paga o jantar (ou almoço) à cara metade...confesso que passei pelo Fórum Almada, com a namorada (também fiz parte do cliché:p) e já estávamos os dois enjoados.
Mas o enjôo não pára aqui. Nos jornais é mais notícia a quase estreia de Anderson pelo Porto, mais do que qualquer jogatana de outro qualquer jogador!!! E ao que aprece Costinha vai jogar pela selecção na Alemanha, mesmo que tenha passado 4 ou 5 meses sem jogar até lá! Enjôo!
A Marvel vai terminar The Pulse, por enquanto! Ainda não percebi o enjôo deles...
Bem...vou até ali beber uma coca-cola a ver se fico melhor...
publicado por wherewego às 17:19

14.02.06
Love is in the air (naturalmente ou através de marketing) not in the blogs, at least for today!
publicado por wherewego às 13:49

11.02.06
O barreira entre o privado e o público é por vezes aparente, ténue ou intransponível.
Trabalhando com o meu pai, no negócio da família estas noções cristalizaram-se.
Problemas familiares, simples discussões podem seguir o caminho até ao trabalho, e depois ou os clientes pagam ou pelo menos apercebem-se do que lhes devia estar mais ou menos vetado.
A discussão entre os donos do café trouxe-me isto à memória, sem qualquer frase batida. Ouvi os dois lados da moeda, e pensei se haveria razão para tal discussão. Depois chegou a filha e continuou a disparatar.
E eu saí, de mansinho...a pensar no que se podia ter evitado e como por vezes lá na loja acontece o mesmo.
publicado por wherewego às 14:41

Um ritual sabatino é sentar-me num café, a ler os jornais (o Expresso, o DN e/ou o Público). Confesso que o que me arrasta nesta aparente fome de notícias são os suplementos de cultura, o Actual, o 1000 Folhas e a revista do DN. Daí parto para as notícias e para as crónicas.
Hoje escolhi um café não muito visitado. É mais um daqueles da moda antiga, com ar de taberna de primeira, onde se pode almoçar ou somente beber o cafezinho. Escolhi-o de propósito, sei que não é assim tão frequentado, não tem tanto ruído de fundo como os que se encontram perto da minha casa, em que não me consigo concentrar, com o barulho dos miúdos a gritarem, chorar ou só a pedir à mão aquele bolo.
Ali são os velhotes, os que ainda trabalham ao sábado ou os que se levantam mais tarde e fogem de casa para beber um café ou fumar um cigarro longe da esposa.
À minha frente encontra-se uma anciã, já pediu há coisa de cinco minutos uma torrada e uma meia de leite. Enquanto espera olha no vazio. Não levanta os olhos, não observa o que está à sua volta, não se mete na discussão dos donos do café. Olha para baixo, para o fundo vazio, sem sorrir, num aparente coma.
Responde quando lhe perguntam o que acompanha com a torrada, assim desinteressada.
Come como se nada mais fosse natural, mas sem alegria, comer é somente uma acção do corpo, nenhum sentimento lhe está aliado.
Pede mais um café, bebe-o e pede a conta. Sempre que levantei os olhos do livro ou dos jornais a velha estava ali, como se não estivesse. Ausente na sua presença corporal.
Finalmente, toca o telefone. E o mundo entra no seu mundo, fala. Diz qualquer coisa. Despacha-se. E abala...
Eu? Eu volto ao livro, ou aos jornais...
publicado por wherewego às 14:26

Vão ao http://www.google.pt

escrevam na pesquisa : brasileiro estúpido

depois Páginas escritas em português e finalmente sinto-me com sorte.........


No Comments
publicado por wherewego às 14:15

10.02.06
Nunca pensei que assistir a apresentações cansasse tanto. 5 horas!
5 horas dentro de uma sala, sem sair nem para mictar! Nem para um cafezinho!
5 horas de apresentações de Introdução à Engenharia Naval! Para uma criatura de Letras foi um desafio, cansativo, mas até bastante interessante!
publicado por wherewego às 21:07

Já acabei the Sevillhe Comunion (A pele do tambor) de Artur Perez Reverte. Foi a primeira vez que li um livro do autor em outra língua que não o nosso português, e devo confessar que demorei mais tempo do que o normal, ainda que tenha gostado bastante.
A Tábua de Flandres e Clube Dumas são dos livros que mais estimo, pelo prazer da leitura, pela aventura policial no meio dos livros, dos quadros, da arte, pela intriga.
Este Pele do Tambor é tanto mais interessante porque paira no reino do sobrenatural, sem no entanto o fazer realmente. Numa igreja morrem dois homens, em dias diferentes. A Santa Sé envia um dos seus homens a investigar o caso. A Igreja encontra-se no meio duma disputa entre a família que a doou e um banqueiro que a quer demolir e construir ali um complexo turístico.
A Pele do Tambor é também um hino de amor a Sevilha, à cultura sevilhana, às laranjas amargas, às sevilhanas, às touradas, às tapas...
Amor, sexo, ambição e padres, no meio disto tudo a possibilidade de Deus estar a agir através do seu modo especial, ah! e há fantasmas, mas não daqueles que nos assustam...daqueles que carregamos uma vida inteira!
publicado por wherewego às 20:59

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