01.06.06
Estava eu no Técnico, sentado debaixo de um dos pinheiros (olhando para cima, de vez em quando, com medo de apanhar com uma pinha no alto da pinha - tinha de escrever isto assim) quando pousa perto de mim um bicho em tudo parecido com uma mosca (asas e "focinho"), mas com as riscas amarelas duma abelha.
Perguntei para os meus botões, copularão estas duas espécies entre si?
publicado por wherewego às 18:45



Pelo menos três coisas atraíram-me a este filme.
Jean Reno, Jean-Christophe Grangé e Chris Noan.
Desde o excelente Leon, O Profissional (minto, desde o também excelente Vertigem Azul, ambos de Luc Besson) que tenho um fascínio por este excelente actor francês. Não tenho vergonha em dizer que o prefiro ver em filmes franceses, do que em produções americanas.
Jean-Christophe Grangé é um romancista francês, considerado por muitos como um mestre do suspense e a quem devemos livros como Os Rios Púrpura e O Império dos Lobos, entre outros. Habitualmente os seus livros são negros, macabros e mergulham na miséria da alma humana (linda frase, hein?). Os fenómenos sociais franceses também andam lá, o crime organizado, o racismo, a exclusão social e os polícias são as suas personagens principais.
Chris Noan é o realizador do mal amado O Beijo Mortal do Dragão com Jet Li, um filme típico de acção, pelo qual nutro um prazer pessoal e quiçá doentio. Não é assim tão bom, mas também não é tão mau quanto o pintam, e a verdade é que ninguém dá pancada como o Jet Li (ao menos, concordem neste ponto).
Foi por isto que peguei n´O Império dos Lobos. Os Rios Púrpura, produzido por Besson, trouxeram Grangé para o ecrã pela primeira vez, e não foi uma experiência muito famosa. O filme é confuso, bem mais do que o livro, e nem a dupla Reno/Kassovitz salvam o filme de ser uma meia desilusão. O filme por condensar muito do que está no livro torna-se demasiado confuso e muito inverosímil parecendo que se utilizou uma máquina de encher chouriços.

O Império dos Lobos segue o estilo narrativo de Grangé (2 linhas de acção independentes que se juntam a meio da trama), estilo bem em voga nos dias de hoje (vide O Código da Vinci), mas fugindo dos clichés naturais e normais do filme policial.
Mais de metade do filme é uma busca, procura, demanda e descoberta (de identidades, do submundo, do passado) por parte das personagens e também do espectador.


O filme começa por nos apresentar a Anna Heymes (Arly Jover), a qual sofre de alucinações terríveis e de crises de amnésia, ao ponto de já não reconhecer o próprio marido e de duvidar da sua honestidade.
A outra linha narrativa segue as peripécias do inspector Paul Nerteaux (Jocelyn Quivrin) que procura descobrir o assassino e responsável pela desfiguração de três mulheres de origem turca. Para isso conta com a ajuda de Jean-Louis Schiffer (Jean Reno).
O Império é um filme bem mais conseguido e interessante que Os Rios Púrpura porque é mais sólido do ponto de vista da narrativa, não tem (pelo menos tantos) fios soltos, não é tão inverosímil e a lógica interna está mais presente. Neste aspecto é um filme mais pensado, mais marcante e consciente.


Jean Reno é igual a si próprio, Arly Jover tem uma excelente interpretação, mas não deixo de pensar em como seria o filme se contasse com a presença de Kassovitz.Um filme a pedir alguma atenção, bem melhor do que muita produção americana que abunda por aí. Um must para quem viu e gostou (e também para os que gostaram do ambiente mas se sentiram algo defraudados) dos Rios.
publicado por wherewego às 18:39

Os The Harvey Awards (uma espécie de Óscares para a BD) deste ano já foram anunciados.
publicado por wherewego às 17:58

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