26.06.06
Estamos nos quartos de final.
O primeiro objectivo requerido foi atingido e daqui em diante é sempre a sonhar.
Depois duma primeira fase de grupos fraquinha, Portugal ontem até acabou por fazer um bom jogo dentro do que foi possível.
As arbitragens do Europeu o mês passado em Portugal e do Mundial mostram que tudo vai de mal a pior a nível de arbitragens. Se algumas têm sido regulares, ainda não assistimos a muitas arbitragens de bom nível, e a de ontem foi uma lástima. Parecia um certo árbitro português que há uns anos dava amarelos e vermelhos a tudo quanto mexia.
Mas, enfim...prova difícil vai ter agora Scolari para construir um onze para defrontar a Inglaterra, embora me pareça que pudesse ter-se queixado menos e dado mais confiança aos jogadores que vão ter de jogar, e que normalmente estão no banco. Mas, são opiniões.
No entanto, há algo que gostaria de salientar. A fraca prestação (mais uma vez) de Ricardo a sair dos postes. Ia-me dando uma coisa nos últimos 15 minutos. Esperemos não chorar mais uma derrota de Portugal com culpas para o nosso guardião como há dois anos (em que a culpa foi dividida por Ricardo e Costinha).
Sábado há mais.

Nota 1: A FIFA deve ter lido o meu post (que piada!!!) e decidiu comentar e criticar veemente a arbitragem de ontem. Se seguir o mesmo critério usado para Poole, o russo deve mesmo ir para casa.

Nota 2: Um bom artigo no Público de hoje sobre as faltas assinaladas hoje. Alguém comenta que um jogador de futebol deve ser um jogador de futebol e não um jogador de basquete quando se refere à intensidade das faltas e aos contactos.
publicado por wherewego às 14:40

24.06.06
Há muitos fundamentalismos no mundo. Diversos e de diversas naturezas.
Não deixa de ser interessante que a FIFA repreenda publicamente um seleccionador (o Mexicano) por fumar no banco. Não se sabe se pelo exemplo, se com medo que os jogadores fumadores-passivos joguem menos, ou aguentem menos nas canetas, se por outra razão qualquer.
A verdade é que em situações destas, a FIFA é peremptória. Fumar no Campeonato do Mundo é que não.
Já no campo das arbitragens, a coerência não é a mesma, e quando alguém borra a pintura, bem a FIFA deixa os seus organismos agirem e não diz o que pensa duma forma tão peremptória.
De que estou eu a falar? Dos três cartões amarelos (três!!!) mostrados por Graham Poole ao mesmo jogador no terceiro jogo da Austrália. Fumar é um mau exemplo, e a FIFA reaje, agora que uma equipa de 4 árbitros ligados entre si por um sistema de audio não dê pelo erro, e toda a gente ache normal...é no mínimo...desconcertante.
Nota: só estou a falar dos 3 amarelos ao mesmo jogador. Mas, se alguém viu o jogo deve concordar que foi uma das piores arbitragens deste mundial, e a mais tendenciosa. Porque é que não mandaram o senhor logo para casa?
publicado por wherewego às 22:35

Recebi um chequezinho de 20 € (perceberam o diminutivo?) para gastar na Bertrand...
...e eu nem queria...
publicado por wherewego às 17:53

Cada um tem direito às suas traições...eu estava a torcer, meio secretamente, pela Suécia.
E pelo que vejo no site d´A Bola, já não torço mais...
publicado por wherewego às 17:49

22.06.06
SE VÊS A SÉRIE, SE GOSTAS DE ACOMPANHAR SEMANA APÓS SEMANA E NÃO QUERES SABER NADA ANTES DE TEMPO, ENTÃO É MELHOR NÃO LERES O QUE VEM A SEGUIR!

A segunda série de Lost foi uma desilusão, ainda que nos elucide acerca de um factor, os produtores perderam-se, pelo menos durante a maior parte da série.
Do meu prisma, esta segunda série é bem mais fraca do que a primeira e nem é o que se passa na ilha que é o grande problema, antes os flashbacks das personagens, dos perdidos.
Em metade dos episódios não sabia se havia de bocejar ou de desligar a televisão, há histórias que são demasiado longas e/ou desinteressantes, e as coincidências enervam qualquer um. Só mesmo em televisão.
Depois, as personagens. Há algumas que parecem ter sofrido uma lavagem cerebral, e não são, não são, as mesmas do ano anterior.
Exemplo disto é Michael. Completamente alucinado pelo desaparecimento do filho ( e há coisas que não se conseguem explicar) Michael torna-se numa verdadeira besta quadrada, e no último episódio, aquando do reencontro com o filho, as reacções esperadas pela situação vivida (em relação às outras personagens) são inexistentes; quanto a este assunto, uma curiosidade, o filho de Michael quase não aparece (a verdadeira razão é o actor encontrar-se na puberdade, e a crescer mais rapidamente do que seria requerido).
Quanto às restantes, Kate pouco aparece, principalmente se tivermos em conta a 1ª época, Swayer anda ali na fronteira do anti-herói que adoramos e odiamos, mas Locke é o que mais dificuldade tenho em compreender. Nunca sabemos se é uma personagem linear ou não, e talvez, por vezes, nem o próprio actor saiba. PArece-me que há olhares e atitudes que servem somente para criar ansiedade e dúvida no espectador e pouco mais, ainda que tenham intervenção na própria acção da série.
Há personagens novas interessantes, Ecko e Anna Lucia, mas a primeira é demasiado confusa (na cabeça dos argumentistas) e nunca se despe desta confusão. Anna Lucia, bem, Anna Lucia morre e esta morte ainda me está encravada na garganta. Aparentemente, foi algo decidido logo no início, quando Michelle Rodriguez assinou fê-lo com a promessa de que só ficaria um ano, e assim a personagem é morta por um companheiro (duplo ai ai...).
Quanto aos Others aprendemos mais algumas coisas, e nem todas acabam por fazer sentido, ou seja, ainda não temos todas as peças do puzzle.
Enfim, a sensação é de que a série avançou pouco, ainda que na realidade não seja bem assim. Um dos produtores dizia que o último episódio era o melhor que já se viu em tv, aliás, dizia que nunca se viu nada assim...cá para mim o rapaz vê pouca televisão. O episódio é bem melhor do que a maior parte da série, e melhor do que o último do ano passado (uau! tarefa difícil!!!), mas não foi assim nada de especial. Repondeu a meia dúzia de perguntas, e deixou uma dúzia, e fê-lo em uma hora e meia e não em 10 episódios. É esse o segredo, bem simples, na verdade.
Quanto à ilha, aparecem pistas de que pode ser a Atlântida, Lemúria ou Mú, o que na realidade vai dar quase ao mesmo. E o botão, a melga do botão, que tem de ser pressionado de 108 minutos em 108 minutos, parece ter a missão de manter a ilha invisível ao mundo exterior.
O que na 1ª série resultou muito bem, os flashbacks aliados ao avanço da história, esta época não resultou como devia. E por isso, soube-me a muito pouco e não foi tão divertido e excitante como na época passada. Tenho dúvidas quanto à 3ª Série, veremos...se aprende com a 1ª ou com a 2ª...
publicado por wherewego às 22:06

A arbitragem de Graham Poole no jogo Austrália - Croácia é a prova de que a descolonização inglesa não correu bem.
Os Ingleses não gostam dos Australianos, não, não gostam.
publicado por wherewego às 22:02

Uma criança de 6 ou 7 anos desaparece, é encontrada horas depois tendo passado aquele tempo na companhia de "um mongolóide".
O que parece, inicialmente, ser um livro sobre pedofilia com um twist, passa rapidamente a ser um livro sobre um crime que não parece crime, uma rapariga de 15 anos é morta sem que haja indícios de violência, e sem que se descubra quem está por trás da sua morte.
Karin Fossum cria uma obra policial interessante através de perguntas e respostas, aqui é o trabalho policial, o inquérito, que toma o lugar principal na narrativa.
O que é interessante é que a realidade dinamarquesa não está tão longe da nossa:
-Gostas de ler?
-Nem por isso. Mas uma estante cheia de livros faz boa figura.
(pág. 200)
publicado por wherewego às 18:34

21.06.06
A DC e a Marvel estão a mudar lentamente, mas ao mesmo tempo dramaticamente.
A DC com os efeitos Identity Crisis, Infinity Crisis e 52 alterou o curso normal dos anos anteriores. Matou algumas personagens, mudou outras e, se possível, aumentou ainda mais o cunho realista dos seus enredos. Quando escrevo realista sei que muitos vão retorquir "Realista? Estamos a falar do Super-Homem, do Batman, etc..."! Mesmo dentro da fantasia há, pode e deve haver, uma linha mais realista, profética no sentido de pensar os problemas actuais. O Universo DC sempre foi mais adulto, tematicamente, do que o Universo Marvel. No Universo DC os acontecimentos eram mais negros, menos fantasiosos, mais realistas, mais acoplados à realidade do nosso dia a dia.
E então a Marvel anunciou que Mark Millar iria escrever a maxi-série de verão, Civil War.


De um lado da barricada alguns super-heróis, do outro o restante. Neste verão, o Governo Americano quer obrigar os super-heróis a registrar-se, e a darem a saber ao povo as suas identidades. Dum lado, temos Iron Man (TOny Stark), Peter Parker e outros que acham que a melhor solução será mesmo alinhar com o Governo, do outro temos, por exemplo, Capitão América, veterano e herói nacional que será procurado pelos primeiros por ser contra esta solução.

Entretanto, o Homem Aranha que durante 40 anos andou a passar as passinhas do Algarve para evitar que descobrissem a sua identidade (vejam os filmes e percebem a questão) acaba em Civil War #2 por se desmascarar publicamente, o que aparentemente lhe dará alguns dissabores no futuro.


Eu leio a vida de Peter Parker há mais de 20 anos, e em termos de publicações já o acompanho desde o início da década de 70. Já vi/li boas e péssimas approaches à personagem. Algumas foram facilmente debeláveis, esta é mais arriscada, e, sinceramente, na minha opinião uma alteração demasiado forte num universo que não tem tido assim tantas mudanças, ao contrário do DC. Mudar para não ficar para trás é uma coisa, mudar tão drasticamente poderá ser um erro.

Para mim, Peter Parker será sempre aquele pobre desgraçado que tenta evitar que o liguem ao Homem-Aranha.

Mais acerca disto, nos próximos tempos.

publicado por wherewego às 09:16

20.06.06
Ontem levei um livro para a faculdade, para ler enquanto esperava pela aula.
Demoro imenso tempo a escolher o livro a levar quando não estou a ler nenhum.
Não era o caso, já o começara a ler, tinha lido 2 capítulos. Levei-o.
Comecei a ler por volta das 7 da manhã. O Nuno chegou a um quarto para as oito para o cafezinho da praxe, e foi-se às 8h20. Fui para a faculdade.
E li até a Maria chegar, por volta das 11h.
Qaundo ela chegou tinha devorado as 360 páginas do romance. 360! Num ápice. Quase sem querer. Assim...
Shutter Island é um dos romances de Dennis Lehane o autor de Mystic River, livro que deu origem a um filme que divide muitas das pessoas que eu conheço, uns odeiam, outros gostam e gostam muito. Eu faço parte do 2º grupo, mas esqueçam o Mistic River se isso vos trouxer algum preconceito. Leiam o livro, vale a pena.
Trata de dois Marshals que vão a uma ilha que alberga um asilo para pacientes do foro psiquíco culpados de crimes violentos. Vão à procura de uma doente que fugiu de um dos quartos, sem que ninguém possa explicar o porquê e o como de tal desaparecimento. O livro suga-nos para dentro de nós e transporta-nos para uma situação que sabemos que não é o que parece, enquanto tentamos descobrir os criminosos com Teddy e Chuck.
Leiam e vão ver que não se vão arrepender.
Altamente recomendado.
publicado por wherewego às 09:04

Ontem, na última aula deste semestre tivemos um debate sobre eutanásia.
Já sabia que eles (os alunos) tinham pesquisado pouco, por isso dei um exemplo e a partir daqui começámos a discussão.
Este foi o exemplo.
Um médico, professor numa prestigiada faculdade de Medicina, dirige-se aos seus alunos. Fala-lhes da necessidade de manter a mente aberta e de rever velhos clichés que a passagem do tempo ameaça declarar obsoletos. Fala-lhes, em suma, da necessidade de a humanidade e, em concreto, a profissão médica, começem a aceitar a ideia de uma morte digna e, mais do que isso, libertadora, em alguns casos limite.
Para convencer o seu auditório, o médico cita-lhes um caso real, de um dos seus pacientes, precisamente aquele que o fez repensar as suas opiniões sobre a eutanásia:
- Reparem, o meu doente não funciona por si próprio: não fala, não entende nada do que lhe dizem, sofre terríveis depressões, acessos incontroláveis de choro, que às vezes duram minutos ou até horas, com grandes espasmos de dor. Incontinente do aparelho urinário e dos intestinos, precisa que lhe mudem continuamente a roupa. A sua digestão é problemática e é rara a vez que não termina em vómitos.
Sinceramente, isto é vida? Não seria melhor libertar o meu doente do seu horror e a sua família do sofrimento de estar pendente de uma pessoa assim, com a qual é impossível conviver?

O exemplo é forte, a descrição magoa a dignidade humana e começámos a discutir a definição de Eutanásia, Distanásia, Ortotanásia, o valor da vida, o direito que alguém tem de acabar com ela, cuidados paliativos e afins.

Como sempre acontece nestes casos, falaram em absoluto, fizeram muitos paradigmas, relativizaram pouco. Fiz, como faço sempre, o papel de advogado do diabo, tentei sempre desarmar o argumento deles, quando os colegas não o faziam.

Quando achei que o debate estava quase no fim, acabei de ler o texto.

O professor submeteu a sua proposta à votação e a maioria dos alunos presentes, após se referirem à eutanásia activa, passiva e esboçarem uma série de considerações, decretaram que sim, que o mais humano era libertá-lo do seu horror.
O professor, então, empenhou-se em mostrar uma fotografia do paciente. Introduziu um diapositivo na máquina e todos os presentes puderam contemplar, no quadro de projecção, um bebé de seis meses, rechunchudo e saudável.
Não, não é brincadeira. Isto aconteceu numa aula da Faculdade de Medicina da Universidade de Navarra, quando muitos alunos já se tinham decidido pela tese humanista: libertar a criatura dos seus sofrimentos e dores.

Interessante, não é? Ou cínico, dirão outros. Hipócrita, alvitarão ainda alguns.

É óbvio que o texto não é inocente, que o texto tem um objectivo "político", mas serve para nos lembrar que nestas situações nem tudo é branco e preto, e que cada lado do argumento utiliza o seu caso em prol da sua opinião, muitas vezes duma maneira convincente, mas pouco realista. Não tentei defender ou atacar um dos lados da questão, somente lhes tentei lembrar de que muitas vezes o que nos dizem é relativo e que cada caso é um caso.

publicado por wherewego às 08:46

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