27.11.06
O amor não tem tom nem nacionalidade
Dispensa palavras, basta um olhar
O amor não tem hora
Nem fórmula certa
Não manda recado, chega pra ficar
------------------------------------------
O amor entrou na minha vida
Quando te encontrei
Olhei no teu olhar e apaixonei
Foi tanta emoção, não deu pra segurar
publicado por wherewego às 13:31

Sentado junto ao rio observa o horizonte. Do outro lado a outra margem, no meio um rio brilhante e calmo.Pessoas e animais vão passando atrás e à frente.“Combinei com a João que íamos almoçar lá amanhã?”; “Amanhã? Mas amanhã…”“Venha, Bernardo. Porte-se bem! Ai que apanha, Bernardo.”“Não sei como conseguem comer aquelas gorduras todas, Deus me…”Sente-se como um leitor caótico de livros rasgados ao meio. Sente-se uma página rasgada de um livro olhando para outras páginas que são lançadas pelo vento para lado nenhum…
publicado por wherewego às 13:30

Sinto-me deprimido pela primeira turma.
O que é normal e vinculativo da necessidade de mudar e melhorar.
O que quero dizer é que normalmente a primeira aula é sempre mais imperfeita, a partir desta todas as outras são melhoradas, normalizadas e as perguntas dos alunos tidas, ainda mais, em conta.
Normalmente, a última turma a receber a matéria recebe-a numa forma muito mais límpida e clara, objectiva e definida.
O que me entristece é que muitos professores são incapazes de melhorar e ficam-se pela sebenta e pelo definido anteriormente.
publicado por wherewego às 13:28

24.11.06
Engraçado como sempre construí ( e construo) histórias na minha cabeça. Raramente têm um fim, ainda mais raramente passam para o papel!
Dizia a alguns dos meus amigos da Callema (assunto recursivo, nestes últimos tempos, eu sei!) que o meu sonho sempre foi ser leitor. Não sei se vos parece estranho, mas é verdade.
Nunca fui daqueles leitores precognitivos, sempre esperei que a história seguisse o seu rumo natural. E, depois de tantas histórias lidas e vistas, ouvidas e imaginadas acarinho o conceito de um bom escritor.
Há poucos bons escritores. Aqueles que nos surpreendem, que nos fazem olhar com cuidado para as palavras, para o cenário, para o espaço between the words. Há pouca gente que me agarre e estremeça.
Há autores que o fazem pela história, outros pelo estilo, raros os que juntam o estilo, a sensibilidade e a história.
Vi 3 episódios de Studio 60 on the Sunset Strip de Aaron Sorkin, o mesmo de The West Wing (sim, eu sei, já falei disto aqui, e não há muito tempo. Indulge me, ok?).
Não deixa de ser irónico que uma série filme sobre dois produtores de televisão, sobre um programa de televisão e as lutas pela audiência lute pelas audiências na televisão americana. O risco é grande, ser cancelada.
E deixem-me dizer-vos...a culpa não será do seu criador. The West Wing morreu quando ele saiu, em termos de audiência, e durou mais três anos. Esperemos que Studio 60 dure alguns anos.
Sorkin é dos argumentistas actuais o que mais me dá prazer a nível linguístico, a forma como ele usa as palavras, a quantidade de palavras num episódio de Sorkin é quase o dobro de uma outra série qualquer; a estrutura das suas séries é pensada quase ao milímetro, os episódios são relembrados ao longo da série, as personagens respondem pelos actos passados e o público é tido como um público inteligente e atento. Tudo tem de fazer sentido na hora e nas seguintes. O episódio é uma unidade, mas a série é, igualmente, uma unidade, de episódios.
Sorkin tem uma sensibilidade rara, e não falo de sensibilidade em termos sentimentalões, refiro-o no que diz respeito às personagens e à acção propriamente dita. Há, sempre, várias personagens nas séries de Sorkin, e elas nunca são formatadas, são diferentes entre si, ultrapassam a lógica banal e corrente do cliché, e têm, cada uma, a sua voz.
Comparem as personagens deste Studio 60, lembrem-se de Toby, Joshua, Leo, Bartlet(s) e outros em The West Wing.
Sempre quis ser leitor e autores como Sorkin mostram-me a alegria de tal feito, mas autores como Sorkin levam-me a querer ser um pouco como ele, um escritor, mas um escritor com muita, muita qualidade.
Maybe one day...
...mas eu não esperaria sentado, ou melhor, a esperar sentado só a ver The West Wing, Sports Night, Studio 60, ou Uma Questão de Honra - não sairão decepcionados.
publicado por wherewego às 23:24

Corvus Corax, aqui fica uma breve apresentação.

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publicado por wherewego às 16:15

-Ontem comprei 50 DVDs por 10€.
-Uau! Quais foram?
-Hum?-Que filmes?
-São virgens, ainda não têm nada!
-Ah!....
publicado por wherewego às 01:10

Olhar os olhares,
penetrar no espelho da alma
tentando ignorar a teia das palavras.
Parece fácil no papel.
publicado por wherewego às 01:10

Sentado
escrevo.

Num velho caderno que me foi oferecido
há imenso tempo,
para que me lembre por quem.
Encontrei-o no meio daquelas coisas esquecidas e perdidas que temos em casa.
Achei-o ideal para a história que tenho em mente.

E vou escrevendo.
Até que (me a)percebo que as folhas acabaram,
e o mesmo não acontece com a história.
E não tem sentidonão tem sentido
terminar a estória noutro caderno.
Esta narrativa pertence a este caderno.
Triste pelo fim abrupto, caminho
até ao pontão.

Olho para o caderno,
numa tentativa muda,
esperando que ele me diga
se quer ir inteiro ou separado
de encontro ao frio molhado das águas.
Viro as costas, depois de lançar o caderno.

Escrevo,
sentado.
publicado por wherewego às 01:07

23.11.06
Assisti, ontem, na RTPN a uma discussão sobre a TLEBS.
Da parte da Associação de Linguistas estava uma antiga professora, Drª Coutinho.
Eu sempre fui “alérgico” a Linguística. Do que eu gostava, e gosto, é de Literatura.
Consigo compreender a necessidade ou o aparecimento de uma nova Terminologia porque a recebi no Ensino Superior. Muitos dos criadores/estudiosos da TLEBS deram-me aulas. Bebi e fui obrigado e perceber, ou a entender, estas novas nomenclaturas.
Não sei avaliar a necessidade, sei que por vezes torna mais clara a compreensão da língua, mas sei avaliar a dificuldade que tive. Parece-me que começar logo de início tem, à partida, dois pontos, um a favor e outro contra.
A favor, que as crianças aprendem logo de início, e a verdade é que se os professores a souberem dar e compreender, para os petizes a dificuldade é, mais ou menos, a mesma. Contra, tem a ver, obviamente, com o lado dos professores. Pessoas que dão aulas, ou estão, mais ou menos, familiarizadas com a Gramática terão dificuldade em apreender, em muitos dos casos, as alterações propostas; aliando isto à ausência de tempo para estar com a família, ao aumento de horas na escola, às alterações cíclicas dos programas e à crítica de professores, escritores, jornalistas e até de alguns linguistas, parece-me que a TLEBS vai ser uma luta ainda por mais algum tempo, luta esta que conhecerá o seu desfecho na altura dos exames daqui a três anos.
Adenda: Parece-me lógico realçar que a TLEBS depende da interpretação, estudo, formação dos professores. Se estes não gostarem de linguística (neste caso, mais pura e dura), tiverem dificuldades e falta de tempo para se dedicarem a isto, então teremos um grave problema em mãos.
publicado por wherewego às 15:24

Criou celeuma a nível regional, mas também o faria a nível nacional se se tivesse proporcionado.
O cachorro era ainda novito, pouco mais de um mês de vida. Era escanzelado, estava sujo e tinha levado uma panada de um carro.
Andava por ali, em três pernas, quando uma senhora o viu.
Começou a pensar em voz alta, como é hábito de muitas das senhoras de idade. Uma a uma várias pessoas se (a)chegaram a ela e foi-se formando uma turba indignada com o estado do animal.
Chamaram-se jornais e rádios, a televisão também foi avisada, mas somente o jornal regional se dignou a aparecer.
Em frente, sem direito a opinião ou a uma análise, por parte da turba, estava o seu dono. Junto à barraca, triste e choroso pelo estado do seu amigo, fraco pela fome e aturdido pelo frio olhava sem esperança para o cachorro. Tinha cinco anitos, vivia durante o dia na terra, no pó de um baldio, com a avó como companhia.
Dele ninguém falou.
Ninguém o viu.
publicado por wherewego às 15:23

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