11.12.06
Na solidão
chora-se mais
livremente.
publicado por wherewego às 14:22

quando me dizem, como disseram este verão, na praia:”pareces o Tony Ramos”.
publicado por wherewego às 14:21

De BB a noção que tinha era composta por um laço.
Um simples laço era a marca do escritor e jornalista.
Há cerca de um ano, ou dois, comprei a colecção completa da obra ficcional. Li os primeiros 3 livros. E deixei os restantes para outra altura.
O que me ficou de BB foi o estilo, a forma como trata a língua e a forma como estrutura as suas obras.
No domingo peguei em mais um romance seu. No Interior da Tua Ausência, com um título destes quem o poderá ignorar? Achei o título lindíssimo, e ainda que só tenha lido pouco mais de 20 páginas, tudo o que me agradara em BB ainda se encontra lá. A cacofonia de imagens, de vozes, de episódios. «A memória é isto mesmo: uma esquisita sobreposição de imagens» e este romance de BB é um puzzle, puzzle este que o leitor irá construir, encontrar o melhor lugar para determinada passagem e/ou capítulo. Um exercício mental, laborioso, prazeiroso e proveitoso. Um texto em que nos deparamos com um tratamento, quase sem igual, da língua.
publicado por wherewego às 10:49

Peguei no cd meio distraidamente. Coloquei-o no carro, e não posso dizer que estivesse a ter um dos meus melhores dias.
É interessante como o jazz molda-nos o estado de espírito, mas também se deixa moldar pelo mesmo.
Pela primeira vez, ouvi, de um modo diferente, estes trechos musicais por Miles Davis. Foi como se os estivesse a ouvir pela primeira vez, como se os estivesse a interpretar, através dos meus sentimentos, pela primeira vez. Como foi bom…
publicado por wherewego às 10:48

07.12.06
Não sei se leram este post de FJV no Origem das Espécies sobre a qualidade do nosso jornalismo.
Verdade seja dita, e não é por ter sido o Benfica, mas fiquei chocado com a capa do Record ontem. E, continuando a dizer a verdade, esse sentimento já não é de ontem. Os nossos jornais desportivos não são jornais deportivos, são jornais "futebolísticos". Longe vai o tempo em que os jornais desportivos eram, pelo menos A Bola, do tamanho do antigo Expresso e saíam somente três vezes por semana, mas era também o tempo em que os jogos eram quase todos ao Domingo, e a horas decentes, à tarde, portanto.
Irrita-me, que em nome dos 6 milhões de Benfiquistas (por exemplo, mas podia ser com outro) se façam capas com a lesão ou possível venda de alguém e não com a vitória de qualquer clube que seja na noite anterior. A capa de ontem é sintomática, ainda mais comparando com a capa de hoje.
A minha pergunta, sem clubite, é quem é o editor? Quem faz a hierarquização das notícias? Há alguém no cargo? De certeza? É que observando o fenómeno a frio, as capas dos jornais, todos, e do Record, ontem, por exemplo, não são tão diferentes dos jornais popularuchos que gostamos de criticar.
publicado por wherewego às 17:08

Este ano lectivo está a dar cabo das minhas leituras. Ou não tenho tempo, ou não tenho paciência.
Os livros que retiro da estante parecem-me requerer mais tempo do que aquele que tenho. Parecem-me pedir mais atenção. Tanto os romances, como os mais científicos/técnicos.
Tenho a biografia do Churchill pendurada, uns quantos livros sobre a Segunda Guerra Mundial, sobre Hitler e Staline, e um outro sobre os regimes autoritários à espera de melhores dias. Ai, ai.
Uma biografia sobre David Livingstone, e mais uma mão cheia de livros sobre isto e aquilo.
E tempo, alguém tem de sobra?
publicado por wherewego às 11:38

Sobrenatural é uma série sobre fenómenos sobrenaturais (com ênfase em fantasmas e poltergeists) com um saborzito adolescente, com humor, mas que ao longo dos episódios vai criando uma atmosfera/estilo próprio.
Não deixa de ser interessante que os episódios mais fortes sejam aqueles em que o sobrenatural esteja mais ausente!
Num destes episódios Dean exclama que de fantasmas ele percebe, mas não consegue entender algumas pessoas. Há, também, dois ou três episódios fortes, do ponto de vista da emoção, episódios estes marcados pela presença de fantasmas. O episódio piloto chega a meter um pouco de medo. E este é um dos pontos fortes da série, consegue aumentar-nos, mais, a tensão do que muitos filmes de terror.
Sobrenatural tem o seu elemento mais fraco na forma como tenta convencer os espectadores da busca incessante dos dois irmãos pelo sobrenatural. A história trata de dois irmãos marcados pela morte da mãe por um demónio (?), criados pelo pai e educados no conhecimento do oculto/sobrenatural os irmãos possuem uma parafernália de armas para a luta contra o mal. Ao que parece a segunda série foca de um modo mais interessante/verosímil o objectivo dos irmãos.
A série não deixa de ser interessante, embora por vezes (como já referi) se encontre dividida entre um estilo adolescente e outro mais adulto. Parece-me, no entanto (e estou no 14 episódio da 1ª série), que anda à procura de um estilo próprio, estilo este que já se pode ver na forma como aborda a estrutura dos episódios. Está a tentar demarcar-se do estilo mais formatado dos primeiros episódios.
Uma série a ver, se se gostar é continuar, se não há outras coisas interessantes por aí.
publicado por wherewego às 11:36

06.12.06
Peguei no cd meio distraidamente. Coloquei-o no carro, e não posso dizer que estivesse a ter um dos meus melhores dias.
É interessante como o jazz molda-nos o estado de espírito, mas também se deixa moldar pelo mesmo.
Pela primeira vez, ouvi, de um modo diferente, estes trechos musicais por Miles Davis. Foi como se os estivesse a ouvir pela primeira vez, como se os estivesse a interpretar, através dos meus sentimentos, pela primeira vez.
Como foi bom…
publicado por wherewego às 11:51

Convém dizer que foi um sucesso enorme, e penso que nem a organização (WWE) estaria à espera de tanto, talvez por isso tenham anunciado a vinda da Raw em Junho.
Podem ler uma opinião bem mais longa e descritiva que a minha, aqui. E podem ver fotos do evento, aqui.
Quanto à minha modesta opinião, ia com mais expectativas, confesso.
O som era mauzito, e isto para usar um eufemismo (será que o eufemismo se mantém com a TLEBS?), não se percebia grande coisa, a ausência de ecrãs na entrada acaba por marcar a nossa opinião, já que estamos demasiado habituados ao cenário da televisão.
De onde me encontrava vi o que queria e desejava, mas vi, mais claramente, a forma como os socos e pontapés (não) são dados.
Fui, essencialmente, para ver a organização e o show-off. Theodore Long limitou-se a aparecer no início, estrondosamente e com estilo, mas desapareceu.
Os combates foram , na sua maioria, fraquitos e mais uma forma de encher chouriços (as 3 horas de evento), digo-o mas compreendo que isto são só house shows, eventos de promoção e não o programa semanal ou um pay per view. Mas, ainda assim esperava um pouco mais de surpresas e envolvimento.
Depois, tenho um problema com o público português.
Já vi, ao vivo, Iron Maiden, Pearl Jam, Nerd, Nelly Furtado, Avril Lavigne, e em todos os concertos e ontem no Smackdown o público teima em cantar "Portugal, olé, Portugal, olé" ou coisa parecida. Serão resquícios do regime salazarista?
E, para além disto, houve, no combate das Divas, direito a um "És tão boa, és tão boa" - ao que elas ficaram na dúvida sobre o que lhes estavam a dizer/chamar; e outros tantos gritos. Agora, o gritar por Portugal como se estivessemos num jogo de futebol, irrita-me.
Para além disto houve gritos de Eddie, Eddie; palmas e histeria moderada para Kane, que agradeceu o apoio, e histeria completa com Batista, que se manteve imenso tempo no ringue, a receber e bater palmas, com uma bandeira nas mãos e costados, e batendo no coração.
Era deste tipo de show of que eu estava à espera, ou mais à espera. Foi interessante, foi a oportunidade de ver algo que queria, mas a bisar com a Raw...
Só com um bilhete lá à frente, o que é sempre uma possibilidade, ou não.
publicado por wherewego às 11:32

05.12.06
As campanhas servem para nos lembrar de alguma coisa, são um sinal de vitalidade ou de último estrebucho, que me faz alguma confusão, a empresa está quase nas lonas e utiliza os últimos centimos numa campanha de publicidade...opções.
Ontem, não pude comprar o DN sem levar com um décimo de árvore acoplado ao mesmo, com o Santana Lopes e mais alguém, e o nome TSF em letras garrafais. Haverá pouca gente a ouvir a TSF? Se calhar. Querem que mais os ouçam?
Para mim, o erro da TSF foi o de deixar de ser algo concreto, para tentar ser algo de intermédio. As rádios precisam de ter características próprias, alma definida. A TSF sempre foi, para mim, a rádio das notícias, da voz, da discussão e de vez em quando, mesmo de vez em quando, passava uma musiquita. Hoje é uma rádio, quase generalista, com um leve excesso de serviços noticiosos.
Se há rádios que sobrevivem a dar martelada, jazz, música clássica ou outra coisa qualquer 24 horas, não há-de a TSF sobreviver?
As campanhas não resolvem, a meu ver, uma programação desadequada, formatada à imagem de outras rádios. E sempre se poupavam umas árvorezitas...
publicado por wherewego às 11:06

mais sobre mim
Dezembro 2006
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
16

17
19
22

24
25
29
30

31


arquivos
2011:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2010:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2009:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2008:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2007:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2006:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2005:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2004:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


pesquisar
 
comentários recentes
"Pandev nao mentiu" "Pandev no mintió"
Jornalistas desportivos madrilenos desrespeitam DI...
Don Andrés Amorós Guardiola.....¿Mourinhista?
forcinha amigo :)
se calhar eles arrumam as coisas por secções: mass...
olha que tu também tens as tuas taras a arrumar co...
Já eu tenho no policial um dos meus géneros de ele...
Policiais nunca foi algo que me atraísse muito par...
Na minha opiniao, investir em gato fedorento é sem...
ah... a riqueza de descrever as coisas simples! go...
subscrever feeds
blogs SAPO