05.12.06
Pois é, hoje vou ver o Smackdown no Pavilhão Atlântico.
Já gostei mais do fenómeno do que actualmente. Muito do meu gosto inicial derivava da luta em si, achava fenomenal a forma como dois (ou mais) lutadores faziam todas aquelas acrobacias.
Há cerca de 5 ou 6 anos, quando via na DSF o que mais me puxava era o efeito na multidão, a forma como se construía a empatia com o público, noção tão cara ao marketing e à publicidade.
Hoje, vou vendo, mas a forma (adulta, sexual e um pouco brejeira) como o Wrestling é hoje vendido afastou-me do mercado. Parece-me um programa adulto com sensibilidade adolescente e pouco tacto.
Hoje, vou estar no Pavilhão Atlântico para observar como se vende, ao vivo, o espectáculo americano, ou um dos, por excelência.
publicado por wherewego às 10:55

04.12.06
Ou melhor, andamos. Depois de namorarmos há mais de 6 anos, está na altura de procurar um local para vivermos, dentro de algum tempo, em conjunto.
No Sábado vimos mais de 8. Não me sinto à vontade em entrar em casas de pessoas que não conhecemos, com os, ainda, habitantes e donos, lá dentro enquanto passeamos pelas divisões, procurando ver se a casa nos agrada, o tamanho de cada assoalhada, o estado, etc.
Vimos uma, em especial, que agradou a ambos. O prédio já tem alguns anos, é uma torre de 12 ou 13 andares, coisa rara no concelho do Seixal, mas a casa convenceu-nos. Era aquilo que ambicionávamos, aquilo que andávamos à procura. A ver vamos…
Agora, precisamos de indagar sobre o bairro, sobre o prédio, ver se descobrimos alguma coisa sobre os vizinhos, se são barulhentos ou não.
O sonho está perto, vamos a ver se se concretiza ou não.
publicado por wherewego às 15:15

Há poucos filmes que me dão prazer a mais que um nível, daqueles que podemos apelidar de obras primas. Falo daqueles em que a história é um verdadeiro achado, os actores são bons ou pelo menos bem dirigidos, a realização é (quase) perfeita e a banda sonora serve de apoio ao filme, completando-o e não sendo somente música para encher o ambiente.
Lembrei-me de Era Uma Vez na América, de Sérgio Leone.
A forma como somos levados pela doçura e crueldade, pelo amor e pelo ódio, pela violência ao longo do filme espanta-me cada vez que o vejo. A forma como a música preenche os espaços, sendo mais um actor do que mera música causa-me inveja.
A possibilidade de compreender e apreender o filme em mais do que um plano, ou com mais do que um sentido é…
É!
Maravilho-me com o final, demasiado dúbio, pouco condescendente com o espectador e sorrio, melhor, rio mesmo, com a explicação dada por Leone. Será que a história que viste existiu mesmo, que não foi uma trip da personagem principal?
Dos filmes que vi de Sérgio Leone fica-me a ideia de um mestre, na verdadeira acepção da palavra. A forma como usava a câmara, a maneira como a mesma nos mostra, ou por vezes nos leva a imaginar coisas, obrigando-nos a ser espectadores atentos, permeáveis a diversos sentimentos, alterando os nossos próprios sentimentos com a música. A música em Leone não é apenas som, não é apenas mais uma forma de ganhar dinheiro com uma banda sonora com nomes sonantes. A música é, quase, o esqueleto do filme. A base da nossa sensibilidade em contraposição ao mesmo.
Leone foi capaz de fazer um genérico de quase 10 minutos em Era uma vez no Oeste, e se tivesse levada a sua avante seria hoje uma das cenas mais famosas do mundo. Leone encarou Era uma vez no Oeste como o fim dos Westerns, dos seus e dos dos outros. Leone queria os seus três actores fetiche (Leo van Cleef, Clint Eastwood e Eli Wallach ) mortos no início do filme, como prova desse desejo e sentimento. Mas, eles não foram na cantiga. De chorar por mais é o diálogo final do filme…deixando-nos uma saudade imensa do universo que vamos deixar, ainda que com um sorriso nos lábios. Enquanto vemos a construção dos caminhos de ferro a dar cabo do “good old West”.
publicado por wherewego às 10:19

02.12.06
Uma coisa é falar, a outra é fazer.
Temos (cada vez menos) em Portugal comunistas muito por culpa do regime de Salazar. O Alentejo é (ainda) vermelho por oposição ao regime.
E, ainda que hoje o PS de Sócrates tenha pouco de esquerda, a divisão entre esquerda e direita faz sentido, para as gerações mais velhas, porque a direita é o bicho papão.
A grande questão é que em Portugal a Direita é sempre o alvo mais fácil(e primeiro) a abater. Olhe-se para o PCP. Lembram-se das trapalhadas Haider? Sempre que o austríaco era referido caía o carmo e a trindade, porque aparentemente era neo-nazi, e foi assim em toda a Europa; já Bernardino Soares veio a terreno referenciar o regime da Coreia do Norte como uma democracia e ainda que alguns tenham dado por isso, fico com a ideia de que para Bernardino aquilo é mesmo uma democracia.
Aliás, quando escrevo Bernardino podia escrever PCP. É que no PCP, e vemo-lo com Luísa Mesquita e o Autarca de Setúbal, o que interessa é o partido, não as pessoas. O povo, nos países em que o comunismo chegou ao poder, serviu apenas de trampolim, uma vez chegados ao poder começaram a dizimar o mesmo povo. O PCP é o primeiro a colocar em prática aquilo que na teoria critica e ataca.
E quando leio que o PCP quer 500 novos dirigentes, leio-o de duas maneiras. Primeiro, quer ver se arranja uma nova imagem. Em segundo, há que arranjar novos fantoches, uns que o povo queira conhecer, e que não conheceçam, tão bem, o partido.
O que me alivia é que os comunistas nunca terão poder em Portugal, e isso, ao menos, é já um alívio. Nem num partido de dimensão reduzidíssima evitam estas magalomanias próprias de quem gosta de ser pouco democrático.
Por estas e por outras, é que sempre que discuto com alguns amigos de esquerda e estes referem-me os regimes fascistas, eu refiro-lhes que estamos a falar de extrema-direita, enquanto que Cuba, China, Coreia do Norte são regimes de esquerda, os verdadeiros paraísos comunistas. Emigrem para lá...para as verdadeiras democracias.
publicado por wherewego às 09:06

01.12.06
Estranho como mudamos ao longo dos anos. Há alguns anos atrás, era um ávido consumidor de filmes e mais filmes, em casa, no cinema, na casa dos amigos. Hoje, passam-se semanas sem ver um filme, e quanto a novidades…quando as vejo já são clássicos. Enfim…
O que não quer dizer que não veja produtos de Hollywood, mas são mais séries, e a culpa desta mudança de atitude é, também, do DVD.
No fim de semana passado, olhei para a colecção de DVDs e escolhi um que ainda não tinha visto.
The French Connection/Os Incorruptíveis Contra a Droga. A bem dizer, não sabia se já o vira e não me lembrava dele, ou se realmente nunca o tinha visto. Não tinha!
Na capa podemos ler que se trata de um filme violento e rápido. Talvez, na altura fosse rápido, achei-o lento, positivamente lento, mas continua a ser um filme violento, principalmente na forma como aborda as situações e as personagens.
A história é baseada em factos verídicos, e trata da forma como dois polícias descobriram e desmantelaram uma rede de tráfico de droga.
Gene Hackman (aqui, com 41 anos) faz um dos melhores papéis da sua carreira, Roy Scheider (o de Tubarão) é irrepreensível naquele estilo quase europeu, pouco extrovertido que, na minha opinião, o caracterizava, e Fernando Rey, o actor espanhol (aqui a fazer de francês – como é normal a esquizofrenia entre os actores europeus a trabalharem nos EUA) mostra a sua qualidade.
Penso que o filme, como está, não teria o mesmo sucesso hoje. É claramente um produto dos anos 70. A forma de realizar, pairando e estudando as personagens, lenta e rápida ao mesmo tempo, dificilmente apelaria ao espectador “normal” de hoje. Nela não temos os heróis cheios de clichés a que nos habituámos estupidamente. São personagens reais, com os seus fantasmas, vícios, e taras. São personagens atormentadas com o passado e o peso do presente, com a necessidade de ter sucesso na sua investigação, cometendo erros, demasiado, infantis, que todo e qualquer espectador apontaria.
A densidade psicológica é uma realidade ao longo de todo o filme, o final é cru(el) e ambíguo. Ficamos na dúvida sobre o que acontece realmente, o que nos obriga a pensar no filme como um todo.
De antologia é a cena de perseguição, perseguição que fez estragos reais, quando um indivíduo ia a sair, de carro, de casa e foi abalroado pelo carro conduzido por Gene Hackman. Os produtores decidiram pagar os estragos e aproveitar o acidente nas cenas do filme.
Há, no entanto, para mim uma cena que define o filme, o final da perseguição. Com Popeye Doyle e criminoso ambos extenuados, ambos feridos e mesmo assim engajados num último (e para todos os efeitos, primeiro) duelo.
William Friedkin (o mesmo de Exorcista) assina este clássico da 7ª arte.
Uma boa (e barata – por menos de 10€ nas FNACs e WORTENs) prenda de natal para quem gosta do género policial e está farto dos fracos produtos contemporâneos.
publicado por wherewego às 09:24

mais sobre mim
Dezembro 2006
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
16

17
19
22

24
25
29
30

31


arquivos
2011:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2010:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2009:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2008:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2007:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2006:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2005:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2004:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


pesquisar
 
comentários recentes
"Pandev nao mentiu" "Pandev no mintió"
Jornalistas desportivos madrilenos desrespeitam DI...
Don Andrés Amorós Guardiola.....¿Mourinhista?
forcinha amigo :)
se calhar eles arrumam as coisas por secções: mass...
olha que tu também tens as tuas taras a arrumar co...
Já eu tenho no policial um dos meus géneros de ele...
Policiais nunca foi algo que me atraísse muito par...
Na minha opiniao, investir em gato fedorento é sem...
ah... a riqueza de descrever as coisas simples! go...
subscrever feeds
blogs SAPO