16.03.07
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publicado por wherewego às 11:20

Segundo dados do Instituto Nacional de Fromação e Estudos do Desporto 49% dos reclusos em Portugal praticam desporto nas prisões onde estão.
Se levantar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer, aparentemente ir para o chilindró também o faz.
publicado por wherewego às 11:04

Not yours, my friend, not yours...
Enter the Worship Circle é o nome de um livro, supostamente, sobre adoração. Tenho andado com vontade em ler, pensar e meditar sobre o assunto. Aproveitando o e-bay, comprei o livro, escrito por Ben Pasley, mentor de um grupo de "louvor" - 100 Portraits.
Para quem conhece o(s) estilo(s) de adoração nas igrejas evangélicas sabe que não existe um só estilo. Há aquelas que só cantam salmos (nenhuma em Portugal que eu conheça), só Hinos, só coros, mistas... Depois há as que cantam acapella, com viola, com toda a panóplia de instrumentos e com muitas outras variantes.
Cada vez mais me faz espécie algumas das letras cantadas por esse mundo fora, e a quantidade de vezes que se repetem os coros, não os hinos, que são lentos pouco repetitivos, só os coros. De seguida perde-se a noção de louvor/adoração em comunidade. Ensinam-se 5 coros novos numa reunião, fazendo com que só quem está à frente cante, todos os outros são meros espectadores.
Depois há a escolha dos cânticos em virtude dos instrumentos. Só se canta o que fica bem, ou o que os músicos sabem tocar bem. Estive num acampamento em que todas as músicas eram iguais, e todas as letras diziam o mesmo. Um campista dizia ao ouvir uma música dos DZRT, que se poderia cantar a mesma numa próxima reunião, já que a letra era bem parecida. Pois...
E há o abanar a bunda, se ainda admito que alguém sinta vontade de mexer o tutu em alguns coros, abanar o rabo ao som do Castelo Forte enerva-me e afasta-me do verdadeiro sentido.
Existe também a mania de chamar um período de cânticos de tempo de louvor, depois há o tempo da pregação, o tempo da conversa, o tempo de ir embora e o tempo de... (mas confesso que o problema pode ser meu...)
Já perceberam a bílis, mas esta, mais o fel deve-se ao dinheiro gasto no livro de Ben Pasley. Confesso que não li muito. Li 6 capítulos e fiquei temeroso. Muitos lêem e incorporam a leitura no seu estilo da vida, na sia vida de adoração. O discurso é místico o quanto baste, mas também ecuménico e abrangente. Depois há verdadeiras pérolas, haverá outras, mas já decidi que não leria mais.
Deixo-vos algumas: I will worship wild and loose. Lá se vai a ordem do culto preconizada por Paulo. A adoração é um instinto e tudo o que me apeteça fazer faço. As tribos da savana ou das florestas não se diferem muito de nós, ou vice-versa.
Há, também, um desejo de confessar a Deus a imperfeição, mas não se menciona o pecado, e há uma diferença entre a imperfeição nomeada e o pecado. O autor diz que se deve confessar a Deus o desejo de ser "honesto e humilde" (tradução minha). Não tenho paciência para passar todo o texto. Nunca o autor refere a diferença entre o Criador e a criatura, já vão perceber porquê. Deus é simplesmente um tipo com um pouco mais de poder do que eu. E a interpretação de adoração é para Pasley um "simples" entrar "into the mystic". (1)
Pasley defende que o que está por trás de toda a ideia de Adoração não é o desejo de adorar a Deus, de lhe dar o que é devido (que nem sequer é nomeado, pelo menos no capítulo em questão) mas adoração é sentir-me inteiro. Adoração é a peça do puzzle que me faltava. Não tem a ver com Deus, mas comigo...
Depois há a minha parte favorita, Deus quer que nós lhe perdoemos.
How has God offended you? How has he let you down? How is God not doing what he should be doing? Or sgould he have done? Tell him. Do you think he can handle it? Mayne hHe should let us pound his chest and slap His face until we exhausted our anger.
Há alturas que um bom apedrejamento fazia falta, não concordam?
A ausência de versículos bíblicos ou de aplicação com base em textos bíblicos explica em parte a má qualidade do mesmo. Partir da experiência (o que resulta é bom) também pode explicar. O não conhecimento da natureza de Deus será o busílis da questão.
(1)Qual é o problema deste misticismo?
Agustus Nicodemus responde:
Para o liberalismo clássico, inspirado por F. Schleiermacher, religião era simplesmente “o sentimento e o gosto pelo infinito” e consistia, primariamente, em emoções. A experiência humana marcava os limites do que se podia especular acerca da realidade. O essencial do sentimento religioso é o senso de dependência de Deus, que produz consciência ou intuição da sua realidade. Fé e ação eram coisas secundárias. O sentimento religioso é algo universal, isto é, cada ser humano é capaz de experimentá-lo. É esse sentimento que dá validade às experiências religiosas e que torna o ecumenismo possível. Uma vez que se entende que religião é basicamente o gosto pelo infinito, e que encontramos esse gosto em todas as religiões, temos aí a base para dizer que todas as religiões são iguais e querem a mesma coisa, diferindo apenas na maneira como pretendem alcançar esse alvo. O macroecumenismo é filho do liberalismo teológico. (Entrevista sobre a teologia liberal)
publicado por wherewego às 00:25

Sobre a Monarquia - no Bandeira ao Vento. Brilhante texto, com muito humor de um dos melhores cartunistas portugueses.

Sobre Isqueiros - no Hoje há Conquilhas, amanhã não sabemos. Realmente, o Governo anda preocupado com as "pequenas coisas", isqueiros, cartão único, fim dos alugueres dos contadores e sei lá mais o quê (Ah, a ASAE). O Governo quer mostrar trabalho não tanto no que lhe compete, mas no que pode. E as questões de fundo ficam no fundo do saco. É pena!
publicado por wherewego às 00:06

15.03.07
Muito se tem escrito sobre Sacramentum Caritatis - o Sacramento do Amor, a encíclica do Papa Bento XVI.
Ainda não li, nem católico sou, mas sendo evangélico/protestante de índole calvinista interessam-me algumas das questões.
Fica aqui o texto integral, e quando tiver tempo prometo tecer alguns comentários.

Algumas opiniões sobre o mesmo podem ser encontradas em Os Canhões de Navarone, O Canto do Jo.
publicado por wherewego às 13:22

O compromisso pessoa do Ministro Lino, por FJV.
publicado por wherewego às 13:12

Lia ontem, no Diário de Notícias, que há uma proposta para tirar a cidadania de Hitler. Afinal, o anão moreno mais ariano de sempre nem nasceu na Alemanha.
O problema é que em vez de se preocuparem com traumas, os alemães (e todos nós) deviam preocupar-se com a memória. Qualquer dia vamos todos ao Irão ter uma sessãozita de negação.
Ai...
Ah, mesmo que o tipo seja considerado não alemão, apagará todos os crimes perpretados pela Alemanha?
publicado por wherewego às 11:25


Moulin Rouge ( a senhora mostra que até sabe cantar), A Intérprete (sou fã incondicional deste filme, ainda que um pouco politicamente correcto); Os Outros (o filme que mais me acagaçou. Qual Exorcista, qual quê) e Eyes Wide Shut são causas mais do que suficientes para pairar por aqui.
publicado por wherewego às 11:21

A morte nos comics vista por alguns dos criadores/escritores.
Tudo porque o Capitão América morreu (durante quanto tempo) e num universo em que Bucky (morto há mais de 50 anos), o Tio Ben (cerca de 40) e tantos outros (Jean Grey, como o caso mais proeminente) voltam ou voltaram mais ou menos ciclicamente a pergunta deve-se colocar, será que a morte ainda tem impacto?
publicado por wherewego às 11:16

Os jovens desinteressam-se, parece, por todas as artes, excepto pelo cinema. É uma arte directa - funcionalismo da imagem nos tempos de hoje. Arte rápida - velocidade de hoje. Recuperação do erotismo, mais flagrantemente imiscuído ao cinema - problema de libertação, de contestação. E insinuadamente, o cinema traz consigo uma espécie de mística no silêncio e escuridão envolventes das salas de espectáculo. Além de que ele é a arte mais jovem de todas - mais próxima no tempo e logo mais próxima da sedução da juventude. Uma questão intrigante é essa - a paixão de hoje pelo efémero. Não apenas porque neste caso um filme dura talvez pouco e é assim difícil aguentá-lo, se tem alguns anos em cima. Não apenas por isso mas ainda porque só o podemos ver enquanto em exibição. Não assim um livro, quadro , reprodução, música (disco), de que dispomos quando nos apetece. E porque envelhece mais depressa um filme do que um quadro, uma música ou um livro? Um filme de há dez anos é intolerável. Mesmo os bons filmes. Têm a sua pressa em envelhecer. Creio que pela razão de os seus meios de surpresa serem bem definidos, sem o halo da sugestão onde podemos instalar-nos em sucessivas repetições. Um filme é sempre muito concreto, como imagem do concreto. Num quadro, mesmo num quadro, a sua própria imobilidade é já um meio de comtemplação. Além da cor, da linha, da composição que há tempo de ir vendo. Um filme não se «contempla»: vê-se.
13 de Fevereiro de 1969
Vergílio Ferreira - Contra-Corrente
publicado por wherewego às 09:20

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