10.05.07
O crime não compensa.
E 45 dias numa prisão, com mais ou menos mordomias, deu origem a uma crise de choro no tribunal.
A socialite e loura, um pequeno apontamento que pode dizer qualquer coisa ou não, Paris Hilton foi condenada a 45 dias de pena.
Entre ataques da mãe e do advogado ao tribunal e respectiva sentença, a verdade é que a pequena Hilton poderá começar, aos 26 anos, a ter uma primeira lição de educação.
publicado por wherewego às 11:00

09.05.07
Um policial de Hong Kong que falha por causa da banda sonora. Estranho, não é?
Divergence conta a história de três personagens.
Um polícia a quem a noiva desapareceu há dez anos, e que se tem mantido preso pelo sonho e desejo de a encontrar, e a que ainda a vê em todo o lado.
Um assassino profissional.
E um advogado que detesta o facto de proteger aqueles que sabe culpados.
Depois do rapto do filho de um magnata com negócios sujos, defendido pelo advogado, investigado pelo polícia e com o assassino nas imediações as três vidas começam a convergir. É interessante o nome do filme, já que a convergência é a forma como o filme nos é contado, mas no final a divergência é uma realidade.
Como dizia na primeira linha é a banda sonora que estraga o filme, e não me entendam mal, a banda sonora, clássica, é lindíssima, mas ficaria melhor num outro filme e estilo. Rouba densidade à acção, profundidde à descrição psicológica das personagens.
Um filme que prova a actual qualidade do cinema asiático (Shi-Ri, Silmido, Infernal Affairs, etc) e leva longe a condição humana.
A personagem do polícia é quase cómica porque há pouca diferença entre a dor e o riso, uma ténue fronteira, mas pungida o quanto baste. O advogado apresenta-nos uma imagem mais lugar comum, própria do cinema americano dos anos 70, que nos apresenta uma pessoa da lei entre a lei e o crime. O assassino comporta-se entre o trabalho (job) e a sua honra.
No entanto, com tantos clichés o filme consegue superar narrativamente essa fronteira, embora soçobre ligeiramente no final, e não tenha superado a péssima escolha, mas belíssima, da banda sonora.
Um filme, ainda assim, a ver.
publicado por wherewego às 10:59

Três títulos. Uma realidade que pode ser cor de rosa ou negra, dependendo de quem olha para ela.
Penso que se está a levar a questão do fumo a dimensões quase inquisitoriais. Mas o que me choca mais não é a proibição de fumar em espaços fechados, é a obrigatoriedade. Os donos dos estabelecimentos deveriam poder escolher se queriam que o seu estabelecimento fosse para fumadores ou interdito a estes. Numa sociedade laica, cada vez menos, mas muito mística, o tabaco rapidamente está a ocupar o papel de pecado "quase" original, e as posições de um dos lados a ter um papel quase dogmático, a lei parece-se mais com uma bula papal do que com outra coisa.
Mas o Governo tem-se esquecido dos pequenos comerciantes. Tendo falado com dois ou três donos de pequenos estabelecimentos, aquém dos 100 quadrados, auscultei a preocupação e a ideia de que a manter-se a lei poderão fechar as portas enquanto o Sócrates esfrega um olho.
É que são muitos, demasiados, os clientes que fumam um cigarro enquanto bebem um café, umas bjecas, etc...
E o que dizer da notícia da semana passada que dizia que serão os donos do café obrigados a apresentar queixa contra quem fume dentro dos seus estabelecimentos? Voltamos ao tempo da antiga senhora?
publicado por wherewego às 10:00

08.05.07
Um dos segredos dos bons policiais ( e de algum tipo de terror) é um bom mistério e a forma como ele se desenrola. Um bom mistério com uma explicação frouxa afasta-nos do objectivo e leva-nos a chamar nomes a quem nos obrigou a roer as unhas durante algum tempo.
Com Ausentes, o filme que vi no Sábado à noite, aconteceu isso.
Spoilers start here - à boa maneira anglo-saxónica!
O filme relata-nos a história de um casal, em que a companheira passa por maus momentos e já passou por alguns médicos. Ela não é a mãe dos dois filhos do companheiro, e ao entrar na condomínio fechado, para onde se mudam, o relacionamento com o mais velho e depois com o marido começa a deteriorar-se.
Ela não vê ninguém, com excepção de uma estranha mulher que vê em sua casa, e só nos intervalos (sombras) da luz. A única pessoa com quem mantém algum contacto é com o enteado mais novo, que a trata por mãe amiúde.
No fim, depois de muita tensão e descalabro psicológico descobrimos que a personagem principal é mesmo a mãe dos dois miúdos, e que afinal o segredo para o desenlace é a sua esquizofrenia.
Fiquei desiludido, essencialmente porque as regras estão viciadas. Vemos o filme pelos olhos dela, e aos olhos dela vemos a realidade real e a realidade inventada, percebemos isso no fim, mas é demasiado escondida para que o desenlace tenha o final das tragédias gregas.
Qual mais calmo, mais contente, mais apercebido do mundo, qual quê!
Apeteceu-me dar uma valente sova no argumentista...enganado e zangado.
publicado por wherewego às 11:00

No Sábado alguns milhares vieram à rua protestar pela legalização da cannabis.
Uma droga leve que torna leves aqueles que a fumam, uma droga que mal não faz e que só perante a estupidez legalística do sistema judicial impede muitos de a fumarem.
A cannabis é a moeda mais comum dos apologistas da legalização das drogas leves.
Lembro-me do F. Também ele começou a fumar cannabis aos 14/5 anos. Hoje, pelo que sei, flipou. Efeito da cannabis? Provavelmente.
Segundo um estudo de especialista do King´s College de Londres, o aumento do teor de tetrahidrocannabinol (vulgo THC) pode levar a um aumento de distúrbios mentais, nos fumadores predispostos a psicoses. O F. foi internado com pouco mais de 20 anos e hoje está incapacitado.
Compreendo a leva de deslegalização, mas...
Drogas leves? Para quê chamá-las de drogas?
publicado por wherewego às 11:00

07.05.07
Nas críticas de cinema do Sol leio sobre Homem-Aranha 3: "Tendo em conta que à terceira aventura se esperava a morte do herói...", pergunto quem esperava?
Quem escreve olha para a obra (menor, na sua opinião) sem ter em conta a herança dos comics.
Matar o Homem-Aranha em cinema seria afrontar os verdadeiros fãs da personagem e poderia ter resultados catastróficos.
Esquecem-se de que os filmes são alimentados por uma enorme falange de fãs, actuais e passados, que (con)viveram (fugaz ou largamente) com a personagem nos quadradinhos.
Os filmes têm então como objectivo chamar os fãs, mas também criar novos fãs.
Há aqui uma duplicidade, tenta-se que os fãs vão ao cinema, e que o inverso aconteça. O regresso de Venom, de Sandman e do fato negro nos comics (nos meses passados, actuais ou futuros) mostram a necessidade de publicitar o filme. E espera-se que aqueles que nunca leram ou já não lêem comics regressem através do cinema, chamando momentaneamente os vilões e o fato às páginas desenhadas para que estes não se sintam tão perdidos.
Matar o Homem-Aranha? Em condições especiais e únicas. Ninguém duvida que Steve Rogers volte, mas ninguém se preocupa tanto com o Capitão América como com Peter Parker. Em cinema não se mata a galinha dos ovos de ouro, pelo menos definitivamente, veja-se o regresso de Geofrey Rush em Piratas das Caraíbas.
Colocar a hipótese da morte do aracnídeo mostra o desconhecimento da história da banda desenhada e um desconhecimento total das regras do actual cinema e dos comics to film.
Resumindo, Spider Man não é Sin City.
E em segundo lugar, pode-se não gostar destes novos blockbusters, gostaríamos de voltar ao cinam com anti-heróis, mas o cinema com super-heróis está para durar. Pena que achemos que todo o cinema tem de ser com letra grande, e não consigamos imaginar um filme com super-heróis com Cinema.
Escrevo este post antes de ver o filme, acho a primeira sequela superior a muitos Filmes que há por aí. Depois, o objectivo primordial do filme (fazer dinheiro) foi conseguido, 148 milhões de dólares no primeiro fim de semana, o melhor fim de semana de sempre para um filme, vamos a ver como se sai o terceiro Piratas. Ainda faltam 350 milhões para perfazer o valor de 500 milhões de dólares, o custo da terceira aventura de Peter Parker.
publicado por wherewego às 12:22

Visitei a Ilha da Madeira no ano passado.
Convencido e agradado pelo que vi, ainda mais pelo que tenho lido sobro o que era antes de Jardim ocupar (no verdadeiro sentido dos Okupas) a cadeira da presidência.
Muito se tem dito e escrito sobre a perda de democracia na Ilha da Madeira tal é o poder (qualquer tipo de poder) exercido por Alberto João.
A verdade é que para o povo o que interessa é a qualidade de vida, e os que têm mais de 40 anos terão uma ideia do que era a Madeira.
A diferença entre Jardim e os outros políticos é a obra feita. Pode meter ao bolso, pode cortar algumas liberdades, mas faz...
E mais vale ter um pássaro na mão do que dois a voar. Entre um político que roube e nada faça, o povo prefere ter um com obra feita.
Os 67% de ontem atestam tal facto. Só de palavras está o povo farto, demasiado farto.
publicado por wherewego às 12:17

Começaremos dentro de algumas semanas algumas entrevistas a bloggers sobre os seus blogs.
Fiquem atentos...
publicado por wherewego às 12:15

06.05.07

"Tu peor pesadilla se esconde en la luz".


Fui ao Quarteto, no âmbito de um Festival do Fantástico, patrocinado pelo Inatel, ver Ausentes, um filme espanhol realizado por Daniel Calparsoro.

O filme retrata a história de uma família que se muda para um condomínio fechado, Julia (Ariadna Gil, a mãe de Ofélia em O Labirinto do Fauno, num excelente papel) começa a ver uma mulher em casa, e estranha que o condomínio esteja vazio. Perante a estupefacção e incompreensão da família, Julia começará a ficar cada vez mais aterrorizada, até ao desenlace final.

Penso que o maior atributo de Ausentes será a realização, não sendo perfeita consegue criar-nos uma certa angústia, ainda que em termos de ambiente prefira um episódio de Sobrenatural. O filme tenta criar toda uma espécie de paranóia e angústia, sem perder o espectador, fá-lo, ainda que o final seja para mim pouco convincente, não achei que fosse climax suficiente, embora seja relativamente lógico dentro de toda a trama.

Ausentes deixou-me a rir, interiormente. Algumas das cenas de pavor são cenas quase idílicas.
Julia assusta-se e aterroriza-se num supermercado e num condomínio vazios, se bem que a níveis diferentes quem não gostaria de ir a supermercados vazios e talvez apagar alguns vizinhos? Nunca o cinema fantástico foi tão ideal!

Enfim...um filme mediano, com uma excelente interpretação da actriz principal, que nos consome ligeiramente durante 90 minutos, resumindo, um filme pelo qual não vale a pena perder o sono.


Paracinema:
o filme estava legendado em inglês e as legendas em português passavam mais abaixo, ainda que por vezes demasiado abaixo da linha visual, logo impossíveis de serem lidas. Ainda que o inglês seja uma língua universal, e o espanhol esteja próximo do nosso português é uma falta de respeito e senso, impedir alguns de seguir o filme.

Depois, esperei 40 minutos para sair, porque uma senhora decidiu dar uma volta com o seu carro em segunda fila, deixando-me preso. Chegou e foi incapaz de pedir desculpas, "Paciência"! Eu demasiado cansado para esperar pela Polícia, fui para casa, mas para a próxima esvazio um pneu ou dois...


publicado por wherewego às 09:31

03.05.07
Do vosso lado direito existe uma caixinha que diz: Estou a ler...
Como alguns devem ter reparado, e se não repararam por isso é que o estou a escrever, há livros que se vão mantendo lá por meses, enquanto vou lendo outros.
Deixei, tanto o Escândalo do Cristianismo, como o A Crónica do Pássaro de Vento, de parte, e vou lendo mais uns 10 ao mesmo tempo.
Actualizei a lista, para parecer mais real...
publicado por wherewego às 13:00

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