26.11.07
Um dos géneros que aprecio é o de fantasia, o grande problema é que fui lendo variadas obras e a determinada altura fartei-me. Acabavam por ser todas iguais.
Tenho O Hobbit como uma das minhas favoritas, mas prefiro os filmes de O Senhor dos Anéis aos livros, que acho demasiado sui generis na escrita (verborreica, pouco escorreita e demasiado implícita, o leitor tem de descobrir quem fala. Assemelha-se muitas vezes a uma cassete gravada numa conversa, e esta conversas têm 7 ou 8 interlocutores, do que uma descrição mais cuidada). A Tapeçaria de Fionavar de Guy Gavriel Kay está no top, igualmente, e muitos outros. Tentei ler Terry Brooks, mas a sua primeira trilogia tem demasiados laivos de Tolkien, na abordagem narrativa, e demora a começar.
Ressalvo o papel da editora Saída de Emergência, e a sua colecção Bang. Tem editado bom material e não vão ficar por aqui, Robin Hobb sai no próximo ano.
Depois de muito ouvir falar sobre George R. R. MArtin decidi arriscar e comprar A Guerra dos Tronos. Fiquei siderado. Será fantasia? Talvez...Mas é a análise política, as guerras e traições, a forma de ser das personagens e o facto das personagens não serem sempre boas ou sempre más, de irem alternar que lhe dá um ar mais realista. Martin, estudioso da época medieval, diz que se baseou em alguns factos históricos (os Tudors, por exemplo) para criar a sua epopeia, nos Sete Reinos.
Uma boa opção para quem gosta de fantasia neste Natal. Mas para quem não morre de amores pelo género, mas gosta de traições, política, de não clichés, aqui vai a sugestão.
publicado por wherewego às 12:02

23.11.07

O prometido é devido. Acrescentei mais um título à minha colecção crescente de cinema asiático. Desta vez, um filme de 2006, proveniente de Hong Kong, chamado Confessio of Pain.
Tem num dos papéis principais o excelente Tony Leung (actor de Infiltrados, 2046 e Chungking Express - os últimos dois de Kar Wai Wong - para dar alguns, poucos, exemplos).
Ó filme versa sobre uma investigação criminal e a relação entre dois polícias, o detective Hei (Leung), e um ex-polícia e detective, Bong, antigo colega do primeiro, que se tornou alcoólico e deixxou a polícia depois da sua namorada se ter suicidado.
Bong é, três anos mais tarde da morte desta, contratado pela mulher de Hei para descobrir o assassino do pai dela.
O filme revela, quase no início, a identidade do assassino, e por isso pode perder algum interesse para alguns dos espectadores. No entanto, o mais interessante é descobrir as razões do homicídio, ver o relacionamento entre os dois ex-colegas e a forma como os dois aspectos se vão interligando.
É um filme sobre amor, vingança e dor. A dor do título incide sobre os dois personagens principais, mas é ela mesma a linha fundamental da narrativa.
Um filme interessante que, pelo menos a mim, me agradou.
Os direitos para Hollywood já foram adquiridos, pela companhia de di Caprio, e o argumento ficará a cargo do mesmo argumentista de The Departed.
7/10
publicado por wherewego às 11:05


Terráqueo, acerca da inflação televisiva já fiz um pequeno comentário, mas se quiseres transpôr para o cinema, podíamos fazer a comparação entre a Carolina e a Margarida Vila-Nova, o que teria acontecido se não tivessem inflacionado a primeira com a segunda?


publicado por wherewego às 10:46

22.11.07
A greve de argumentistas em Hollywood veio alterar, para pior, o cenário de muitas das séries.
Ainda assim, convém dizer que nenhuma das novas séries tem tido o sucesso esperado, talvez Private Practice, mas mesmo assim fica aquém das expectativas (em audiência). Os estúdios queixam-se que não houve nenhum sucesso enorme como nas seasons anteriores (o ano passado foi Heroes, que este ano está a decepcionar tanto a nível que qualidade, como a nível de audiência - os produtores já disseram que querem alterar a série, aumentando a acção; há dois anos foi Anatomia de Grey).
K-Ville (como é possível?!) é das menos vistas. (Para quem estiver interessado, clicar aqui, para uma visão geral das audiências americanas e por conseguinte das séries que terão os dias contados). Aliás, a produção da série já parou, e não se sabe se continuará. Dependerá, também da greve.

Journeyman pode estar a poucos episódios do fim, já que o share é baixo. Pelo que li, as audiências são altas quando somadas as percentagens da tv, da net e do Tivo. Só a audiência da tv não chegará para salvar a série, mas é nesta que o canal baseará a sua decisão. As próximas duas semanas serão cruciais.

Big Bang Theory não tem tido grandes resultados, mas tem subido em audiência, o que pode ajudar.

Chuck vem-se a afundar semana após semana.
E tudo isto merece reflexão. Ficará, mesmo, mais barato terminar/cancelar uma série (pelo menos quando se tem uma ideia de que a base de fãs é superior ao share?) do que continuar a sua transmissão e tentar tirar dividendos através do mercado de DVDs? Há imensas séries que são terminadas abruptamente. Não haverá solução para isto? Obviamente que é uma questão de dinheiro, de custo e lucro. A ver vamos o que o futuro nos reserva.
publicado por wherewego às 10:50

O Público ficou-me mais caro!
Comprei o jornal e afinal já tinha lido uma parte de uma das secções.
Nos Blogs em Papel consta o post sobre a visita de Chávez.

Nota:descobri por causa da Sandra, não fosse ela e não saberia. Obrigado!
publicado por wherewego às 10:36

21.11.07
Eu desejo... não responder a estes questionários.
Eu quero... não responder a estes questionários.
Eu tenho... de deixar de responder a estes questionários.
Eu acho... estes questionários uma seca.
Eu odeio... estes questionários.
Eu sinto... muito, mas não gosto destes questionários.
Eu escuto... toco, cheiro, vejo e saboreio.
Eu cheiro... e toco, vejo, escuto e saboreio.
Eu imploro... não me mandem mais questionários destes.
Eu procuro... muita coisa, mas não estes questionários.
Eu arrependo-me... de perder tempo com estes questionários.
Eu amo... três pontos, parágrafo.
Eu sinto dor... se me pisares o pé, ou me pedires para fazer este tipo de questionários.
Eu sinto falta... de imaginação, para continuar com esta linha de ideias.
Eu importo-me... pouco com o que respondo neste questionário.
Eu sempre...nunca…
Eu não fico... muito tempo a pensar no que escrevo nestes questionários.
Eu acredito... que vocês já estão a ficar fartos disto.
Eu danço... you wish!
Eu canto... you wish not.
Eu choro... às vezes, com estes questionários……..
Eu falho... mas volto a disparar, pode ser que morra de ataque cardíaco.
Eu luto... pouco.
Eu escrevo... nestes questionários quase nada de jeito.
Eu ganho... quando não perco.
Eu perco... quando não ganho.
Eu nunca... sempre.
Eu confundo-me...mas é mais natural confundir os outros.
Eu não suporto... estes questionários.
Eu detesto... estes questionários.
Eu não gosto... destes questionários.
Eu adoro... gente que não faz estes questionários.
Eu entusiasmo-me... pouco a fazer estes questionários.
Eu recordo... o tempo em que a namorada não me dava questionários destes a fazer.
Eu tenho pena... de vocês terem lido isto até ao fim.
Eu gostava... que isto acabasse.
Eu estou... a ver a luz ao fim do túnel.
Eu fico feliz... quando isto terminar.
Eu emociono-me... com essa ideia.
Eu espero... mais um bocadinho. Já falta pouco.
Eu tenho esperança... mais um bocado.
Eu preciso... de terminar.
Eu deveria... não ter perdido tanto tempo com isto.
publicado por wherewego às 18:26



Journeyman tem sido uma das surpresas da nova época televisiva.

Conta a história de um homem normal que, sem o conseguir evitar, viajar no tempo, com o intuito de ajudar determinada(s) pessoa(s).

Em que é que a série difere de Quantum Leap? Aqui a personagem principal viaja de corpo inteiro, assim que acaba determinada missão volta ao presente, há consequências pessoais entre as viagens (tem de convencer a família de que viaja no tempo, perde tempo real no trabalho e com a família, etc), nunca viaja, pelo menos até agora, mais do que 20 anos no passado.

As duas senhoras do poster são as paixões da sua vida, a do lado esquerdo, a noiva que morreu num acidente, e a do lado direito a actual esposa. Nas suas viagens, Dan vai rever a sua antiga noiva e provar o seu amor com a esposa.

Uma série interessante.

publicado por wherewego às 10:14

Uns mandam-no calar, outros, como o nosso PM, convidam-no a considerar Portugal como a sua casa.
A mentalidade é interessante. Faltam livros sobre as mentalidades, numa forma geral e especificamente.
A mentalidade do povo português daria vários volumes, mas a mentalidade do político português também daria alguns.
Provavelmente por causa do Estado Novo o povo e, de forma específica, o político português, especificamente, tem um "ódio", uma falta de estima para com a direita. Com a esquerda, nem por isso.
A forma como o Governo trata das questões com paninhos quentes torna-se interessante.
Vejam a forma como não recebemos o Dalai Lama, por causa da China e dos negócios chineses.
Agora é Chávez. Recebe-se o senhor de braços abertos, em teoria por causa do petróleo, de outros negócios pendentes e da comunidade portuguesa na Venezuela.
A verdade é que Chávez ou o Governo Chinês fossem de direita muita água passaria por baixo da ponte.
Mário Soares é o fã nº1 do sr. Chávez, e parece que Sócrates será o nº2. Isto, porque Chávez não é de direita, se o fosse... era fascista. Não o sendo, os direitos individuais são relativos.
Ontem, Sócrates pediu a Chávez para considerar Portugal "a sua casa". Nada como planear o futuro, se a coisa der para o torto, Chávez já tem país onde procurar asilo.
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publicado por wherewego às 10:02

20.11.07
Sinceramente espero que não, mas...Cloverfield tem tudo para ser interessante, ou...
Deixo-vos o trailer...
publicado por wherewego às 16:29

Há coisas que me fazem confusão. Algumas têm que ver com o meu QI, como seria de esperar, outras penso que terão a ver com o QI dos outros.
Há atitudes de governantes e legisladores (e outros) que não têm pés, nem cabeça. O que é o Estado? Ou melhor, quem é o Estado? Ao contrário de muitos, não acredito que nós somos o Estado. Primeiro, porque as medidas não são tomadas tendo em conta o bem do cidadão, e isto acontece cada vez mais. Depois porque o povo refila mas pouco age. Está mal, deve estar, mas a acção limita-se a dizê-lo. Não há acções concertadas, não há zangas generalizadas com o Governo, não amuamos, nem saímos de casa. Refilamos, só e simplesmente.
Tudo isto por causa da ASAE.
É óbvio que há situações em que é necessária a sua intervenção. Obviamente. Como seria óbvio que se respeitasse a qualidade, a frescura bem como a tradição.
Em mais de metade dos casos os comerciantes optam por congelados, peixe, carne ou outros. Os congelados podem ficar no frigorífico durante algum tempo, o que não é congelado só durante um dia, ou pouco mais. Tudo o que tem etiqueta (que por norma indica corantes, conservantes e outros) pode ficar, tudo o que é feito ou transformado pela pessoa (por exemplo, rissóis caseiros) não pode estar na arca, não tem condições, vai para o lixo.
Lia, a semana passada, sobre a morte da açorda. Os restaurantes não podem ter pão de um dia para o outros!!!
Amigos da ASAE! Que vocês nunca tenham comido como deve ser, que não saibam apreciar um bom prato português ou que prefiram o congelado ao natural/fresco é algo que me limita. Limita-me o estômago e limita-me os limites. Pelo que tenho lido e ouvido, o equilíbrio é termo desconhecido por vocês. Não se limitam aos casos flagrantes, à falta de higiene real e preocupante. Querem matar os pequenos negócios, a tradição, o prazer de comer, e a pequena réstia de esperança em quem manda em nós.
Na ânsia de defender o público (AH! Que piada) correm o país em busca de acabar com a javardice, quais Robins dos Bosques modernos, e ao serviço do Príncipe João.
Pena que entre estes governados não haja verdadeiros homens de bem que queiram defender a justiça.
publicado por wherewego às 09:03

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