11.12.07

Por questões profissionais não vou poder estar, de qualquer modo espero que a sessão seja um êxito.
Se alguém quiser uma cópia, pode pedir aqui, que depois entrego em pessoa.
O preço deve estar entre os 5 e os 7 €, não confirmei.
Abraço.
publicado por wherewego às 11:24

Acabadinho de chegar ao gabinete, abro o mail interno, essencialmente para ver se tenho algum mail dos alunos.
Rapidamente descubro que faço parte do Conselho Pedagógico (reunião já para a semana) e tenho vigilância de teste, no Sábado de manhã.
De repente, a agenda começa a ficar mais completa.

Oh, well, e ainda tenho 30 textos para corrigir e um teste para fazer.
Até já...

Adenda: Se o teste já está feito, os 30 textos ainda ali estão, a marinar.
publicado por wherewego às 11:11

Um tipo de telemóvel colado ao ouvido (e à orelha, também) diz para outrém:
"Eu estou neste lugar e tu estás noutro."

Não estava à espera de encontrar Monsieur La Palisse, vivo e com nacionalidade portuguesa, logo de manhã, num café do Barreiro.
De pouco adiantará acrescentar que pedi mais um café.
publicado por wherewego às 11:04

Caro Ricardo Araújo Pereira,

comprei ontem o seu livro Boca do Inferno, e apesar de não ter nada sobre aquela maravilha da natureza ali para os lados de Cascais, não é por isso que escrevo este post.
A razão é mais forte. Sou daqueles que gostam dessa maravilhosa invenção que é o marcador de livros. Ainda assim, raramente os compro, e aproveito os que são oferecidos, nos livros, nas bibliotecas, pelas Câmaras (Municipais, pois claro), etc.
E não, não tenho nada a opôr em relação ao marcador do seu livro. É feito num material bem aceitável, com o desenho da capa e bem bonitinho. Uma boa forma de marketing, pois claro. Mas, uma forma bonita, ou "linda".
E é pelo "linda" que começo a escrever a minha preocupação.
Aparentemente, colocar um marcador num livro não tem grande arte ou saber (antes de o livro ser vendido, não fala da actividade do leitor em marcar a página).
Ora, normalmente aceito o marcador no meio do livro. O tipo (há gente que faz disto um emprego?) abre o livro, coloca o marcador, abre mais um, coloca mais um marcador, ao fim de alguns minutos vai à casa de banho e fumar um cigarro ou beber um café, e volta à penosa tarefa.
Agora, há alturas em que a posição (ou a folha) em que o marcador está colocado pode indicar alguma coisa.
Ontem, quando abri o seu livro, o marcador estava na página 14, como que indicando a página onde o livro começa.
Eu, que nestas coisas, não me dirijo pelo pensamento de ninguém e virei as páginas, simplesmente para ver se a folha de rosto estava bonita e tal. E tirando as mariquices das folhas vermelhas (Benfiquista até mais não, chiça!!!), não desgostei, confesso. Mas, vi que havia uma única crónica dividida pelo marcador.
A crónica "linda" sobre o "mais conhecido e apreciado poeta português" da actualidade, o Grande (e "lindo") Tony Carreira.
Fiquei siderado, pesaroso e ainda vou hoje às diferentes livrarias e grandes superfícies ver se a colocação do marcador foi falta de atenção ou um acto consciente. Claro, que antes de mais terei de ver onde está o marcador onde comprei o livro, não vou atacar toda a gente, quando o problema pode ser com um livreiro particular.
De qualquer modo, tenha cuidado, isto é uma atitude lamentável e xenófoba (belo nome para uma futura cria), não só para o poeta, mas para a sua crónica, as well.

Seu,
publicado por wherewego às 10:50

10.12.07
"Los clubes son elmundo moderno y las selecciones son el mundo antiguo". -Arsène Wenger, entrenador del Arsenal,hace dos semanas

Alguien tiene que venir al rescate de José Mourinho. Tanto por solidaridad ibérica como por interés propio. Ese alguien debe ser el presidente de un club de fútbol español, uno lo suficientemente listo como para reconocer el valor de fichar al mejor entrenador desempleado del mundo. Porque, si no, tan desesperado está el ex del Chelsea por volver a trabajar que podría proponerse el calvario -absurdamente bien pagado, eso sí- de dirigir a la selección inglesa. O eso dice la prensa de allá, que informó el viernes de que Mourinho había volado de Portugal a Londres para entrevistarse con los jefes de la Football Association y proponerles un plan para revitalizar a la moribunda Albión.
Sería terrible. Un desperdicio de talento mucho mayor que el de David Beckham, cuya decisión de semirretirarse en la Liga de Estados Unidos se apoya en la realidad de que le habrían quedado sólo dos o tres años más de fútbol serio, y en la necesidad de satisfacer los caprichos de su mujer. Pero el semirretiro para Mourinho, que con sus 44 años tiene por lo menos 20 más por delante como entrenador de primer nivel, es algo que el mundo del fútbol no debe permitir. No sólo porque es un ganador nato (nos guste o no el fútbol que practica), sino también porque es un grandísimo showman. Con sus ingeniosas sandeces y con esa arrogancia de dios griego que emana, aporta un valor incomensurable al espectáculo más grande de la Tierra. Para el fútbol español, que en los últimos tiempos está perdiendo ratings globales frente al inglés, ficharle sería toda una inyección de vitaminas.
Sólo podrían pagar su sueldo uno de los cuatro o cinco grandes clubes, claro
. El Valencia podría haber sido una opción (si la fue y optaron por Koeman, no entienden nada). El Sevilla podría seguir siéndolo, aunque es difícil imaginar una feliz convivencia entre los superegos de Mourinho y José María del Nido. Y como el Atlético de Madrid va de cine de repente con Javier Aguirre, nos quedamos con el Real Madrid o el Barcelona.
Sería una gozada presenciar la guerra de palabras que se desataría entre el Madrid y el Barça en el caso de que el portugués asumiera el mando en el Bernabéu. Lamentablemente, no parece que vaya a ocurrir. Por la falta de imaginación, primero, de la actual cúpula del club y, segundo, por el hecho innegable de que Schuster está obrando milagros dados los desastrosos fichajes del verano.
El Barcelona, en cambio, no debe ser una posibilidad tan remota para el veterano del Camp Nou, y ex intérprete de Bobby Robson, que en tres segundos y medio llevó al Oporto, y después al Chelsea, de la nada a la gloria. No le vendría mal una dosis mourinhista a este Barça cansino, como tampoco le vendría mal a Ronaldinho. Mejor el incandescente portugués para sacar al brasileño de su letargo que el elegante pero somnífero Frank Rijkaard. El roce entre Schuster y Mourinho, por otro lado, sería lo más grandioso desde los tiempos de Wellington y Napoleón.
En cuanto a Inglaterra, la solución está clarísima: Fabio Capello. El italiano ya ha dicho que le encantaría asumir "el bello desafío" de dirigir a la selección inglesa. A muchos ingleses, los que se fijan más en su currículum que en su estilo de juego, les ilusiona la idea. Y a él le vendría muy bien. Tiene 61 años, con lo cual ya tiene edad para ocupar un puesto que no exige más de un par de meses de trabajo al año. (Diez partidos, como mucho, cada uno con sus tres días de preparación, e ir a ver unos 20 partidos de la Liga inglesa por temporada). Encima le pagarían más o menos lo mismo que le pagaban en el Madrid (unos 500.000 euros al mes) y tendría la oportunidad durante su abundante tiempo de ocio de mejorar su inglés, que nunca viene mal.
Claro, con Capello como entrenador, ¿quién querría ver jugar a Inglaterra? Nadie. Pues mejor. Como dice el más grande, Arsène Wenger, el fútbol de selecciones pertenece al pasado. Si Capello contribuye a hacerlo desaparecer de una vez, nos haría un favor.
John Carlin, no El País de ontem.
(Os sublinhados são meus)
publicado por wherewego às 10:25

07.12.07

A minha colecção de cinem asiático continua a crescer. Esta semana chegaram mais dois filmes, filmados em Hong Kong por John Woo.
O que não deixa de ser interessante, visto que os filmes americanos de John Woo pouco me dizem. Mesmo assim, arrisquei e comprei Bullet in the Head e Hard Boiled. Ambos com Tony Leung, sendo que no segundo, há a presença importante de Yun-Fat Chow.
Ambos são filmes de acção non-stop, com muitos tiros, explosões, mortos para dar e vender e efeitos especiais. Por esta amostra percebe-se porque Woo foi para Hollywood. Se está a ser bem sucedido, é outra questão.
No entanto, há algo que distingue os dois filmes. Enquanto Hard Boiled é um filme de pipocas (partindo do princípio que os espectadores chineses também as comem), com pouco conteúdo e muita acção, Bullet in the Head é um dos melhores filmes que já vi.
Woo realizou em filme em 1990, e conta a história de 3 amigos de Hong Kong, no final da década de 60, aquando da violência para a entrega de Hong Kong à China. Os três amigos envolvem-se em zaragatas, rixas e lutas de rua, e numa delas matam o líder de um dos gangs locais. Tendo de fugir, fazem-no para o Vietnam, palco de guerra, com o intuito de ganhar dinheiro com vários negócios ilegítimos. Aqui junta-se mais um elemento ao grupo, e as coisas começam a dar para o torto com o aparecimento de uma caixa com ouro. A amizade vai ser posta à prova pelo desejo de riqueza.
Bullet in the Head tem tudo, desde humor a violência, passando pelo drama e acabando nos efeitos especiais.
Muitos críticos têm-no comparado a The Deer Hunter de Michael Cimino. Pela temática, pela filmagem e pela banda sonora comparo-o a Era uma Vez na América. Confesso que inicialmente foi a banda sonora que me reportou para o filme de Leone, mas a forma como está realizado, ainda que diferente de Leone reporta-nos, de vez em quando, para o canto do cisne do italiano. Óbvio que a violência num e noutro têm graus e form(ul)as diferentes e a interpretação da narrativa é mais subjectiva em Leone, mas a importância dada à nostalgia ou a nostalgia presente em algumas cenas, o foco dado ao relacionamento, o melodrama de várias cenas fazem-me lembrar Leone.
É um grande, grande filme. Um enorme pontapé no estômago, e uma prova (mais uma) de que há mais cinema para lá de Hollywood. É um filme que nos mais empurrando de estado de espírito para estado de espírito, que nos põe à prova e que mostra o que é a amizade.
Um dos melhores filmes que já vi, e um dos top 10 da minha colecção pessoal.
9/10
Quanto a Hard Boiled... é o John Woo que conhecemos dos filmes de Hollywood. Porrada, explosões, violência e muitos vidros partidos num filme sobre traição e violência.
Para quem gosta do tipo, será melhor do que muitos produtos americanos do género, mas depois de ter visto no dia anterior o Bullet, fiquei com a retina a saber a pouco. Falta o conteúdo para dar corpo à forma.
6/10
publicado por wherewego às 10:43

06.12.07


O pedido de casamento, em Agosto, sem som!

Há coisas que valem pelas imagens e expressões.

publicado por wherewego às 11:46

05.12.07

publicado por wherewego às 12:09

Este tipo anda em todo o lado. Hoje encontrei-o na Time Out, a falar do mais recente livro de CS Lewis, publicado em Portugal.
Um abraço, Tiago.
publicado por wherewego às 10:31


Mais um bilhete para uma ante-estreia. E lá fui eu, ao São Jorge (há séculos que não ia lá), ver Lions for Lambs ou, no vernáculo nacional, Peões em Jogo.

O mais recente filme de Robert Redford trata da Guerra, no Iraque, no Afeganistão, da Guerra dos políticos, dos soldados, dos jornalistas, do que é e da forma como a vemos, cada um no seu cantinho.
O filme é contado em tempo real, e a partir de 3 histórias diferentes.
Seguimos dois soldados, Arian e Ernest, na mais recente tentativa de vencer a guerra no Afeganistão.
Assistimos a uma entrevista entre a jornalista de televisão Janine Roth (Meryl Streep) e o Senador Republicano Jasper Irving (Tom Cruise). Irving convidou-a para anunciar a nova estratégia de guerra no Afeganistão.
Por fim, viajamos até à Califórnia, a uma Universidade, onde vemos um Professor, Dr. Malley, tentar convencer um aluno, Todd Hayes (Andrew Garfield), a vencer na vida, utilizando as suas capacidades. Malley fá-lo falando de dois antigos alunos que se alistaram, Ernest e Arian.


O título do filme, o original, deriva de uma cena em que Dr. Malley cita um General Alemão da 2ª Guerra Mundial. Este teria dito que os soldados ingleses eram leões liderados por cordeiros.
Os ingleses de hoje têm caído em cima do filme porque aparentemente o adágio teria sido "lions led by donkeys". Segundo o The Times, o mais provável é a citação do filme se basear não só em algumas frases escritas e ditas por oficiais alemães na 2ª Guerra Mundial, mas também numa frase de Alexandre, o Grande "Não tenho medo de um exército de Leões liderados por um Cordeiro, temo mais um exército de Cordeiros liderados por um leão".
Qualquer que seja a origem, a mensagem do filme é realmente que quem lidera os conflitos armados são na sua generalidade Cordeiros, e que os soldados no campo de batalha são os verdadeiros Leões.
É esta uma das principais mensagens do filme, para além de ser um retarto amargo da situação americana no Afeganistão, das decisões feitas, do papel do jornalismo na opinião pública e no resultado final dos conflitos.
A principal crítica feita a Lions for Lambs foi de que era demasiado palavroso e nada acontecia. Há acontecimentos, há alguma acção (tiros, mortes, etc), o problema é que é um filme de tese. E a tese, como toda a gente sabe, tende para a verborreia, e aqui não é excepção.

Na minha opinião será um filme interessante para ver em casa ou até para discutir com os amigos, mas sempre com a possibilidade de o poder parar e discutir sobre determinado discurso.
Tem a seu favor que é relativamente curto (88 minutos), mas poderá cansar alguns dos espectadores, mesmo assim.
Eu não desgostei, embora a mensagem não seja nova. É uma homenagem ao papel e poder da palavra, e uma crítica feroz à forma como a Guerra é, hoje nos EUA, feita, declarada e transmitida pelos jornalistas e políticos.

No final a mensagem é uma, a do título. Os Leões estão a ser liderados por Cordeiros.
6/10
publicado por wherewego às 09:59

mais sobre mim
Dezembro 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
15

16
17
22

23
24
25
26
27



arquivos
2011:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2010:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2009:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2008:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2007:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2006:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2005:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2004:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


pesquisar
 
comentários recentes
"Pandev nao mentiu" "Pandev no mintió"
Jornalistas desportivos madrilenos desrespeitam DI...
Don Andrés Amorós Guardiola.....¿Mourinhista?
forcinha amigo :)
se calhar eles arrumam as coisas por secções: mass...
olha que tu também tens as tuas taras a arrumar co...
Já eu tenho no policial um dos meus géneros de ele...
Policiais nunca foi algo que me atraísse muito par...
Na minha opiniao, investir em gato fedorento é sem...
ah... a riqueza de descrever as coisas simples! go...
subscrever feeds
blogs SAPO