25.02.08
Acabei de ver a 6ª série de 24. Finalmente.
Tinha ficado pelos 7 ou 8 primeiros episódios. Depois voltei para mais dois ou três. Mas a família traidora, o sobrinho que é apaz de ser filho... Cansei-me.
24 tem tanto de bom como de mau.
Nesta 6ª série destaco a maior enfase na política, que me agradou; a morte de mais uma das personagens principais, o que me agradou as well; o crescimento enquanto personagem do vice-preesidente, acabou por sair da chapa 5.
O que me desagradou foi o estilo telenovela, gosto de 24, mas irrita-me saber muita coisa desde o início. Que o primeiro vilão não é o vilão principal. Que o Presidente vai cair quando começa a falar lá para o episódio 17 ou 18. Que as traições continuam a superabundar. Que Kack continua a chorar e a ser atormentado por demónios interiores, embora continue a matar a rodos e a chorar e a fugir de si mesmo. Que nunca vai ter uma chance de ser feliz - até tem lógica, mas o modo é sempre o mesmo. Que mesmo quando desobedece a ordens, e nesta série é quase uma norma, nada lhe acontece. E está sempre tudo bem. Que as personagens sejam tão unidimensionais. Já sabemos como vão reagir e o que vão fazer.
Mas que se lixe, embora já não seja refrescante 24 continua a ser interessante. Pena que tenham medo de fugir ao que foi instituído como norma nas primeiras seasons. Eu é que demoro quase um ano para ver uma série quando nas primeiras seasons demorava dois/três dias.
A ver vamos como é o regresso no final do ano.
Mesmo assim, melhor que a 5ª Série.
7/10
publicado por wherewego às 11:07

O crente, pelo menos o evangélico, é conhecido pelo fervor "comunista".
Não poucas vezes canta que quer dar tudo a Deus.
O problema é quando começa a dar vírgulas, letras e acentos.
Até Deus não pedirá tanto.
publicado por wherewego às 11:05

Reltórios. Reuniões. Fotocópias. Aulas para preparar.
O 2º semestre está a começar. Aulas nocturnas...
Melhor que aulas nocturnas só aulas às 8 da manhã.
Atenção. Eu gosto mesmo de dar aulas às 8h da manhã e à noite, embora prefira às 8h.
Manias...
publicado por wherewego às 10:44

22.02.08
Há livros sobre os quais convém não dizer muito. Quanto menos se souber melhor. O prazer da leitura fundamenta-se na descoberta da obra.
Este é um desses.
Ao contrário do que o nome possa sugerir o livro não é, nem por sombras, macabro, nem, de certa forma, fantasioso. Dentro da fantasia que incorpora, é extremamente realista.
Em A Breve História dos Mortos encontramos duas narrativas paralelas.
Na primeira somos levados à cidade, local onde os mortos se encontram depois da morte, e onde permanecem, até que sejam lembrados no mundo dos vivos. Quando a sua lemrança desapare, eles desaparecem também da cidade.
O primeiro capítulo mostra-nos algumas alterações na vida quotidiana nesse mundo. Um vírus no mundo real está a dizimar a população, e a permanência na cidade torna-se muito rápida. Poucos sobrevivem, lembrando-se dos que morrem.
Na segunda história seguimos uma especialista da vida selvagem, a fazer um estudo, patrocinado pela Coca Cola, na Antártica.
Laura vai ver-se sozinha e necessitada de fazer uma longa viagem até ao centro de contacto da expedição.
Sabemos que algures no livro haverá o contacto entre estas duas histórias. De que modo?
Breve História dos Mortos é um livro sobre o poder da memória, e a forma como somos vistos ou notados pelos outros. É um livro sobre relacionamentos, sobre como nos ralacionamos, intimamente ou não, com os outros e a forma como vemos aqueles que passam por nós, em diferentes alturas da vida.
Para além deste tema central, há uma série de críticas, mais ou menos aprofundadas, à vida moderna, à sociedade e cultura.
O poder das grandes empresas, personificada pela Coca Cola, o poder do marketing, o medo dos terroristas e da violência, o que é a fé, o que nos lembramos e a forma como a lembrança dos despe psicologicamente.
Não é um livro existencial, ainda que sobre a existência, mas é o que poderia ser um livro difícil de contentar o leitor acaba por ter um resultado extremamente interessante.
Não que seja perfeito, há capítulos com informações a mais ou a menos. Há personagens que são mais apelativas do que outras. Mas no final Breve História dos Mortos acaba por atingir o(s) seu(s) objectivo(s).
Um dos livros de 2008.
8/10
publicado por wherewego às 11:46

Eu sei que otítulo engana, mas não vou falar da prestação do Benfica ontem à noite.
Num dos canais, no telejornal, vi uma reportagem sobre as buscas na ribeira do Jamor.
A determinada altura, o Comandante dos Bombeiros (?) diz que enganaram os cães e fizeram-nos encontrar algo para eles não desanimarem. Já que há três dias que os bichos procuram algo, sem sucesso.
Já viram o cuidado que se tem com os cães? Cria-se uma falsa descoberta, para eles não desanimarem. Preocupam-se com o estado anímico dos rafeiros.
Fiquei a pensar nisto.
Não seria já altura de o Governo nos animar de vez em quando? Não valerá o nosso estado anímico senão mais, pelo menos o mesmo que o dos cães?

Ainda para mais depois de ler e ouvir as notícias sobre o documento elaborado pelo Sedes.
publicado por wherewego às 11:40

Lembro-me de não gostar do genérico. Porquê? A animação lembra muito a cultura japonesa, com as garças(?) e as flores.

Mais uma vez, é a música o ponto de contacto. E não deixa de ser engraçado o Panda chamar-se do mesmo modo que um dos nossos castigos. Levas tao-tao...

Piadas infantilóides. Oh, well!

publicado por wherewego às 11:01

Nunca fui fã desta série. Mas a música, a música...

E não é de agora a proliferação de bruxas, bruxinhas e afins.

publicado por wherewego às 10:54

20.02.08
Posts novos no Sultans of Music e no Recordar o ABS. Espreitem.
publicado por wherewego às 17:02

Citação de Breve História dos Mortos, de Kevin Brockmeier (pp. 129/130).
- Já ouviste falar em Jesus Cristo?
- Já - respondeu. - Morreu na cruz para espiar os nossos pecados.
Para o tradutor Jesus Cristo deve ser o agente secreto de Deus. o espiar deve ser trocado por expiar - de expiação.
Tradutori traditori (deve haver qui uns t´s a menos).
publicado por wherewego às 16:02

19.02.08
Não mudámos nada e não mudamos nada. Falamos muito. Queixamo-nos de toda a gente. Mas nos momentos críticos ninguém tem culpa.
As cheias de ontem foram um exemplo crasso. Toda a gente refila, mas enquanto forem falando, a obra fica por fazer. Desde que se entretenham as comadres!
Seja de dez em dez anos, ou de vinte em vinte os problemas mantêm-se. Ninguém tem arte para os resolver.
As câmaras sacodem a água, e um pouco da lama. O poder central idem idem. As seguradoras estão mais habilitadas para receber do que pagar. E estamos todos nisto. As televisões têm directos a rodos. Os jornais imprimem algumas notícias.
Do Governo nem uma única palavra, o que até será bom, porque a oposição sacrificá-lo-ia por aproveitamento político.
E o povo, envelhecido ou empobrecido. Sem palavras, dinheiro, negócios, casa.
E pronto. Ficamos assim até às próximas cheias.
publicado por wherewego às 21:51

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