16.04.08
Henning Mankell é o meu autor de eleição no romance policial. Já li muitos outros autores, e alguns foram importantes neste prazer pelo mistério, pelo crime (Conan Doyle, Ellroy, Raymond Chandler, Agatha Christie, Boris Akunin, Ashmett e outros...), mas o que me seduz em Mankell é a natureza "existencialista", problemática das personagens e do narrador. Os romances de Mankell são em certa medida proféticos, mas escalpelizadores, são mais do que um romance policial, mas nunca o deixam de ser, e caneco, são excelentes romances policiais.
Assim, quando posso vou pesquisando, em livrarias ou na net, por outros autores escandinavos.
O ano passado li O Último Ritual de Yrsa Sigurdardóttir, que detestei, e Never End de Ake Edwardson, que não achei nada de especial. Interessante, mas... um pouco aquém.
A semana passsada comprei Borkman´s Point, simplesmente porque o nome do senhor parecia-me prometedor, no que diz respeito à proveniência, Hakan Nesser. Confere, o senhor também é sueco.
Borkman´s Point apresenta-nos o Inspector Van Veeteren, na casa dos 50, que farto de estar de férias (porque não sabe o que fazer) aceita investigar dois assassínios, numa localidade perto da zona de férias. Dois homens foram mortos através do uso incorrecto de um machado, ou será do uso correcto, mas... Ok, esqueçam a piada. Dois homens que nada têm em comum, aparentemente. O caso transtorna a cidade, pequena e onde todos se conhecem, e onde o Inspector, e posteriormente o colega, são vistos como salvadores.
O romance está cheio de reviravoltas, de avanços e recuos na investigação, tem algumas surpresas e achei-o recompensador. Não é Mankell, o estilo não é o mesmo. Mas, as personagens são descritas, definidas, falta a concretização do país, mas os problemas estão lá, as diferenças entre diferentes franjas da sociedade estão lá.
Um autor que parece prometer menos tempos mortos entre um e outro romance de Mankell. Uma boa surpresa.
8/10
publicado por wherewego às 10:59

Há uma patologia que tenho vindo a conhecer melhor. Chegar a casa, cair no sofá e ver o que quer que seja na tv. Por vezes tão cansado ou com paciência sequer para mudar de canal.
Às vezes tenho sorte, outras espero que o sono termine a estucha.
Ontem, enquanto estava na TVI, no intervalo de Fogo Rápido (que era bem pior do que me lembrava, um horror), um filme com o falecido Brandon Lee, filho do também famigerado Bruce Lee, tive que gramar com os intervalos de um quarto de hora, que a bem da verdade foi o que me safaram - vi o intervalo todo e em sinal de protesto fui-me deitar quando o filme começou - quando vi um anúncio ao novo albúm de João Portugal.
Eu não sabia que o tipo tinha álbuns lançados, mas por vezes é bom ser ignorante; por outro acho piada a um Best Of (embora na minha cabeça parecesse fazer sentido acrescentar um f ao of), mas pensei - há canções boas no meio daquilo, há sucessos, há sentido em fazer uma selecção tão cedo na carreira?
Na verdade, a primeira coisa que me veio à mente foi, João quem? Depois vendo as imagens fiquei esclarecido.
Querem uma sugestão?
Yael Naim, esta vem por intermédio da minha noiva. Quem diria que se aprendem coisas com as noivas? As nossas?
publicado por wherewego às 10:37

08.04.08
Bom, bom, seria não ter seleccionadores brasileiros nas selecções. Diga onde assino, é pra já!
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publicado por wherewego às 12:50

As frases de Luís Filipe Vieira no Corta-Fitas.
publicado por wherewego às 12:26

O Acordo Ortográfico no Blasfémias.
publicado por wherewego às 12:17

Por vezes é preciso ter cuidado com as piadas que dizemos. Nem pensamos no auditório que nos ouve, e na possível inadequação da última anedota que nos contaram.
Mas, a verdade é que a distância entre piada e hipocrisia pode ser também uma dúvida.
Ao que parece (vinha no Público), Scolari deu uma entrevista à Fifa Magazine em que diz ser contra a naturalização de brasileiros nas selecções. Citando, "Devíamos pôr um travão nesta prática. O Presidente da Fifa, Joseph Blatter pode ter aqui um papel importante."
Quem chamou o Pepe à selecção, mister? Tem problemas em dizer que não às pressões externas? Não tem coragem (depois de Romario e Baía, não acredito) para continuar a levar a sua avante?
Então fique calado.
publicado por wherewego às 11:51

Dylan recebe um Pulitzer pelo "profundo impacto na música e cultura populares da América".
publicado por wherewego às 11:49

Jaime Gama elogiou Jardim. E muita gente ficou incomodada.
Agora o PND sugere uma estátua erigida ao mesmo Jardim, com cerca de 50 metros e coloca-se a hipótese de ter um mecanismo que lhe permite acompanhar o movimento do sol!
Saberia Gama disto?
Se Gama começar a fazer elogios desmesurados a Sócrates, provavelmente a resposta será que sim!
publicado por wherewego às 11:46

Muitos dos que passam por aqui sabem da predilecção que nutro pela série The West Wing (Os Homens do Presidente).
Ora, várias têm sido as notícias e reportagens ao longo destas semanas sobre a parecença entre Obama e Matt Santos, o candidato a Presidente, hispânico, que no final de sétima série se torna Presidente dos EUA. Muitos têm falado da hipótese da ficção se tornar realidade, dos pontos de contacto entre a série e as corridas presidenciais de 2008.
Uma curiosidade antes demais, Matt Santos foi inspirado em Obama. Logo, as semelhanças não se encontram somente na corrida presidencial, mas há também pontos de contacto entre os dois políticos, o real e o ficcionado.
Ambos os candidatos são jovens, carismáticos, de uma minoria étnica e tendem a basear o seu discurso na união da América.
Eli Attie, escritora e produtora da série, diz "I drew inspiration from him in drawing this character, when I had to write, Obama was just appearing on the national scene. He had done a great speech at the convention [which nominated John Kerry] and people were beginning to talk about him."
Attie diz que a forma como Matt Santos aborda as questões raciais foram também inspiradas em Obama. "Some of Santos's insistence on not being defined by his race, his pride in it even as he rises above it, came from that," remata.
O resto é história, e são mais semelhanças (vejam este vídeo). Muito se tem escrito sobre a (in)experiência de Obama, vejam a 6ª e 7ª série, e mais atrás sobre a capacidade de "roubar votos" fora da sua minoria, vejam -novamente - as mesmas séries.
O estratega mor da campanha de Obama, Axelrod, disse a Ettie que estavam a viver os seus guiões.
Há mais semelhanças, mesmo esquecendo Santos. Há um candidato pregador, há Arnie Vinnick (Alan Alda), o candidato Republicano, que, como John McCain, é um político não muito popular, e que vem de um estado do oeste.
Concluindo, poderá a história repetir-se?
Talvez. Mas, o que muitos desconhecerão é que Santos perdia as eleições. Nos "scripts" originais era Alan Alda quem ganhava as eleições (marca ainda assim de algum conservadorismo?).
Então o que mudou? A morte de Leo McGarry (John Spencer).
Só a partir da morte do actor (vejam o pedido do Chicago Tribune) é que Santos se torna no vencedor das Presidenciais, porque os guionistas acharam que seria demais para os seguidores da série assistirem à morte de Leo e à vitória de Vinnick.
Portanto, alguém que queira seguir o guião mesmo à risca?
Entretanto vamos vendo esta espécie de recriação da série. No mundo real.
publicado por wherewego às 11:14

Mourinho aparece na lista dos treinadores mais bem pagos de 2007, em primeiro lugar, com quase o dobro do segundo lugar. Isto para quem trabalhou só até Setembro...
Interessante o recuo e o mea-culpa do Record. Ontem, apresentavam Rui Costa como um mânfio que tentou tomar de assalto o gabinete do árbitro, hoje reconhecem as virtudes do 10 benfiquista e fazem mea-culpa, inclusivé no Editorial. Pedem desculpa pela verdura do jornalista e pelo que foi escrito. A ser verdade, a ausência de dados no relatório pode nada indicar, já que é algo normal no futebol português, é de realçar a rapidez, de qualquer modo estranho algum serventismo, que posso estar a confundir com culpa verdadeira.
Terminando com Filipe Vieira, o presidente benfiquista. Depois de algum tempo a ganhar à custa de erros grosseiros de arbitragem. Lembro-me de alguns mergulhos de Simão, de faltas inexistentes, muitas vezes transformadas em golo pelo génio do extremo, Filipe Vieira tem-se dedicado a culpar os árbitros pelas não vitórias.
Tentando provar o seu ponto de vista diz que «nunca recebi árbitros em minha casa», o que a ser verdade só prova uma coisa. Vieira divide o profissional do privado. Importante seria dizer que nunca recebeu árbitros, em casa, no Estádio da Luz, em restaurantes ou bares duvidosos.
Já ontem o escrevi, Vieira não fica bem no papel de bufo, até porque os árbitros portugueses são maus, e é larga a distância entre benefício e azelhice, porque o Benfica tem sido beneficiado ao longo das últimas épocas, como todos os outros três grandes, e porque, toda a gente o reconhece, o grande problema do Benfica é não ter conseguido jogar futebol suficiente para vencer os jogos.
Aliás, tirando o Sporting, parece-me que tanto o Porto (Quaresma, especialmente) e o Benfica (são muitos) jogam a contar com o apito do árbitro sempre que um jogador se atira para o chão. Ora, em primeiro lugar deviam jogar para o espectáculo, e não a pensar na queda e posterior falta assinalada.
publicado por wherewego às 10:57

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