11.07.08



Como está escrito mais atrás, ontem fui ao cinema.
Infelizmente temos de apanhar com anúncios, ainda me lembro do cinema só com trailers... Mas enfim...
Ora, um dos anúncios pareceu-me de mau gosto. Encontra-se acima, e não me parece o mais indicado para uma sala de cinema.
Por alguma razão já não existem empregados para sentar os espectadores, mas mesmo assim senti-me desconfortável a ver aquele anúncio no cinema.
Quase como se o patrão estivesse a gozar comigo, a dizer que as minhas circunstâncias (e não me parece que ninguém trabalhe no cinema por opção/sonho de vida) são uma piada.
Há anúncios que ganham uma nova roupagem, adquirem um outro significado num diferente contexto. É o caso deste, dentro de uma sala de cinema.
O que vale é que o Wanted serve de texto libertador, com a sua mensagem de viver uma vida nova.
publicado por wherewego às 08:56

O Senhor Blatter veio dizer que Ronaldo devia poder mudar de clube e que há escravatura no mundo do futebol.
É triste ver associado o termo escravatura e futebol porque não pode haver nada mais díspar.
É escravatura resgatar jovens da miséria e ignorância e dar-lhes 900.000€ por mês? Que eu saiba o Ronaldo assinou de livre vontade, ninguém o obrigou. Se queria saír tivesse assinado por menos anos.
E depois vem o Presidente da Fifa, que devia estar calado, com declarações destas. Deve ter apanhado sol a mais.
Pessoalmente espero que o Ronaldo vá para Espanha, espero que tenha o mesmo sucesso que Scolari no Chelsea. Farto destes escravos da bola, que só pensam em dinheiro, que não têm humildade e que cada vez que abrem a boca é uma desgraça.
Não me parce que o futebol espanhol seja o melhor para Ronaldo, ou que a equipa do Real seja a mais indicada. Ronaldo não rendeu no Europeu por culpa da táctica, Ronaldo fez a época que fez porque tinha uma equipa a jogar para ele, no Europeu era mais um. Duvido que no Real toda a equipa jogue para ele.
Quanto a Scolari... acho um ano muito. Vamos a ver quanto tempo fica em Inglaterra, mas se ficar um ano fico boquiaberto. Scolari não tem cultura táctica, não vê os adversários, não descobre soluções de última hora, joga sempre da mesma maneira. Não sei se em Inglaterra resultará. Por outro lado, Abramovich parece saber de futebol tanto como Madaíl.
publicado por wherewego às 08:43

10.07.08


Há imenso tempo que não ia ao cinema, e nem consegui ver o Indiana Jones, mas depois de ter passado a manhã a escrever uma acta e em casa a ver a instalação dos electrodomésticos apeteceu-me ver um filme.

Decidi-me por este Wanted, realizado por Timur Bekmambetov (o mesmo de Nightwatch), com James McAvoy, Morgan Freeman, e Angelina Jolie.

O filme é baseado na mini-série de Mark Millar e J.G. Jones, que nunca cheguei a acabar por não ter gostado dos primeiros dois números (sim, eu sei, Domingos, excomunga-me).

Mas vi uma das primeiras sequências do filme, e apeteceu-me descansar a mente e deliciar-me visualmente.

Wesley Allan Gibson (James McAvoy) é um tipo normal. Bem na realidade não é assim tão normal, é um verdadeiro looser. Tem ataques de pânico, é introvertido e o melhor amigo trai-o com a namorada.

Quando encontra Fox (angelina Jolie) tudo muda. É introduzido a/numa fraternidade de assassinos que o tentam treinar, para que possa matar o traidor (Cross) que limpou o sebo ao seu pai.

Violência, grandes sequências de acção, actores conhecidos (com excepção do actor principal), e uma excelente realização para quem gosta de adrenalina e efeitos especiais.

O filme destaca-se pelo trabalho do realizador (há pormenores extremamente interessantes) e por Angelina Jolie (eu que nem costumo gostar da senhora, mas aqui rendo-me).

A história é o que se esperava num filme de acção, mas há um esforço para contextualizar o feitio de Wesley e Fox, e a Fraternidade. Não é um dos meus filmes favoritos, mas tem algumas das melhores sequências de acção que já vi, e por isso será revisto algumas vezes no futuro.

É um típico filme de verão, mas desta vez esquece o público adolescente e tenta apontar a um público mais adulto, resta saber se a irreverência e o jargão agradarão o suficiente, ou se o estilo cínico e violento não chamará também os adolescentes.

Interessante, mas eu fico-me pela parte técnica.

6.5/10 (no total)

8/10 (pela realização)

publicado por wherewego às 21:35

09.07.08
Ler Os Homens que Odeiam as Mulheres (conhecido também como o 1º volume da série Millenium) de Stieg Larsson tem-se provado um exercício de prazer, mas também uma tentativa de contenção. Tenho optado por ter o livro longe de mim, porque senão não faço outra coisa.
Leiam...
publicado por wherewego às 22:52

Os crentes evangélicos têm trocado a ordem de algumas coisas ou entendido mal algumas das verdades encontradas nas Sagradas Escrituras.
Lembro-me do "jejum e oração". Não será das coisas mais inteligíveis em termos práticos. Se a oração já é o que é, quanto mais acrescentar àquela prática o jejum.
Pregava há algumas semanas e dizia que o Jejum e a Oração eram das coisas mais praticadas pelos crentes de hoje, mas de uma forma errada.
Vamos à Igreja ao Domingo, ouvimos a pregação do Pastor, lemos a Bíblia e cantamos.
No resto da semana estamos em Jejum e Oração. Não há palavra lida, e vamo-nos lembrando de falar com Deus de vez em quando. Não era este o Jejum e Oração que Jesus tinha em mente.
Reformar, sempre reformando, mas em primeiro lugar os nossos corações.
publicado por wherewego às 10:00

As transferências no mundo do futebol têm sido mornas, já estas são bem mais interessantes.
Com a mudança de Manuel Alberto Valente da Asa para a Porto Editora alguns escritores acompanham o editor na travessia.
De agora em diante os livros de Luís Sepúlveda, Rosa Lobato Faria, Sveva Modignani e Rosa Montero terão a chancela da ASA, mas o autor que a mim mais me interessa que os acompanha é Arturo Pérez-Reverte.

Um golpe de Asa por parte da editora. Mais detalhes no DN de hoje.
publicado por wherewego às 09:53

A ser verdade o que o 24 Horas diz Quique Flores receberá o apoio de muitos benfiquistas, mas o futebol português fica mais pobre em termos de piadas futebolísticas.
Mas, o que é que o 24 Horas diz? Que o treinador do Benfica dispensou Nuno Gomes!
O que a meu ver é uma pequena bomba.
Verdade que Nuno Gomes já não é o matador que foi durante duas épocas. Verdade que de vez em quando abria a boca mais do que o presidente esperaria. Verdade que deve ser um dos jogadores mais bem pagos do plantel. Verdade que falha golos incríveis. Verdade que os adeptos adoram implicar com ele.
Mas nem foi dos piores no Europeu. O problema de Nuno gomes é que é melhor tabelador do que finalizador. Mas isso já se sabe há muito.
Para o mal e para o bem, Nuno Gomes sempre me pareceu daquela raça de jogadores demasiado benfiquistas para o seu próprio bem.
De qualquer modo, Quique Flores parece não ter medo de afrontar as vacas sagradas, o que é bom, ou mau consoante a filiação futebolística.
Pode ser que desta vez tenham acertado no homem. Estarão preparados para a mudança?
publicado por wherewego às 09:40

As novas camisolas do meu FCP têm uma inscrição na gola: "A Vencer desde 1893".
O que, convenhamos, é bonito.
Mas, nestas coisas são o marketing e o sentimento de orgulho que mandam, porque a bem da verdade o que se devia ler era "A vencer desde 1983!"
A partir daí é que temos sido imparáveis.
publicado por wherewego às 09:36

08.07.08


As brincadeiras que se fariam com bonecas destas...
No meu tempo não havia nada disto.
Será que o Stallone teve a ideia do último Rambo ao ver uma boneca destas?
publicado por wherewego às 01:00

07.07.08
Entrei no café, fiz o pedido e sentei-me a ler a LER. (bonito jogo de palavras)
Olhei para a televisão, e ao canto do espaço um dos clientes acenava e chamava alguém do outro lado.
O pedido chegou, ia lendo a revista e de vez em quando via pelo canto do olho movimento. O tipo continuava a esbracejar e a chamar alguém. Tinha a certeza que não era para mim, porque já comprovara que ele não olhava para mim, e porque não o conhecia de lado nenhum.
Ao fim de uns momentos o tipo chega ao pé de mim. Afinal esbracejava e tentava chamar a minha atenção! Abriu a boca algumas vezes, mas não percebi nada do que disse. Ou não era português, ou estava sob alguma substância engraçada. Do muito que disse percebi duas coisas, ou acho que percebi.
Que eu não era quem ele pensava. Duh!
E que eu tinha um cabelo na mão, que ele simpaticamente tirou, voltando de imediato à sua vida.
A dúvida persegue-me. Teria o tipo visto o cabelo na mão desde o momento em que entrei no café?
publicado por wherewego às 18:40

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