12.11.08
Madagascar 2 estreou nos EUA e fez 63.5 milhões de dólares, o primeiro fizera em mesmo perído 47.2 milhões.

Ficamos à espera.
publicado por wherewego às 11:54


publicado por wherewego às 11:53

Bruno Aleixo. Sabem quem é?
Então descubram aqui. É imperdível. Eu achei delirante, mas acredito que não seja para todos. O humor é algo...hum...sui generis.
publicado por wherewego às 11:23

Afinal o observador do Sporting-Porto deu, segundo o Record, ao árbitro Bruno Paixão a nota de BOM!
A única explicação que me vem à mente é que o senhor deve ser madeirense.
Por seu lado, a APAF (esse garante de seriedade no Futebol português) quer mão pesada para Paulo Bento. Duas coisas. Uma, estes senhores deviam estar mais interessados nos árbitros e não no resto. Se tratarem dos problemas em casa, evitam outros. Segunda, isto termina quando um árbitro foi espancado. E depois quem culpam?
Claro que a Fifa prefere adiar o inevitável. Em vez de juntar o útil (os árbitros, embora o termo seja discutível) ao agradável (novas tecnologias), prefere acrescentar dois árbitros (mais?). Ora, se 1+1=2. A verdade é se são todos maus, mais é pior. Enfim... Já não tenho Sportv e, cada vez mais, prefiro o futebol americano. Dá pica e é mais verdadeiro.
publicado por wherewego às 11:07

11.11.08
Não deixa de ser irónico que um Ministério que desiste de avaliar os alunos tenha uma tão grande necessidade de avaliar os professores desses mesmos alunos.
É para mostrar trabalho?
publicado por wherewego às 14:00

Li o pequeno grande livro de Miguel Real, O Último Minuto na Vida de S.
Gostei bastante. Um romance criado à volta da relação entre Snu Abecassis e Sá Carneiro.
Um livro que nos mostra as contradições do Portugal de antes e após a revolução, e nos obriga a fazer a síntese dos anos da Democracia. Um livro que nos põe a colocar hipóteses.
Mas antes demais, um livro que mostra o que uma sueca poderia pensar. Pensar num país retrógado, de como as suas atitudes podiam mudar alguma coisa (criar um editora num país cinzento), de como chocava os ideiais da época. O não querer ser só mais uma dona de casa. O medo do marido das atitudes dela, que punham em causa o nome da família.
Os últimos dois capítulos, principalmente o último. Dorido, mas feliz, e certa medida. Porque morre, mas completa. E com ela, as cinzas de um portugal novo.
Leiam. Não custa muito, é pequenino.
publicado por wherewego às 13:32

06.11.08
Sócrates foi mais uma vez ao Parlamento.
Eu ouvi-o do Barreiro até Lisboa.
Sócrates quase nunca responde ao que lhe é perguntado. Ontem, não foi excepção.
As críticas ou medidas dos outros partidos são cinicamente ultrapassadas, ou para dizer que já fez mais que os outros (logo, o mínimo garantido) ou para criticar as atitudes passadas dos partidos. Sócrates só ouve o PS e a si próprio.
Entre o que foi dito, Sócrates repetiu pela milésima vez que vai muito mais ao PArlamento do que os PM anteriores.
Para quê, pergunto-me eu?
Ficava no Gabinete, trabalhava um pouco mais e dispensava-nos da oratória auto-elogiosa e ignorante de tudo o mais.
Espero que um dia, algum deputado pergunte ao PM qual o último filme que viu, o livro que está a ler ou o restaurante favorito.
Pode ser que a estas o PM decida responder. E quiçá estas respostas possam ter mais interesse que as que ele dá.
publicado por wherewego às 14:52

05.11.08
Quase toda a gente está felicíssima com a vitória do primeiro presidente preto dos EUA.
Que é coisa nunca vista.
Muitos apontam o dedo aos EUA, pelo racismo.
Pergunto eu, conseguiríamos eleger nós um presidente preto? Desculpem, um Presidente da Junta de Freguesia? Quantos deputados pretos existem no nosso país?
É tão fácil criticar os outros por racismo.
publicado por wherewego às 14:42

Provavelmente, e em proporção, os blogs portugueses dedicam mais tempo de antena às Eleições Americanas do que os próprios americanos.
Como todos os europeus os portugueses fizeram figas para Obama votar. E agora estão felizes da vida. Portugal não ganha com Queiroz, mas ganha Obama? Assim fico menos infeliz.
Dificilmente Obama será pior que Bush. Mas a desiludir não quero deixar de ler e ouvir os que vêem Obama como Deus, ou como a salvação da política, ou como um político do Séc. XXI.
Concluindo, Obama ganhou? Porreiro. Quero ver a evolução dos que aqui entusiasmaram-se mais do que com as nossas eleições.
publicado por wherewego às 14:38

João Aguiar foi um dos meus autores favoritos durante anos. Continua a sê-lo. Li-lhe os livros quase todos, e entre os favoritos destaco o incontornável A Voz dos Deuses, bem como a trilogia de Santo Adriano (Os Comedores de Pérolas, O Dragão de Fumo e A Catedral Verde), este último será o meu favorito.
A partir de 2001, comecei a desiludir-me com os livros de Aguiar.
Achei desnecessário o Diálogo das Compensadas, quiçá obra mais interessante se vertida para reportagem, como desnecessário O Sétimo Herói, pastiche pouco concreto que tenta glosar o fantasia, com base numa antologia que o autor comprou na FNAC (numa das entrevistas o autor dizia que tinha sido tentado a descobrir se conseguia fazer melhor do que os contos que tinha lido. Podia ter, das duas uma, ou escolhido um melhor canon ou olhar para a fantasia que já fizera anteriormente, de uma forma mais séria, mesmo a brincar.
Uma Deusa na Bruma foi um suplício, sem ver objectivos claros. Saltei O Jardim das Delícias e Lapedo – Uma Criança no Vale. E voltei a sorrir com O Tigre Sentado.
Foi assim que olhei, num misto de curiosidade e receio, para O Priorado do Cifrão, uma obra conscientemente irónica e crítica ao boom da literatura de teorias da conspiração, com foco na obra de Dan Brown.
Gostei? Bastaria o regresso de Santo Adriano para me aproximar emocionalmente do livro. Felizmente, faz mais do que fazer regressar o herói da trilogia anteriormente citada.
O Priorado do Cifrão goza com toda a histeria (editorial, inclusive) à volta dos acontecimentos relacionados com os best-sellers baseados em teorias da conspiração, mais ou menos esotéricos, que (opinião dos personagens do livro) são má literatura, má exegese, má História, mas que conseguem o sucesso a partir da má educação dos seus leitores, e do peso dos grupos transnacionais e transsectoriais de que as editoras fazem parte.
Para isso, João Aguiar usa e abusa do seu conhecimento dos gnósticos e das discussões no seio da Igreja Cristã ao longo dos séculos. O crítica ao país real e a homossexualidade são temas recorrentes na sua obra, que aqui continuam a persistir.
A história é recambolesca? Não mais do que muitas outras que por aí andam nos escaparates. Mas a figura de Miguel é extremamente portuguesa, nos hábitos (ou em alguns) e no modo de ser. As mortes são mais que muitas, as organizações em combate também, e não falta a presença de agentes do MI5, comparados ou comparando-se com a Judite portuguesa ou com o SIS.
João Aguiar fez o que não tinha feito em O Sétimo Herói, criticou um género de forma séria, nunca perdendo o humor. O que é sempre uma mais valia.
Dentro da produção do autor neste novo milénio é, para mim, o melhor, dos que li. No conjunto da sua obra não envergonha.
Um livro a descobrir, para rir e concordar com muitas das críticas que são feitas. Pensando no que lemos e porque lemos, e na necessidade de ter uma atitude crítica perante o que é lido.
Altamente recomendável.
PS. Os clichés estão todos lá. Se não estivessem, a glosa teria sido pouco eficiente.
A crítica feita aos grandes grupos editoriais (que detêm várias editoras)é certeira, e certamente pessoal. Este é o primeiro livro de Aguiar pela Porto Editora, e há lá no meio considerações de um autor (Adriano, quem mais?) sobre o tratamento deste grandes grupos.
PS2. Uma vez perguntei a João Aguiar se ressuscitaria Santo Adriano. Ele respondeu que de momento, Adriano estava morto, por assim dizer.
Aguardo com ansiedade mais uma ressurreição deste "Santo".
publicado por wherewego às 11:23

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