07.01.09
72 livros lidos ao longo de 2008.

De fora, ficam alguns a meio (abandonados ou a esperarem por outra oportunidade).

Acabei por ler menos do que é normal, primeiro porque a vida de casado impõe outras prioridades, e porque o Mestrado impede a leitura desejável, pelo menos ao nível dos romances.



Assim deixo aqui a lista do que li, tentando escolher os melhores e os piores.


Stieg Larsson - A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo
JK Rowling - Contos de Beedle, o Bardo
Manuel Serrão, Miguel Esteves Cardoso e Rui Zink - Os Senhores da Má-Língua
Alexander McCall Smith - Angus
João Aguiar - O Priorado do Cifrão
Ian Rankin - The Black Book
R C Sproul - O Mistério do Espírito Santo
Ondjaki - O Assobiador
Ondjaki - A avó Dezanove e o segredo do soviético
Kathy Reichs - Devil Bones
Kathy Reichs - Bones to Ashes
Daniel Silva - O Criado Secreto
Ondjaki - E se Amanhã o Medo
Ondjaki - Os da Minha Rua
Ondjaki - Bom dia camaradas
Hakan Nesser - The Return
Luther Blisset - O Espiao do Vaticano (2vols)
Ruben A. - Páginas IV
Ruben A. - Páginas III
Gonçalo Cadilhe - Nos passos de Magalhães
Stieg LArsson - Os homens que não gostam de mulheres
Campbell Armstrong - The Last Darkness
Peter Robinson - Wednesday’s Child
Ruben A. - Páginas II
António Sousa Homem - Os Males da Existência - Crónicas de um reaccionário minhoto
Ruben A. - Páginas I
Nuno Costa Santos - Melancómico - Aforismos de Pastelaria
Peter Robinson - Past Reason Hated
Peter Robinson - A Necessary End
Peter Robinson - Playing with Fire
Hugh Laurie - O Vendedor de Armas
Vários - O Prazer da Leitura
George R R Martin - O Despertar da Magia
Rudolf Bultmann - Milagre - Princípios de Interpretação do Novo Testamento
John Morgan Jones - The Revelation of God in the Old Testament
Mário de Carvalho - Fantasia para dois coronéis e uma piscina
Steven A. Grasse - O Império do Mal - 101 Maneiras de como a Inglaterra deu cabo do mundo
Gonçalo M. Tavares - Jerusalém
Eça de Queiroz - O Crime do Padre Amaro
Gonçalo M. Tavares - A máquina do Sr. Walser
Garth Nix - A Missão de Sabriel
Gary Gilley - Is That You Lord?
Abel Barros Baptista - A Infelicidade pela Bibliografia
Pascal Mercier - Night Train to Lisbon
Hakan Nesser - Borkman´s Point
George R. R. Martin - A Fúria dos Reis
Henry Nowen - Viver é Ser Amado - Vida no Espírito
Dee Henderson - The Healer
José Cardoso Pires - O Lavagante
Jacques Chessex - O Vampiro de Ropraz
Ildefonso Falcones - A catedral do Mar
Boris Akunin - The Death of Achilles
Manuel da Fonseca - O fogo e as cinzas
Leonardo Padura - Ventos de Quaresma
Leonardo Padura - Adeus, Hemingway
Nuno Crato - Passeio Aleatório peça ciência do dia-a-dia
Leonardo Padura - A Neblina do Passado
Kevin Brockmeier - Breve História dos Mortos
Clive Cussler - Raise The Titanic
Sándor Márai -As Velas Ardem até ao Fim
Clive Cussler - Fire Ice
CS Lewis - Para além da personalidade (Beyond Personality)
Ellis Peters - Um Beniditino raro - A Origem do Irmão Cadfael
Iain Pears - The Bernini Bust
Arturo Pérez-Reverte - O Sol de Breda
Eça de Queiroz - Civilização
Simon Scarrow - The Eagle´s Prophecy
Henning Mankell - Firewall
Henning Mankell - Depths
Fernanda Durão Ferreira - A Terceira Atlântida
Arnaldo Jabor - Amor é Prosa, Sexo é Poesia
Luís Miguel Duarte - Aljubarrota - Crónica dos Anos de Brasa 1383-1389








Gostos não se discutem, lamentam-se e os que menos me agradaram, este ano, foram o díptico de Luther Blisset - O Espião do Vaticano, que me roubou tempo precioso, e que achei chato, demasiado ordinário (em termos de linguagem), e pouco apelativo. Não sei do que estava à espera, mas o que li, não me agradou minimamente.

Nos Passos de Magalhães de Gonçalo Cadilhe, não é um mau livro, mas que está aquém dos anteriores, está; talvez por não ser um livro de viagens puro e duro. Não é que tenha desgostado, mas dentro do conjunto dos seus livros de viagens, achei-o dispensável.

O Vendedor de Armas de Hugh Laurie, sim, esse mesmo. Antes de grangear admiração pelo mundo inteiro como o Dr. House, Laurie escreveu este livro. Já o andava a namorar há algum tempo, mas o namoro saiu-me pela culatra. Não sei se pela tradução, mas o livro não me cativou por um momento que fosse.

Steven A. Grasse e o seu O Império do Mal - 101 Maneiras de Como a Inglaterra Deu Cabo do Mundo, divertiu-me, mas cansou-me, ao mesmo tempo. Não tenho simpatia especial pelos ingleses, mas achei que o autor levou o seu ódio de estimação até ao limite, quando muitas das críticas se podiam aplicar aos, por exemplo, ianques.

Sou apaixonado por policiais e, por isso, investi em algumas obras de Iain Pears. Dos que comprei só li The Bernini Bust, não me aqueceu, nem arrefeceu, mas andou comigo semanas a fio. Não gostei da escrita e, provavelmente, crimes no mundo da arte (neste) não são o meu cup of tea.

Li o bestseller de Pascal Mercier, Night Train to Lisbon, e achei-o pastoso e demasiado mastigado. Poderá ser interessante daqui a 20 anos, quando me encontrar perto dos 50, até lá, escondo-o na parte de trás da estante. Não tive paciência para tantas dúvidas.

Terminando, num pecado mortal, provavelmente, detestei Arnaldo Jabor e o seu Amor é Prosa, Sexo é Poesia . Defeito maior, quiçá, mas achei piada a duas ou três crónicas.





Passando ao que me encheram as medidas.


2008 foi o ano em que descobri alguns autores.

Stieg Larsson e os primeiros 2 volumes da trilogia Millenium (Os homens que não Gostam de Mulheres e A rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo), dois tijolos que me deixaram a arfar por mais. Pena que o autor já tenha morrido e só falte um volume (vá, com sorte, dois).

Ondjaki, de quem li vários livros, mas destaco Os da Minha Rua e Bom dia Camaradas. Pelo humor, pela memória, por me convencer que no meio das diferenças, os Portugueses da sua geração não serão assim tão diferentes dos Angolanos. Ondjaki foi um dos preferidos e um dos que agora espero ansiosamente por novos livros.

Descobri, igualmente, Ruben A., através dos primeiros 4 volumes das Páginas, e o que mais me encantou foi a escrita. Se muito do que Ruben A. escreveu me passa completamente ao lado, por ignorância (dos acontecimentos e dos intervenientes), a escrita aliciou-me. Um dos meus favoritos.


Mas nem tudo foram descobertas. Regressei (ou eles regressaram) a autores já conhecidos.


João Aguiar surpreendeu-me pela positiva. Desde a Catedral Verde que não gostava particularmente de nada do que ia saindo. Este Priorado do Cifrão, serve para matar saudades de "Santo Adriano", e diverti-me que nem um louco. Claro que o ataque a romances esotéricos e de teorias da conspiração ajudou. Foi dele um dos mais divertidos e críticos romances de teoria da conspiração dos últimos tempos.


Voltei a ler Kathy Reichs, Devil Bones e Bones to Ashes. Tendo lido quase toda a colecção, continuo a gostar da mesma, com excepção de um livro em que a autora entrou nas conspirações e tentou "provar" a morte de Cristo. Dois bons regressos a Tempe, que continua bem melhor que a adaptação fraca, fraquinha, de Tv - Bones.
De Daniel Silva li O Criado Secreto. Continua a ser um dos meus autores favoritos e uma das minhas séries favoritas.
Ri com Nuno Costa Santose o seu Melancómico - Aforismos de Pastelaria. Altamente recomendável.

Gostei muito do Angus de Alexander McCall Smith, de quem nunca lera nada. Nele descobrimos o deus Celta dos sonhos. Uma pequena pérola.

No Top 3, colocaria Os Males da Existência - Crónicas de um reaccionário minhoto de António Sousa Homem (ou Francisco José Viegas). A Infelicidade pela Bibliografia de Abel Barros Baptista e Fantasia para dois coronéis e uma piscina de Mário de Carvalho. Top 3 anárquico, sem nenhuma ordem específica.

Mais alguns dos que li encheram-me as medidas, mas o post já vai longo. Deixo-os aqui somente em forma de lista:

O Despertar da Magia e A Fúria dos Reis de George R. R. Martin, é fantasia, mas podia não ser. Excelente.

John Morgan Jones - The Revelation of God in the Old Testament. O primeiro capítulo sobre a história na perspectiva bíblica é imperdível para os cristãos.

Li, pela primeira vez, Gonçalo M. Tavares, e rendi-me (Jerusalém e A máquina do Sr. Walser).
Descobri, igualmente, Hakan Nesser. O primeiro romance, Borkman´s Point, é muito bom. O segundo da série já não me convenceu.

Agora é que é mesmo em lista:

José Cardoso Pires - O Lavagante

Ildefonso Falcones - A catedral do Mar

Nuno Crato - Passeio Aleatório peça ciência do dia-a-dia
Leonardo Padura - A Neblina do Passado
Kevin Brockmeier - Breve História dos Mortos
Sándor Márai -As Velas Ardem até ao Fim
CS Lewis - Para além da personalidade (Beyond Personality)
Henning Mankell - Firewall
Luís Miguel Duarte - Aljubarrota - Crónica dos Anos de Brasa 1383-1389

Esperemos que 2009 traga oportunidade de ler mais e melhores livros, ou tão bons!
publicado por wherewego às 14:48

Aos responsáveis da Agência Lusa. Estagnação aparece antes de Recessão ou depois?
publicado por wherewego às 00:30

02.01.09

Para quê beber, se o estado normal é este?

(Nota: foto tirada antes da aguardente velha, imaginem depois)
publicado por wherewego às 10:42


Nunca fui de muitas confusões e, de há uns anos para cá, prezo, cada vez mais, o aconchego da casa.

Assim, a passagem de ano foi passada a 3 - com a esposa e a gata.

Por volta das três, os sogros e dois dos cunhados fizeram a primeira visita do ano.


Deu para rever O Labirinto do Fauno (que ela não tinah visto) - gostei ainda mais do que da primeira vez, ver o especial de ano novo do Zé Carlos (um sketch digno desse nome), comer camarão, leitão e uma aguardente velha CRF.


Que venha 2009.


Um bom ano para todos vós.
publicado por wherewego às 10:34

Tou numa sala, no ISCTE.
A instituição (quase Fundação) deve estar a funcionar, hoje, a 2%. Num dos edifícios não há corrente, até às 14h.
Uma só porta aberta. Bares, Biblioteca e restantes serviços fechados.
Abriram uma salinha, para os estudantes, loucos o suficiente, que vêm à escola trabalhar o poderem fazer.

A sala é pequena, e está quase cheia.
O som é parecido com uma reunião de oração. O burburinho é grande, e pouco perceptível. MAs todos falam.

A resposta às orações chega durante este mês.
publicado por wherewego às 10:12

A M. enviou-me a sua resolução de Ano Novo.
Deixo-a convosco:

Olá!
A minha resolução de ano novo tem por objeto um tema bem polémico da atualidade.
Como projeto de ano novo, (sim a partir de 1 de janeiro), vou (tentar) adotar o novo acordo ortográfico. Parece-me a atitude mas correta, uma vez que escrevo essencialmente para alunos, que mais tarde ou mais cedo, terão de escrever assim.
Pensem assim: estou a otimizar a escrita porque poupo carateres e aproximo a grafia da oralidade, unifico a língua que só sai prestigiada (e torna-se muito mais fácil plagiar da net, basta ter atenção a questões de natureza sintática), só vantagens!
E, ainda que esta ação me deixe com os olhos úmidos (tinha algum afeto pela grafia anterior), comprometo-me desde hoje a fazê-lo. Não há de ser assim tão difícil.
Assim, para todos os que leem este mail, mesmo para aqueles que neste momento estão roidinhos, a todos sem exceção, UM FELIZ 2009!
Beijitos

P.S.1 Repararam como escrevi polémico e não polêmico? É que tem grafia dupla :p
Logo de manhã, constatei que o Record seguiu a mesma resolução, e os texto já estão escritos na grafia actualizada.
No que a mim me diz respeito, terei, por motivos de trabalho, ter em conta o Acordo Ortográfico. Mas, por enquanto, e aqui, neste cantinho, continuarei a escrever como aprendi.
Lá diz o povo, burro velho não aprende línguas. Tentem ensinar o burro a zurrar, orneiar, ornejar, urnejar, rebusnar, relinchar ou zornar da mesma forma, mas duma nova forma, ainda assim.
Eu fico-me pelo português que aprendi. Claro que as línguas mudam. Mas condescendo com maior vigor para com aquelas que se transformam "naturalmente" e não por constrangimentos de ordem económica e legislativa.
publicado por wherewego às 09:54

Este blog anda com gripe. E deverá sofrer da maleita até meados de Fevereiro.
Assim sendo, com as vias respiratórias obstruídas, não queremos deixar de vos desejar um bom 2009.
Vi, com os olhos moderadamente abertos, a comunicação do nosso Presidente da República, ontem, à noite.
E o que mais me chamou a atenção foi o genérico. Não sei se estiveram com atenção, mas aquele genérico somos nós, ou é como nós, melhor dizendo.
Para o que é, penso que será um genérico longo ( dura tanto como o hino, que serve de banda sonora). Mas, mas do que isso, o que me captou a atenção foi a cromática.

A cores e a preto e branco, ao mesmo tempo. Dum lado, a bandeira, dividida cromaticamente, no centro, a cair para o canto inferior esquerdo,algumas imagens do nosso país, e do nosso PR, a preto e branco.

Imagens cinzentas, a introduzir o ano que começou ontem.

PS. A realização também deixou a desejar, ainda que a opção pelo "Portugueses/portuguesas" sempre que o PR se virava para a segunda câmara, seja interessante. Interessante, no meio da modorra, claro.

publicado por wherewego às 09:44

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