26.02.09
...e não o ter.
O que mais me tem incomodado é a necessidade da leitura e a impossibilidade de o poder fazer à velocidade e com a voracidade que o fazia até agora.
Este congelamento traduz-se, paradoxalmente, na profusão de livros começados a ler, mais do que o costume. De memória, tenho a páginas meias Worsship Matters de Bob Kauflin, Exit Music de Ian Rankin, Um dia de Cólera (é assim que se chama?) de Arturo Perez Reverte, A Invenção de Lisboa- As Chegadas de António Sarmento de Matos, um livro de reportagens de Robert Fisk, e mais uma mão cheia de outros de que não me lembro agora do nome.
Na ânsia de ler, acabo por não ler grande coisa.
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, já diz o povo.
publicado por wherewego às 20:52

A descansar dos trabalhos e testes, encarreguei-me de voltar a dar trabalho aos meus olhos e ler um "tijolo".
A capa é lindíssima, e a ideia de ler um thriller histórico convenceu-me.
No final, a reacção foi morna, podia ter sido melhor, mas não me convenceu totalmente.
No site da Porto Editora podemos ler:
Alemanha, ano 799. Carlos Magno, em vésperas de ser coroado imperador do Ocidente, encarrega Gorgias, um ilustre escriba bizantino, da tradução de um documento de vital importância para o futuro da Cristandade. O trabalho deverá ser executado no mais absoluto segredo. Entretanto, Theresa, filha de Gorgias e aprendiz de escriba, é falsamente acusada de um crime e procura refúgio na cidade alemã de Fulda, perdendo o contacto com o pai. Aí, conhecerá Alcuino de York, um frade britânico que investiga uma terrível epidemia que assola a população. Quando Theresa é informada do desaparecimento misterioso de Gorgias, ela e Alcuino embarcam numa aventura inquietante para o encontrar e infiltram-se numa teia conspirativa de ambição, poder e morte, em que nada nem ninguém é o que parece e da qual depende o futuro do mundo ocidental.Combinando o rigor histórico com uma prosa de ritmo trepidante, este romance de Antonio Garrido conduz o leitor por cidades, claustros e abadias medievais, num "thriller" apaixonante inspirado em factos reais.
O que é que não me convenceu? Nunca me senti totalmente envolvido na trama. A ideia de seguirmos uma personagem ao longo dum determinado período de tempo (aqui, cerca de 5 meses) pode surtir efeito (veja-se o caso do magnífico A Catedral do Mar), mas aqui as coisas acontecem demasiado rápidas (no tempo), as episódios são variados mas parece que o tema (Três impérios. Dois Manuscritos. Um segredo) é esquecido e polvilhado aqui e ali no texto. A verdade é que o suposto tema do livro é mais do que secundário e o que interessa é "A Escriba". Mais do que o mistério, é a condição da mulher, a mulher como heroína, o que de si não é mau, mas não foi por isso que comprei o romance.
A história tem alguns pontos altos, mas se, por vezes, interessa, em outras alturas adormece-nos o interesse.
Enfim... um livro bem escrito, com algumas personagens interessantes, mas muito aquém das expectativas.
Dos romances espanhóis que li nos últimos tempos prefiro, de longe , o já citado A Catedral do Mar e a Sombra do Vento.
publicado por wherewego às 20:42

Finalmente saíram todas as notas das Cadeiras do Mestrado. No total, em seis cadeiras tive três 17, dois 16 e um 12.
Bem melhor do que estava à espera, ainda que o 12 manche a média final.
De qualquer modo, o esforço, o cansaço e as agruras do semestre foram a bom porto.
E o 2º começa já na 2ª Feira.
Keep Calm and Carry On...:p
publicado por wherewego às 20:39

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