08.01.10
Um dos autores portugueses de quem mais gosto é Ruben A. (clicar aqui). Tenho as Páginas completas.
tenho optado, pelo preço mais em conta, comprá-lo na Feira do Livro. O ano passado comprei Kaos e o primeiro Volume de O Mundo à Minha Procura. Ainda não os consegui ler.
Tenho sofrido com eles uma contradição. Não os quero ler demasiado depressa, e não são livros (mais o Kaos) para se ler no café ou em casa, ao fim do dia, cansado.
O que mais me agrada em Ruben A. é o carácter lúdico da utilização da língua portuguesa e as marcas própria da utilização que ele faz. Algumas onomatopeias, alguns apontamentos, algum delírio.
Choca-me que mais não o conheçam, que não se ouça falar dele. Passei por um curso de Literatura Portuguesa e tirando as figuras de charneira, poucos autores desconhecidos me foram dados a conhecer. Quem é que li no curso que desconhecia? Teolinda Gersão, não me lembro de mais nenhum.
publicado por wherewego às 11:25

O final do ano e o início deste novo levou-me a afastar das notícias e dos jornais, de que dependo por questões profissionais (uso-as e-os para testes, aulas, debates, exercícios vários).

Enquanto tento voltar aos hábitos diários, noto um despojo novo em relação à actualidade. Tudo me parece inconsequente, recursivo e relativo.

Às vezes o período de nojo impele-nos para outras margens. Estou afastado do interesse que tenho de ter e não sinto grandes remorsos por isso.
publicado por wherewego às 11:03

Há quem pense que um dia vou escrever, pelo menos, um livro. Ao longo do meu percurso académico (tanto como aluno, como professor) tenho ouvido pessoas a comentar o desejo/medo.

Por enquanto, quedo-me satisfeito por ter publicado alguns textos na Callema e por alguns terem sido elogiados.

Talvez esperançosa, talvez, a esposa ofereceu-me no Natal um bloco, com um desenho de um biblioteca antiga. Uma bela figura, mas triste sina, quantos dos livros antigos são ainda hoje lembrados?

Vou escrevendo algumas coisas, no meio das folhas há uma ideia com mais pernas e cabeças do que o usual.

Escreverei um livro? Talvez. Mas deve ficar para mim... É o que há de mais certo:p
publicado por wherewego às 10:59

07.01.10
Ela senta-se ao seu lado. Começam a falar sobre como será o céu, se haverá céu e vida depois da morte. Ele deve ter mais de cinquenta anos, é alentejano, paira aqui várias vezes. Sabe de tudo (pressupõe), fala de tudo (efectivamente). De finanças (acções), mas também de Totoloto (como ganhar no Totoloto), saúde, futebol, política, hábitos culturais, normas sociais. Ouvi-lo falar do transcendente é uma estreia para mim.
Ela é mais nova do que ele, deve ser alentejana, avaliando pela repetição do "que Deus tem", ainda que pela conversa percebo que não acredite em Deus.
Talvez por terem começado a falar do céu, ela tenta falar do seu pai, que Deus tem, da sua mãe, que Deus tem, e também do marido, sim, que Deus também tem.
Ele não a ouve, está demasiado ocupado com a sua voz, pára, ela volta a tentar entrar na conversa, ele sente saudades da sua voz e continua.
Pensa em voz alta, mais do que conversa. Fala sobre Deus, morte, reencarnação, espíritos, sonhos, magias (branca e negra).
Eu desligo. É "ecumenismo" a mais para as nove horas da manhã que  relógio marca.
publicado por wherewego às 15:27

O tempo tem sido pouco para tanta actividade. Testes para corrigir, Natal, Ano Novo, preparação de aulas, trabalhos para mestrado que algumas coisas têm sido negligenciadas. Este blog é uma delas.
Outra razão é a minha entrada no FaceBook (UAU!), teimosamente fui resistindo, mas decidi ver o que aquilo era do ponto de vista do utilizador.

Uma das coisas que me assusta é a quantidade de questionários que os meus amigos preenchem, vocês devem fazer as alegrias de muita gente com papel e caneta ali para os lados do Rossio. Nunca pensei conhecer tanta gente envolvida na lavoura, na piscicultura e na confecção de comida. Foi uma surpresa, ainda que admita um certo desconforto com gente a morar em Loures a querer ser meu vizinho.

Uma das coisas engraçadas, a mais engraçada, a meu ver, tem a ver com a quantidade de gente com quem já pude comunicar e que não via há uns aninhos. Já falei com pessoas que não vejo há 7 ou 8 anos. É obra.
Claro que a comunicação é diferente ali do que cara a cara, mas parece-me uma boa forma de manter algum tipo de contacto, ou picar diariamente a madrinha e vice-versa.
publicado por wherewego às 15:20

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