02.10.07
Comprei, inicialmente para a namorada - ainda não era noiva(!), o livro de Jodi Picoult, O Décimo Círculo.
Confirmara na internet o ruído do sucesso. Bestseller em vários países procurei um livro da autora que me parecesse de temática mais difícil de abordar. Escolhi este décimo Círculo porque além do tema da violação, abordava também a temática do Inferno de Dante, daí os círculos.
Acrescente-se que Daniel, o pai da vítima, é autor de BD e o próprio livro tem dentro de si um comic book para apostar neste título. Não posso dizer que tenha saído chamuscado.
O livro é duro e cruel quando o deve ser, mas acima de tudo não trata nenhum assunto ou sentimento com paninhos quentes, não sei como serão os outros livros da autora, mas este convenceu-me.
Claro que há a noção, típica da literatura, que quanto mais desgraças acontecerem maior a libertação final para as personagens. De qualquer modo o que me convenceu foi a forma como os sentimentos são descritos, a forma como o livro é ligeiramente mais completo do que o normal, não sendo infantil. O carácter dúbio daquilo que se sente, a forma como podemos esconder a nossa personalidade e os nossos defeitos, como nos destruímos e "ressuscitamos" das cinzas, como não queremos ver a perda daqueles que amamos e a distância dos e nos relacionamentos são alguns dos temas abordados.
A ler...
(7,5 (quase oito)/10) - a arte da BD é incipiente e confusa, por vezes, e ter Lucífer de óculos escuros é simplesmente foleiro.



JP Simões é o vocalista de Belle Chase Hotel, responsável por um memorável concerto na Aula Magna e one man show por excelência, do Quinteto Tati e artista por conta próopria.
Escreveu há uns anos a Ópera do Falhado, que não li, nem vi, e editou agora, juntamente com André Carrilho, o interessantíssimo O vírus da Vida.
Pequeno livro, de curtas e mordazes narrativas, O vírus da Vida é uma crítica à actual forma de vida. Bem humorado, Jp Simões destrói a imagem feliz que temos da vida do século XXI. Pessoas que já não são capazes de viver, ainda que o tenham de fazer, sem a ajuda da tecnologia. Lê-se de uma penada, mas traz algo mais à figura artística de JP Simões. A ler.
8/10
publicado por wherewego às 11:39

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