11.02.07
Antes de começar a escrever deixem-se só tirar a areia dos olhos.
Segundo as palavras do porta voz do PS o povo português respondeu como o assunto merecia, confesso a minha confusão, porque 58% de abstenção não deve ser a resposta de um povo preocupado em dar uma resposta clara, por isso deduzo que o senhor esteja a falar da vitória do sim. Ou isso, ou o PS não percebeu a resposta dada.
Pasmo perante a ideia do Primeiro-Ministro levar para a frente a proposta de lei, que ninguém conhece, e que pelo que entendi não estava a referendo - a minha pergunta não dizia nada acerca disso, rasgando a constituição e gastando mais uns milhares do herário público. Meus amigos, nada obrigava Sócrates a fazer o referendo, foi-lhe, por várias vezes, pedido por alguns grupos parlamentares o projecto-lei. Por outro lado, alguns dizem que a opção de Sócrates não é diferente da de Guterres, e aqui discordo, porque o PS não se resignou face à resposta dada, sinal disso foi o referendo de hoje. Politicamente, o PS pode levar a cabo uma restruturação/alteração da lei do aborto, mas não pode, ou deve, fazê-lo com base neste referendo. A constituição não o permite. Faça-o, sem se referir à eleição de hoje. Que os movimentos do Sim o façam, compreendo, que o Partido Socialista o faça é uma aberração política. Mas é a política que temos, não?
Outra ilação a ser tirada é o facto de para os Portugueses haver coisas mais importantes, politica e pessoalmente falando. Se há oito anos havia sol, hoje ninguém foi para a praia, e não é por mais ou menos 6% que este referendo é um sucesso. Tenham dó.
O Referendo ao Aborto parece ser o fantoche do Governo, incapaz de tomar decisões e tomando-as depois da pior forma. Mas, há que tomar decisões, daquelas que empolguem o país, nem que seja 40/45% do mesmo. É que os desempregados, os professores licenciados que recebem 4€ à hora, o estado da Saúde (custa ser atendido no Alentejo) em Portugal interessam bem mais aos Portugueses, por muito que o Governo não goste.
Enfim, o referendo, este em particular, serve ao PS como uma espécie de Liga dos Campeões, não tendo dinheiro participa nesta espécie de Liga da popularidade, e ganha alguma. O medo do défice, do descontentamento social, ainda que não esteja expresso nas sondagens, são as derrotas do PS no campeonato. Uma vitória moral, mas um derrota constitucional parecem dizer que a equipa está sem ideias, murcha e parece o Benfica de ontem contra o Varzim.
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publicado por wherewego às 20:10

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