07.08.07

Prometo mais logo, ou amanhã, escrever algo sobre este filme, que estreia na 5ª Feira e já mora na minha colecção de DVDs (graças ao ebay) e também sobre o Dia de Surf.
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publicado por wherewego às 15:31

03.08.07
Continuo a pensar em The Hoax/Golpe quase Perfeito.
Foi dos filmes que mais prazer me deu ver nos últimos tempos. Uma das razões é ser um caleidoscópio de temas.
Interessa aos escritores e leitores. A questão da escrita, a questão do escritor (poeta) como fingidor, que finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente. Pessoa está presente no filme, como interpretação claro! A noção da mentira como verdade se for dita muitas vezes e dita convincentemente.
A questão da moral, porque nos apaixonamos pela personagem, perguntamo-nos como é que ele se vai safar e vemos que a determinada altura a imoralidade anda de mãos dadas com um lunatismo deliciosamente doido.
A queda do mundo criado que não tem nada a ver com a realidade e a forma como a realidade entra nesse mundo e o traz, Irving (por momentos?), de volta. As cenas finais intrigam o espectador, mas mostram a confusão psicológica em que Irving tinha caído. Resta ler o livro do próprio para saber se a leitura de Hallstrom é correcta e se Irving conseguiu salvar-se da patologia.
Um filme a ver...
publicado por wherewego às 14:12

02.08.07
Ontem comemorei 7 anos de namoro, mas nem a comemoração convenceu a namorada a acompanhar-me à antestreia de Golpe quase Perfeito de Lasse Hallstrom. A razão? Uma antipatia por Richard Gere!!!
Assim e apanhado desprevenido à última da hora, ainda consegui arranjar companhei a arrastei o N. comigo.
Se a semana passada tinha ficado desiludido com Os Simpsons, esta semana fiquei muito agradado com este filme, filme do qual pouco sabia, ignorava mesmo ser realizado por Hallstrom, realizador do muito amado cá em casa As Regras da Casa.
Golpe quase Perfeito narra a história de Clifford Irving (Richard Gere), um escritor que na década de 70 quase conseguiu enganar meio mundo, ao vender a publicação de uma auto-biografia do excêntrico milionário Howard Hughes, que já não aparecia em público há alguns anos. O filme retrata o processo criativo, as diferentes formas de pesquisa, a escrita do mesmo e a forma como Irving conseguiu convencer toda uma editora e jornalistas de que o livro era real.
O filme acaba com uma canção em que podemos ouvir nem sempre tens o que queres. Gere é brilhante no seu papel, maníaco quanto baste, tenta convencer-se a si mesmo antes de convencer os outros de que o que diz é verdade. A personagem de Gere é divertida, mentirosa, maníaca, manipuladora, sonhadora.
O filme transmite de forma decente o ambiente político dos anos 70, o Vietname e as dificuldades governativas de Nixon.
Essencialmente é um filme sobre um embuste impossível e a forma como Irving o vê como real. A personalidade de Howard Hughes premeia todo o filme, mas mais do que a busca pelo verdadeiro Hughes o filme mostra a busca obsessiva pela mentira. Neste sentido é mais obssessivo que Zodiac de David Fincher, mas aqui mais do que a busca pela verdade é a busca por uma verdade possível, que alimenta a personagem e lhe toma a vida.
Nem sempre temos o que queremos, e nem sempre devemos buscar o queremos sem olhara a meios.
O filme surpreendeu-me, e a questão da verdade/mentira e a forma como vivemos com ela preenche todo o filme, arrisco-me a dizer que é o seu tema principal. Nesse sentido é moralista, mas não simplista.
É um filme divertido, mas também mais negro e pesado, uma dicotomia que Hallstrom maneja com mestria. Alfred Molina é também brilhante no papel de Haskins, o amigo de Irving, co-autor do livro que vai colocando sumo e consistência neste. Destaquem-se também os actores secundários, todos em excelentes prestações, Marcia Hay Harden (excelente), Julie Delpy(desculpa para mostrar a mamoca), Eli Wallach(que saudades do porco cowboy), and Stanley Tucci (palmas para ele também).
Uma excelente surpresa.
8/10
PS. Foi a primeira vez que fui ao cinema no Campo Pequeno, e pelo menos a sala 2 é acima da média, o som é excelente, e as cadeiras não no tornam o traseiro quadrado, como a semana passada no Corte Inglês.
publicado por wherewego às 17:13

25.07.07
Acabo de chegar do cinema e fico satisfeito por ter ganho o bilhete, estaria de rastos se o tivesse pago.
Simpsons, the movie é um episódio mais longo, mais destrambelhado e mais children free, há o pénis de bart há mostra, manguitos, heresia cristã e uma asneira (m##da) na tradução portuguesa a traduzir crap.
E o filme é um pouco crappy, talvez porque os Simpsons têm piada em episódios de 20 minutos, mais que isso continuam a fazer-nos rir, mas pouco mais.
A história é esticada, mas não ultrapassa pouco mais de uma hora e dez e traduz-se na condenação de Springfield por Homer Simpson e na consequente salvação, a mensagem é, como está na moda, ambiental. Todas as personagens da série passam pelo grande ecrã.
Mas no fim concordei com Homer Simpson, que no início do filme nos diz que não há razão para estar no cinema quando podemos ver o mesmo de graça na televisão. Point taken.
Uma hora perdida, mas ao menos foi de borla.
Skip it.
4/10 (5,5 pelas gargalhadas, mas mesmo assim há muitas piadas que são forçadas ou passam ao lado).
Os fãs não se devem importar muito, mas já viram tudo aquilo milhentas vezes.
publicado por wherewego às 23:41

19.07.07
Fui na 3ª Feira, com um primo meu, ver o último filme da saga Harry Potter .


Tinha ficado pasmado quando li uma crítica a semana passada que dizia que tinham feito um mau filme do melhor livro da saga. Pasmado porque ainda que não concorde totalmente com a primeira parte da argumentação, discordo em absoluto com a segunda premissa.


O filme segue, naquilo que me lembro, as linhas gerais do livro, com uma enorme qualidade - há acção ao nível da trama, coisa que não acontece no livro. Foi o único livro da saga de que não gostei, achei que tinha páginas a mais, acção a menos (essencialmente não acontecia nada) e a surpresa final era uma profecia bacoca que não acrescentava nada à história, já toda a gente percebera que alguém teria de morrer (Harry Potter e Voldemort), se não mesmo os dois. Ah, e a morte de uma das personagens "principais".


Sinceramente o filme traduz mais suportavelmente toda a acção e ao contrário do livro parece que vão acontecendo coisas. Claro que a realização é das mais fracas da saga, não existe densidade alguma, a batalha final é desperdiçada, e a morte da tal personagem cai em vaso roto em termos de realização, há formas mais eficazes. Digo eu...

Mas é um filme que se suporta (no duplo sentido), os fãs gostarão, os outros gostariam de algo mais.



Parece-me que a série cinematográfica tem trabalhado muito bem a caracterização das personagens, mas depois falta a densidade psicológica e o tempo de antena, faz-me confusão.

Voldemort, infelizmente, não aparece muito e quando o faz sabe a pouco, como aconteceu com Sirius Black há dois filmes atrás, e as cenas entre Potter e Sirius carecem de peso, de trabalho de nrealização e pós-produção, desculpem a repetição de densidade.



6/10
publicado por wherewego às 11:00

03.07.07





Há filmes que queremos ver muito. E às vezes nem há uma razão lógica. Queria ter visto o Homem-Aranha 3, mas dois amigos, um demasiado geek nestas coisas para ser ignorado, ficaram desapontados; queria ver o Ocean´s 13, mas não me importo de esperar pelo dvd.

Mas, não queria deixar de ver este Die Hard 4.0.

Primeiro porque gosto imenso dos primeiros 3 filmes. Cada um à sua maneira. O primeiro foi há poucas semanas considerado como o melhor filme de acção de sempre, pelo que me diz respeito tenho grande admiração pelo terceiro.
Enfim...não fui à espera de um filme com F grande, esperava encontrar alguém que conhecemos, mas não vemos à muito tempo. É difícil, neste caso menos - por causa dos anos, comparar os filmes anteriores com as sequelas, pelo menos no que diz respeito a filmes de "culto".
A série Die Hard tem fãs, bsstantes e eles não querem que o filme seja algo que os outros três não eram. Por isso é que me irrita ler os críticos e ver que dão estrelas a Die Hard com a mesma bitola que dariam a Citizen Kane. Os objectivos não são os mesmos, estamos a falar de "cinema" diferente, com objectivos muito diferentes.

E revendo John Mclane fiquei satisfeito, mas não deslumbrado. Não me interpretem mal, o filme corresponde ao que nós queremos, o mesmo sentido de humor, as explosões, o vilão "narcisista" com ataque de nervos, o humor (já disse), e a violência. Ah! e o Yippee ki-yay, piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

O filme conta a história de um ataque cibernético de longo alcance aos EUA. Mclane envolve-se sem querer, como sempre, e a partir daí é a luta contra o vilão de serviço. Que a determinada altura descobre quem é Mclane e junta a filha deste ao festival.

E Die Hard 4.0 tem tudo o que queremos ver. Mclane a ser boçal, Mclane a limpar o pó aos maus da fita, e a uma má (o que não se vê muito em cinema), Mclane a falar de si, do que é ser herói, de como se perde tudo e nada se ganha (umas palmadinhas nas costas), mas mesmo assim mostrando que ser herói é ter essa fibra, sem nada ganhar continua a ser-se!
4.0 tem Kevin Smith, num pequeno papel, num pequeno papel.

4.0 tem explosões, humor a rodos, aquele sarcástico a que nos habituámos, acção, muitos tiros e mortes q.b.

Em jeito de conclusão, Die Hard não é um mau filme, é um bom regresso, faz-nos rir e comer pipocas, mas falta, na minha opinião, alguma coisa.
Não me entendam mal, até gostei do argumento, mas penso que faltará alguma coisa em termos de pós-produção. Achei que a música colocada era má(zita, mesmo), e a realização não sendo má, peca por demasiado profissional. Falta ali qualquer coisa para ser um grande filme. E penso que a culpa é mesmo do realizador ou da equipa de pós-produção.
Mas não é por causa disto que não o devem ver...vejam e matem saudades.

Yipee ki-yay...


7/10
publicado por wherewego às 21:04

20.06.07
Vagamente inspirado em «Hamlet», de William Shakespeare, «Inimigos do Império» passa-se na China antiga, durante o período das Cinco Dinastias e dos Dez Reinos (907-960 d.C.), quando as dinastias se sucediam rapidamente umas às outras a norte e vários estados independentes lutavam uns contra os outros a sul. Enquanto isso, o vizinho Império Khitan prepara-se para conquistar a China, quando for o momento oportuno. É neste pano de fundo de agitação interna e ameaça externa no Império que vive uma lendária rainha. Tão bela como jovem, tão ágil como inteligente, a Imperatriz Wan pode lançar à água mil barcos com o seu charme e enfrentar cem soldados com a sua espada. Mas falta algo na sua vida. Quando o Imperador morre subitamente e o seu irmão mais novo, Li (Ge You) toma o poder, Wan espanta toda a gente ao aceitar casar com ele, convencida que é a única forma de proteger o Príncipe Wu Luan, por quem sente um desejo proibido, ao mesmo tempo que cimenta a sua posição na corte. Mas Li já mandara a sua guarda matar o sobrinho...
publicado por wherewego às 16:46

08.06.07
Pode-se ler no Público que Jonhy Depp vai ser Litvinenko e que o filme pode vir a ser realizado por Michael Mann...
De repente, a história interessa-me um pouco mais...
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publicado por wherewego às 17:29

04.06.07
Parece que a televisão do Benfica vai avançar com um telefilme!

João Botelho e Leonor Pinhão juntam o seu ódio a bem da filmografia do primeiro e do cinema português. Os dois mecenas levarão às grandes telas o romance de Carolina Salgado.

Para tal, Nicolau Breyner será o "sr. presidente" e Margarida Vila-Nova "Sofia" (uma espécie de alter-ego da menina do alterne).

Do mal o menos, em vez de encontrarem uma actriz com cara de ter sido desenterrada há poucas horas decidiram-se por Margarida Vila-Nova, e se o livro vendeu, o filme irá pelo mesmo caminho. Sempre são menos páginas a ler, e não há legendas. Ainda bem que só agora anunciam o projecto, senão o livro teria sido um desastre financeiro.

publicado por wherewego às 18:39

26.05.07
Lembro-me de pequeno ir ao cinema, levado por uma tia, ver os 101 Dálmatas e a Branca de neve (o que pode explicar muita coisa).
Em adolescente ia de vez em quando ao cinema, e na época de faculdade habituei-me a ver dois ou três filmes por semana (bons tempos:p). Este intróito serve para demonstrar a minha dificuldade com pipocas e muitos adolescentes. O cinema para mim é um exercício em silêncio, pautado pelo choro (só uma vez me deparei com tal, ao ver Elas, de Galvão Teles. Uma sra. que já vira o filme umas vinte vezes chorava e já levava os lenços de papel), pelo riso, e pelas palmas.
As conversas, os telemóveis chateiam-me. Deduzo que seja por esta razão que a determinada altura comecei a ver cinema independente, o público é outro.
Assim, ontem, por nenhuma razão em especial, não gostei muito do segundo tomo da saga, fui ao cinema. Obviamente que a sala estava mais cheia que um ovo (o que não é cinetificamente provado), mas o barulho e o burburinho nem foram excessivos (será isto a religioiidade? Havia uma certa ideia de culto!).
Lera uma crítica ao filme no Público, e ficara com o pé atrás (para quando a capacidade de ignorar os críticos?). Afinal, gostei bastante mais que o segundo filme, e menos que o primeiro.
Existiram bastante factores que me levaram a gostar bastante do primeiro. Sempre gostei de filmes de piratas, gosto de Johny Depp (e a sua actuação como Jack Sparrow convenceu toda a gente), e a interpretação "religiosa" que fiz agradou-me bastante. A ideia de se estar vivo e não ter prazer em nada, de ser um morto vivo agradou-me bastante. Com as devidas ressalvas podem-se encontrar alguns paralelismos nas Sagradas Escrituras. Adiante.
O segundo filme era um intervalo, pouca história, mais humor, e efeitos especiais. Diverti-me (função especial deste tipo de filmes) e ri-me, mas o filme pouco mais despoletou em mim.
O terceiro é mais complexo e acertado. Poderíamos descrevê-lo como um rol de inúmeras traições, quem o vir compreenderá. O humor é mais fino, os efeitos especiais geniais. A realização...quem sonharia que o senhor de The Ring, Mousehunt, O Homem do tempo teria tanto jeito para filmes de acção? Como mero espectador confesso a minha boca aberta perante os efeitos especiais + sequências de acção. Foram bem idealizadas e realizadas, obviamente que não falamos de Cinema (Howard Hawks, Hitchcock, Leone), mas também não é aqui que Verbinski está. Genial são as sequências surrealistas (a primeira, a do nariz é brilhante) com Sparrow.
Orlando Bloom perde terreno, já o esgotara com o segundo tomo, e Keira ganha o foco.
Um filme mais complexo do que os dois anteriores, com melhor estrutura que o segundo, aquém (para mim, em termos narrativos) do primeiro, mas que não envergonhará ninguém.
O final poderá surpreender algumas pessoas, mas tendo em conta que o franchising está de excelente saúde, parece-me óbvio a possibilidade de continuar a saga.
publicado por wherewego às 10:05

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